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04 fevereiro 2017

1ª Etapa Passos dos Jesuítas – Anchieta – 2ª Edição

Há cinco anos terminamos o primeiro projeto das grandes rotas pelas cidades do Estado de São Paulo e do interiorzão do Brasil. Depois desse longo período resolvemos refazer essa rota com velhos e novos amigos aventureiros dispostos a conhecer alguns segredos e as histórias desses locais.

Essa rota em questão tem pouco mais de 370 quilômetros entre as cidades de Peruíbe no litoral sul e Ubatuba no litoral norte do nosso Estado. Esse trajeto é recheado de vida, história, monumentos, belezas naturais e riquezas arquitetônicas. É só ter olhos atentos e ouvidos afinados para não perder nenhuma parte. Ah! E muita disposição para caminhar é claro!

Então vamos ao que interessa e falar um pouco sobre o que é a Rota Passos dos Jesuítas – Anchieta.



Em setembro de 2011 o Governo do Estado de São Paulo lançou em Peruíbe um trajeto nas características do conhecido Caminho de Santiago de Compostela na Espanha, com o objetivo de atrair mais turistas e peregrinos para as cidades do Litoral Sul e Norte de São Paulo. As cidades participantes são: Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilha Bela, Caraguatatuba e finalmente Ubatuba, sem contar com o trajeto alternativo entre Cubatão e Santos.


A ideia do percurso é seguir as placas de sinalização e orientação ao longo do caminho informando os principais pontos turísticos e religiosos, mas infelizmente não vimos nenhuma placa no primeiro dia de caminhada. Quando fiz a primeira vez em 2011 o caminho era bem sinalizado com as placas, ainda bem que tenho algumas referências na memória sobre os pontos turísticos e o trajeto, assim o pessoal que ainda não fez esse percurso não vai ficar sem orientação. É lamentável ver um projeto como esse completamente abandonado com tanto dinheiro público investido pelo Governo com a parceria das Prefeituras. Faltam incentivos, divulgação e vontade pública e política para manter projetos assim funcionando. Depois falam que o brasileiro não tem cultura, mas como justificar o desprezo dos governos em preservar a própria história do país?



A rota “Passos dos Jesuítas – Anchieta” além de tentar resgatar um pouco da história do Padre José de Anchieta¹, conta também um pouco sobre as construções e peregrinações no início do descobrimento do Brasil.

Voltando para o início da nossa caminhada.

Logo que chegamos a Peruíbe², paramos na antiga Estação Ferroviária de Peruíbe, hoje abriga o Museu de Arqueologia da cidade, mas por causa do horário da nossa chegada ele ainda estava fechado. Da Estação descemos até o Mercado do Peixe, ponto inicial da rota para registrar nossa passagem no pórtico inicial da rota.

Para nossa surpresa (decepção), o Monumento ao Pescador que ficava em frente ao Mercado do Peixe já não existe mais, só a estrutura que o sustentava ainda resiste ao abandono, uma verdadeira pena constatar que mais um monumento da cidade deixou de existir.



Seguindo em frente, passamos pelo Lamário³ e pelo Aquário da cidade e senti outra agulhada de tristeza ao constatar que o esqueleto de uma baleia gigante que ficava bem em frente ao Aquário foi retirado e algumas partes dele estavam postos ao lado da entrada. Aquele esqueleto era um chamariz e aguçava a curiosidade de crianças e adultos, mas não existe mais.

Mas nem tudo está perdido ou tão desesperador assim, as praias, no entanto, estavam bem cuidadas e por boa parte da nossa caminhada foi pelo calçadão muito bem preservado, alguns trechos precisando de pequenos reparos, nada mais que isso.



