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11 abril 2015

18ª Etapa da Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Dia 11, voltamos à Redenção da Serra para continuarmos a Rota Sabedoria.

Desta vez, entramos pela parte velha da cidade ao lado da Igreja Matriz. Construída em 1882, hoje é considerada um monumento histórico de valor arquitetônico e urbanístico de interesse religioso tombado pelo Governo do Estado de São Paulo através do CONDEPHAAT desde 1982. A Igreja é o cartão de boas-vindas para todos que chegam à cidade. Como a maioria das cidades ela foi a referência para o surgimento de Redenção da Serra. Pena que a igreja estava fechada quando chegamos. Mesmo sabendo que poderia ser aberta para conhecê-la não quisemos incomodar o caseiro tão cedo.


Pegamos a única rua da vila e seguimos nossa rota. Era só a primeira subida do dia!

Contornamos a cidade por uma estrada de terra subindo uma pequena colina. No alto da colina do lado esquerdo fica a cidade velha com a igreja, o casarão e o cemitério, parecendo mesmo uma pequena vila antiga. Em frente, fica a represa que virou pasto e passagem de carros e por fim mais à frente à direita fica a cidade nova no alto da serra.

Seguindo a rota passamos por várias entradas de chácaras, sítios e fazendas com muitos animais pastando onde deveria ser a represa de Redenção da Serra. Vimos muitos pesqueiros desativados e abrigos para pescadores completamente abandonados por causa da estiagem.

Continuamos andando pela estrada que liga Redenção a Paraibuna. A paisagem não cansa os olhos. Muito verde, pássaros e animais de todos os tamanhos pastando de olho no movimento próximo a eles. Se a represa estivesse cheia seria mais um espetáculo a parte e enriqueceria nosso álbum com belas fotos.


Saímos um pouco da rota para conhecer o Alambique no sítio São José que produz a cachaça de forma artesanal. Foi uma parada obrigatória, claro!

Felizmente esse trecho da rota ainda está bem sinalizado com placas. Alguns moradores da região pararam para conversar com a gente e nos parabenizaram por estarmos fazendo a rota, e mais uma vez constatamos a mesma história de outros trechos, até então nenhum dos moradores locais tinha visto alguém fazer estas rotas.

Infelizmente parece que o Programa Caminha São Paulo está completamente abandonado. Tentamos por diversas vezes contato com a Secretaria de Turismo de São Paulo para saber mais sobre a volta do site e confirmar as informações, mas ninguém responde. É de causar revolta tanto descaso. Foi muito dinheiro investido sem nenhuma manutenção adequada. Falta muito interesse político para o desenvolvimento cultural e turístico aqui no Estado de São Paulo. Uma verdadeira pena ver um programa tão interessante para o turismo em geral ser tão mal tratado e sem coordenação adequada.

Por outro lado, ainda podemos comemorar algumas iniciativas em prol da cultura e da história como é o caso da Fazenda Valsugana.


Localizada na Estrada do Itapeva km 11,5 (trecho da rota), a fazenda está aberta desde 2009 para visitação. O turista que busca uma experiência rural regada à história cafeeira da região só tem a ganhar visitando o lugar. Fomos recebidos por Fabiano Margaritelli proprietário da fazenda que abriu as portas e nos convidou para tomar o café lá produzido. Ele nos apresentou as dependências da Casa Grande, o Museu particular, o Terreiro de Secagem de Grãos e a Casa dos Colonos. Tivemos uma aula de como viviam os Barões do Café, e claro, degustamos o saboroso café da fazenda. Foi sem dúvida nosso ponto alto do dia.

Os cafés produzidos na fazenda são: o Grão Mestre e Morro Alto. Em 2014 o Café Grão Mestre foi premiado como o Melhor Café Premium e o Morro Alto recebeu o prêmio de Melhor Café Especial nos últimos três anos. Sem contar ainda que a fazenda produz mel, cachaça, queijos, licores e doces. Agende uma visita e conheça um pouco da cultura cafeeira com quem entende do assunto. Você não vai se arrepender.


Voltamos para a estrada e alguns quilômetros à frente chegamos à Vila Itapeva. Nesse trecho fomos enganados por uma única placa da rota fora do percurso. Logo após a vila, tem uma rua de terra à direita e a estrada asfaltada à frente, por ambas se chega a Paraibuna. A tal placa está a 10 m à frente da rua à direita indicando seguir em frente pela estrada asfaltada, depois de subirmos por aproximadamente 700 m, e foi uma subida bem íngreme, percebemos que estávamos fora da rota indicada no GPS, então voltamos até a vila novamente para entrar na rua à direita e continuar nossa rota até Paraibuna. Mais uma vez quem colocou as placas não seguiu as coordenadas criadas para os caminhantes.


A tarde já estava terminando quando passamos por mais uma ponte onde certamente deveria ter água represada embaixo, mas a seca revelou a ruína de uma ponte antiga que certamente estava coberta pela água.

Por fim, a luz do sol foi brilhar em outras terras e a noite nos fez companhia por mais uma hora de caminhada até chegarmos à Rodovia dos Tamoios, bem próxima ao nosso destino final.

Demos o dia por encerrado para não corrermos o risco de caminhar pelo acostamento na Rodovia durante a noite.

Por razões que fogem ao nosso controle, infelizmente o Alexandre, o Argeu e a Cris não puderam estar com a gente nesse trecho percorrido. Que fique registrado: vocês fizeram muita falta!

E foi isso!

Até a próxima etapa!

Caminhantes: Jane, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Wilma.
Motorista de apoio: Sr. Carlos

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