Descemos do calçadão para a areia e seguimos em direção a mais um monumento histórico da cidade, as Ruínas de Abarebebê4. Essas são ruínas da antiga Igreja de São João Batista, ela fazia parte do único aldeamento5 do litoral paulista. A Igreja, hoje em ruínas e seu entorno constituem um sítio arqueológico protegido por lei, sendo patrimônio da União. Infelizmente, esse grande sítio arqueológico encontra-se totalmente abandonado, o pequeno museu dentro do sítio está totalmente destruído e até as placas que contavam a história das ruínas estão enferrujadas e sem qualquer indicio de preservação, por sorte as paredes ainda não estão pichadas ou vandalizadas, mas já indícios de fogueiras no entorno do monumento. Uma verdadeira pena ver como a história no Brasil é tão desprezada e é deixada de lado.



Voltamos para orla da praia e seguimos até a divisa entre os municípios de Peruíbe e Itanhaém6 por um trecho de praia deserta. Após percorrer esse longo trecho fizemos uma pausa para um merecido descanso com direito a banho de chuva e mar para alguns caminhantes.

Seguindo em frente rumo ao segundo pórtico que deveria ser em frente à Base da Guarda Municipal de Itanhaém. Deveria, mas quando chegamos à Base, só encontramos a fundação de concreto onde existia o pórtico. Fizemos uma pequena reverência ao falecido pórtico e seguimos até as imediações do Pocinho do Anchieta para encerrar nossa primeira etapa dessa reedição da Rota Passos dos Jesuítas – Anchieta.



Ainda não sabemos quais e quantas surpresas essa rota nos reservam, mas independente das decepções com a manutenção dos monumentos e parte da história, a caminhada é cheia de vida e belas paisagens que fazem valer a pena fazer ou refazer esse roteiro muita vontade, principalmente quando estamos bem acompanhados e cercados de amigos que sabem curtir, apreciar e aproveitar tudo que a vida nos apresenta com muito bom humor e cumplicidade.

Valeu galera!

Até o próximo trecho!

¹ “Padre José de Anchieta: - nasceu em San Cristóbal de La Laguna, Ilha de Tenerife um Arquipélago das Canárias na Espanha em 19 de março de 1534. Desembarcou em Salvador/BA em 13 de julho de 1553 e viveu por aqui por 44 anos. Chegou à Capitania de São Vicente em 24 de dezembro de 1554, região que viveu e amou profundamente. Era catequista, teatrólogo, poeta e enfermeiro. Foi chamado de “Homem Santo” e “O Apóstolo do Brasil”. Faleceu em 09 de junho de 1597 em Reritiba, povoação fundada por ele, hoje Cidade de Anchieta no Espírito Santo”.
² Peruíbe – segundo vocabulário indígena significa “rio dos tubarões” nos termos Tupis – Iperu = tubarão, ‘y = rio e pe = em
³ O Lamário – Projeto Lama Negra de Peruíbe – Complexo Thermal da Lama Negra de Peruíbe. A lama negra (argila crenológica) foi criada pela ação vulcânica e formou-se através da fusão com a água do mar, matérias orgânicas e inorgânicas resultantes de processos geológicos e biológicos. A lama escura com forte odor de enxofre é indicada para: artropatia crônica degenerativa, artrite reumatoide, gota, reumatismo não articular, fribromiosite, mialgias, nevrites, afecções vasculares periféricas, dermatites, caspa, seborreia do couro cabeludo, acnes, manchas de pele, rugas, celulites, entre outras.
4  Significado da palavra Abarebebê em tupi-guarani: “Padre que anda ligeiro, rápido”.
5 O aldeamento era um local com agrupamento de indígenas reunidos por oficiais da Coroa ou por missionários. A data da formação é incerta.
6 Itanhaém – Há duas versões para o significado do nome ele vem da origem Tupi = itá-nha': uma diz: uma pedra que canta e a outra: pranto de pedra ou pedra que chora.


25 janeiro 2017

Trilha do Cambraia e Cachoeira do Lageado

Em pleno feriado de aniversário da cidade de São Paulo reunimos uma turma com vontade de caminhar e subir algumas estradas que cortam as montanhas de Santo Antônio do Pinhal.

Logo que chegamos por lá paramos em um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, a Estação Eugênio Lefèvre onde tomamos um delicioso café, em seguida caminhamos até o mirante de onde se tem uma excelente visão de boa parte da Serra da Mantiqueira e algumas cidades do Vale do Paraíba.


Feita essa breve pausa nos dirigimos até o centro da cidade onde iniciamos nossa caminhada.

Assim que colocamos o pé na estrada não teve outro jeito a não ser encarar a primeira subida. Aos poucos a cidade ficou para trás e as árvores passaram a ser nossa companhia constante.  Bastaram alguns minutos de caminhada e o asfalto virou estrada de terra e assim foi por um longo trecho, voltamos ao asfalto até que finalmente entramos na Trilha do Cambraia.


Segundo relatos, essa trilha foi muito utilizada por tropeiros que vinham do Vale do Paraíba em busca de novas rotas desbravando caminhos rumo ao interior do Estado. Posso dizer que é bem interessante percorrer por lugares com esses cheios de histórias. É fácil usar a imaginação para ter uma ideia de como viviam os tropeiros naquela época.


Depois de cruzarmos mais uma montanha saímos em outra estrada de terra, desse ponto em diante o aventureiro tem algumas opções: se virar a esquerda poderá andar cerca de quatrocentos metros e chegará à sorveteria Eisland com sorvetes artesanais da fazenda, mas torça para estar aberta, infelizmente quando fomos ela estava fechada para nossa decepção; e se virar a direita é só caminhar por aproximadamente um quilômetro e meio você chegará a uma propriedade particular bem estruturada com quiosques, bar, banheiros e claro uma linda cachoeira, basta pagar uma pequena taxa de conservação e aproveitar o restante do dia. Uma das regalias dessa trilha é que tanto da sorveteria quanto da propriedade da cachoeira você pode solicitar um táxi para voltar ao centro da cidade. (não foi nosso caso voltamos a pé mesmo).


Depois de aproveitarmos algumas boas horas descontraídas na cachoeira saímos da propriedade e continuamos nossa caminhada fazendo a volta pelo outro lado da estrada. Encaramos mais um pouco de subidas e descidas sempre acompanhados pela serra e suas belas paisagens entre elas o Complexo do Baú ao fundo, até que enfim, voltamos a área urbana da cidade.

Finalizamos nossa aventura na padaria bem ao lado da Praça central.

Assim foi mais aventura com o grupo.


Valeu turma, até a próxima!

14 janeiro 2017

Pedra Vermelha

Dia 14, iniciamos as trilhas abrindo as atividades de 2017 com o Grupo Ação Natural.

Seguimos até Mairiporã, cidade próxima a São Paulo, para realizarmos a trilha da Pedra Vermelha, pouco conhecida até por moradores da cidade.


Com a galera reunida percorremos algumas ruas de terra nos bairros bem afastados da cidade deixando que o cinturão verde da Serra da Cantareira nos envolvesse no percurso.

Deixamos nossos carros em frente ao Bar do Japonês e subimos a trilha.

Existem duas formas de subir até o cume, o jeito fácil e tradicional e o “com emoção”. Claro que a escolha foi unânime: “com emoção”. Só um adendo, quando lhe perguntarem se você quer fazer um caminho com emoção, pense bem antes de responder a essa pergunta.


O trajeto com emoção começa com uma trilha quase apagada, ou seja, a vegetação cresceu e retomou a área do que um dia foi uma trilha. Consequentemente tivemos que abrir caminho passando por cima de troncos, cipós, teias de aranhas, formigueiros, espinhos e abelhas até chegarmos onde a trilha tradicional se junta com essa quase abandonada, daí para frente fica mais fácil.

Saímos da trilha e voltamos para a estrada de terra. Andamos aproximadamente oitocentos metros e chegamos à base da trilha que leva ao cume. A base nada mais é do que uma grande gruta com pedras de todos os tamanhos formando uma passagem entre elas. De um lado a entrada da gruta é enorme, mas vai afinando até que o aventureiro é obrigado a quase rastejar para sair do outro lado e acessar a trilha que leva ao topo da Pedra Vermelha.


Seguindo a trilha não tem erro, é só subir, subir e subir. É um trecho curto de aproximadamente mil e duzentos metros, mas é bem íngreme e acidentado exigindo um pouco de esforço físico do aventureiro.

Do alto da Pedra Vermelha em um dia claro podemos avistar a cidade de Mairiporã à direita, do mesmo lado e mais ao fundo as montanhas do entorno das cidades de Franco da Rocha, Caieiras e até o Pico do Jaraguá. Já do lado esquerdo, segue o manto verde das montanhas em direção a Santa Isabel e outras cidades na direção da Serra do Mar.


O silêncio no alto da montanha só é quebrado com a agitação dos macacos e com o som dos cantos dos pássaros.

Curtimos bons momentos lá em cima, mas já era hora de partirmos atrás da cachoeira.

Puxando do fundo da memória os caminhos e lugares que passamos quando fizemos a primeira exploração no local há cerca de um ano e meio, talvez dois anos, seguimos pela estrada de terra bem acidentada até chegarmos à pequena e discreta entrada no mato. Qualquer um que não der atenção vai passar direto e perder uma trilha de duzentos metros até uma pequena cachoeira que sem dúvida é muito bem-vinda em um dia quente. Pena que muitas pessoas utilizam o local para execução de despachos e trabalhos religiosos. Nada contra qualquer tipo de manifestação religiosa, mas bem que esse pessoal poderia demonstrar mais respeito pela natureza e levar suas tralhas de volta depois dos rituais. A natureza não merece esse descaso.


Subimos até os nossos carros e finalizamos a primeira trilha do ano com a sensação de que ele promete e as aventuras só estão começando.

Valeu galera!

Mais uma trilha realizada em excelente companhia!


Obrigado a todos que participaram e até a próxima aventura!

PS... assistam o vídeo que nosso amigo Shindy Miura fez durante a Trilha da Pedra Vermelha, vale apena conferir!



07 janeiro 2017

12ª Etapa do Caminho da Fé – Pindamonhangaba a Aparecida – Final

Dia 7 de janeiro, retornamos a Pindamonhangaba e ao Restaurante Colmeia onde paramos na etapa anterior para darmos prosseguimento ao último trecho da caminhada.

Depois de alguns sábados subindo e descendo a Serra da Mantiqueira seguindo as setas amarelas indicativas ao longo do caminho, enfim, chegamos à etapa final do projeto Caminho da Fé.


Desde novembro de 2015 pelo menos uma vez por mês reunimos a turma toda a fim de caminhar pela serra e conhecer novas rotas, cidades, culturas, histórias, trilhas, cachoeiras sempre no mais alto astral.

Esse já era um dia especial e com a chegada de mais alguns amigos essa etapa ficou ainda melhor e mais animada.

Tínhamos a missão de chegar à Basílica antes das dezessete horas para pegarmos os certificados de conclusão da rota. Sem perder tempo agilizamos o início da caminhada assim que chegamos ao último ponto da parada. Logo que começamos a andar deu para perceber que o pessoal estava com rodinhas nos pés, porque alguns amigos ditaram um ritmo bem puxado do começo ao fim. Tudo bem que faltavam 32 km para percorrer e finalizar o trajeto, mas estava parecendo uma corrida de rua. Ainda bem que a animação e a motivação estavam altas. Vocês foram sensacionais!


Depois de alguns quilômetros saímos do asfalto e paramos para nosso primeiro carimbo no Armazém Graminha. Após um breve descanso seguimos em frente, mas logo paramos na Chácara Dois Leões para mais um carimbo. Desse ponto em diante seguimos por estradas rurais dando a volta por trás das cidades de Pindamonhangaba e Roseira e só voltando à área urbana pelos fundos da cidade de Potim bem ao lado de Aparecida. Mais alguns quilômetros e chegaríamos ao nosso destino final, mas antes disso carimbamos nosso passaporte no Restaurante e Pesqueiro em Potim.

Vale dizer que o Sol estava escaldante e judiou muito dos caminhantes. No interior costumam dizer que quando o Sol está tão quente assim “é um Sol para cada um”. Eu cheguei a considerar que esse dia tinha mesmo e o pior é que eles deram as mãos e brincaram de cirandinha em cima da gente queimando tudo que podiam. Ainda bem que no caminho surgiam alguns bares e restaurantes para aquela parada estratégica. Esses locais foram verdadeiros oásis, ainda bem que não eram miragens.


Depois de percorrermos as ruas de Potim, finalmente cruzamos o Rio Paraíba do Sul pela última vez e chegamos a Aparecida. Agora cada passo dado nos deixava mais próximos do final, mas antes de entrarmos na igreja fizemos a última parada na Pousada São Benedito para o penúltimo carimbo da rota.
Por conta do ritmo (quase alucinado) estabelecido nessa etapa, chegamos à Basílica às 15h15min bem a tempo de passar na secretaria da igreja para o último carimbo no passaporte e recebermos nossos certificados de conclusão.
Percorremos os 318 km desde Águas da Prata até Aparecida. Confesso que alguns trechos são mais difíceis que outros, mas nada que tirasse a coragem ou nos fizesse desistir.

Desde o começo, nosso grupo encarou o desafio proposto sem fazer qualquer tipo de ressalva, ou objeção. O comprometimento de todos manteve a união e dava mais força para continuarmos etapa após etapa.


Ao longo dessa rota subimos e descemos tantas montanhas que fica difícil dizer qual delas é a mais bonita e qual nos causou mais impacto pela dificuldade. Conhecemos muita gente boa e também rimos muito com cada nova história que se apresentava aos nossos ouvidos.

Enfim, mais uma rota concluída com muita disposição e satisfação.

Para fechar, a nossa comemoração não poderia ser diferente, em vez de voltarmos para casa logo após a conclusão seguimos para Piquete com a intenção de comer um lanche bem caprichado e prolongar por mais algumas horas nossa aventura final na companhia dos amigos.


Por hora isso é tudo pessoal!

Agora vamos começar o planejamento para um novo projeto.

Até a próxima!


Todos os caminhantes e colaboradores que participaram durante o projeto ou de pelo menos uma etapa: Argeu, Adriana, Lucas e Vinícius Alamino, Cláudia Melo, Cláudio Siqueira, Cris Senkiw, Gilson, Noemi e Giovana, Jane Ribeiro, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice e Andreia Ruy Carral, Wilma Custódio, Seu Carlos e Fernando Tsuda, Val Martini, Rosangela Sotelo e Omar.

17 dezembro 2016

Rafting em Juquitiba

Rafting de final de ano.
  
Enfim, chegamos ao final de 2016.

Nesse ano tivemos o prazer de fazer muitas trilhas e aventuras inéditas e algumas que sempre valem a pena repetir.

Foram aventuras para todos os gostos: trilhas, cachoeiras, montanhas, acampamentos, cavernas, explorações, travessias e caminhadas.


Conhecemos belas cidades, lugares e pessoas por onde passamos.

Rimos muito e com certeza nos divertimos bastante também, não é verdade?

Para comemorar em ritmo de final de ano, marcamos um rafting em Juquitiba para encerrar nossas aventuras em 2016.

Combinamos com o Marcos do Rio Abaixo e partimos para a aventura.

Logo pela manhã descemos o rio com os botes, remando e descendo as corredeiras, pulando da pedra para dentro do rio aumentando a adrenalina e a diversão.


Depois de horas brincando no rio voltamos para a base do Rio Abaixo para aquele almoço caprichado. Só isso já seria suficiente para fechar o ano com chave de ouro, mas ainda brincamos na Mega Rampa e rimos muito a cada tombo, a cada pancada que dávamos no lago depois de descer a rampa escorregando com muita velocidade.

Depois da Mega Rampa ainda arranjamos forças nas pernas para fazer a Trilha do Pântano.


No começo a trilha é comum como todas as outras que já fizemos até hoje, mas quando descemos o barranco e damos de cara com o brejo a coisa fica mais divertida.

O começo é só água na altura do peito, depois vem a lama e com a lama os atoleiros, com os atoleiros as risadas, gritos e mais risadas. Parecia que nossas pernas ficariam presas para sempre naquela lama. Foi necessário fazer muita força para desatolar e quem conseguia tentava ajudar quem estava atrás, mas acabava encalhando outra vez. Era como se um grande imã puxasse a gente de volta para baixo. Rimos muito a cada tentativa de dar um passo lá dentro.

Depois do grande desafio superado, a turma toda voltou para o lago para tirar o excesso de lama e barro que estava grudado em tudo.


Tomamos uma boa ducha para tirar o restante da sujeita e nos despedimos de Juquitiba cheios de histórias para contar para quem perdeu a última do ano.

É isso ai pessoal! Mais um ano se foi e quando me lembro de tudo que fizemos, nos momentos que estivemos juntos tenho a certeza de que nos divertimos muito em 2016!

Obrigado galera pela companhia, pela parceria, cumplicidade e principalmente pela amizade de todos vocês durante esse ano que termina. Tenho certeza que o próximo será ainda melhor!

Que venha 2017 com seus feriadões prolongados, com seus finais de semana convidativos e que novas aventuras nos aguardem!

Boas Festas e até 2017!

03 dezembro 2016

11ª Etapa do Caminho da Fé – Santo Antônio do Pinhal a Pindamonhangaba

Dia 3, retornamos à mesma ponte onde paramos na etapa anterior. Subimos até os trilhos da estrada de ferro e seguimos em frente.

Pouco mais de um quilômetro de caminhada e chegamos à Estação Eugênio Lefevre em Santo Antônio do Pinhal com direito a parada obrigatória para comermos o famoso e tradicional bolinho de bacalhau da região.


Voltamos para os trilhos depois de outra parada estratégica no mirante ao lado da estação onde contemplamos a vista privilegiada das montanhas que circundam a serra tendo o Vale do Paraíba logo abaixo.

Em seguida cruzamos a rodovia pela ponte da estrada de ferro orientados pelas tradicionais setas amarelas, poucos metros depois da ponte saímos dos trilhos para uma trilha paralela à linha férrea. Agora pensa numa trilha inclinada e acidentada, soma isso por mais ou menos três quilômetros e depois a mesma distância em estrada de terra até chegarmos à Pousada. Foi uma descida puxada, mas muito gostosa de percorrer, sem contar o visual com direito à contemplação de um rio seguindo paralelo à linha do trem que por sua vez seguia lado a lado com a estrada de terra. Simplesmente encantador.


Vale citar um momento de mimo no final da trilha. Um garotinho morador da primeira casa depois da trilha (pena que não lembro o nome dele para postar aqui) ficou chamando nossa atenção oferecendo água. Não tinha como recusar tamanha bondade, né!  

Depois desse agrado, seguimos até a Pousada da Serra da Mantiqueira e carimbamos nossos passaportes. Logo em seguida paramos na Estação Ferroviária de Piracuama para algumas fotos. O nome da estação também é o mesmo da região pertencente ao subdistrito de Pindamonhangaba. O lugar é bem pequeno e ao mesmo tempo charmoso, com algumas pousadas e casarões centenários, uma verdadeira vilazinha perdida embaixo da Serra da Mantiqueira entre as cidades de Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.


Nossa folga, ou melhor dizendo, tranquilidade acabou. Depois de tantos quilômetros caminhados em estradas rurais cercados por sítios, fazendas, vales e montanhas, voltamos à periferia dos grandes centros urbanos e consequentemente a caminhar no asfalto. Acho que nos desacostumados com o asfalto. Não sei se foi por causa do sol forte demais com a ajuda do asfalto quente queimando por baixo, mas esse trecho foi mais cansativo e exaustivo do que algumas subidas das etapas anteriores.

Passamos por alguns bairros e pequenas estações ferroviárias. Seguimos as setas indicativas à esquerda em uma rotatória e com isso contornamos a cidade de Pindamonhangaba evitando passar por alguns bairros próximos ao centro da cidade.


Depois de aproximadamente trinta quilômetros percorridos a chuva resolveu aparecer com força para por fim em nosso dia de caminhada.

Corremos até o Restaurante Colmeia, carimbamos mais uma vez nosso passaporte e resolvemos encerrar o dia de caminhada.

Aproveitamos os carros de apoio e seguimos para a cidade atrás de algum lugar para finalizar a atividade com o estilo que sempre foi peculiar ao nosso grupo.


Valeu galera! Mais uma etapa e terminaremos mais uma rota.

Caminhantes: Cláudio Siqueira, Cris Senkiw, Gilson e Noemi Lopes, Jane Ribeiro, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice Ruy Carral, Wilma Custódio e Fernando Tsuda.


14 novembro 2016

Exploração e Travessia Estrada Petrobrás

1ª parte.

Dia 22 de outubro de 2016

Não há nada melhor do que explorar uma região, descobrir caminhos e perceber que tudo isso supera nossa expectativa e nos possibilita aprendizados, conhecimentos e claro, muita diversão.

Depois de juntar as poucas informações (poucas mesmo) sobre um trajeto quase inexplorado por trilheiros, ou pelo menos sem quase nenhuma divulgação sobre esse roteiro, reunimos um pequeno grupo de (malucos) exploradores para conhecer as curvas, subidas, descidas, montanhas, serras, rios, riachos, corredeiras e algumas cachoeiras escondidas na paisagem dessa estrada.


A Estrada Petrobrás começa bem em frente ao Restaurante Nha Luz no município de Salesópolis. Esse município deveria estar no roteiro de qualquer programa turístico para ser mais explorado por sua diversidade em atrações, entre elas: o Museu da Energia, Parque da Nascente do Rio Tietê, Barragem, inúmeras cachoeiras, alambiques, Casarão Senzala, trilhas, Centro com casarões históricos, enfim, tem muita coisa mesmo por lá.

Mas voltando para nossa exploração.

Escolhemos um dia em que o tempo infelizmente não estava limpo, mas isso não nos impediu de encarar aquela aventura. No começo a estrada é asfaltada, mas não se engane. Basta andar pouco mais de um ou dois quilômetros e o asfalto vira uma vaga lembrança do caminho.

Passamos por algumas vilazinhas no caminho encarando boas subidas. Como tinha lido em um site que ali só passavam carros 4x4 logo imaginamos o que a estrada nos reservava e não demorou muito para descobrirmos. Suas subidas são bem acentuadas e esburacadas, infelizmente nos primeiros 30 km não vimos nenhuma cachoeira, só sítios, fazendas e alguns fornos de carvão, mas após esse trecho a estrada muda muito. As casas são verdadeiras raridades e a serra toma conta do visual. Passamos pela Pedra do Maracajá (homenagem a um gato raro e solitário que foi avistado no local), vários mirantes e as cachoeiras começaram a aparecer em nosso caminho. Claro que aproveitamos a oportunidade para tomar um bom banho gelado no meio da serra do mar.


Logo após a primeira cachoeira, o som característico das corredeiras nos acompanhou por todo o caminho até a descida da serra. Uma parada aqui outra ali e mais cachoeiras foram registradas no caminho.

Por fim, a nossa exploração terminou com nossa chegada em Caraguatatuba litoral norte de São Paulo.

Mas se você está pensando que tudo acabou assim, engano seu!

Marcamos de retornar outro dia para encarar tudo isso a pé para nos deliciar com a aventura dessa travessia.

2ª parte.

Dias 12 e 13 de novembro de 2016

Reunimos alguns corajosos e preparamos nossas mochilas, barracas, enfim a tralha toda para acampar no meio do caminho.


Refizemos todo o trajeto passo a passo, rindo e sofrendo com as subidas quase intermináveis (de carro estava bem mais fácil), alguns bikers passavam por nós e achavam que éramos loucos (já nos acostumamos com esse título), mas bola pra frente. Nossa alegria era saber que no segundo dia teríamos algumas cachoeiras no caminho e isso era o que nos motivava o tempo todo.

Ao final do primeiro dia a garoa não deu trégua e nosso acampamento foi montado debaixo de chuva mesmo. Corta mato aqui, arma uma barraca aqui, outra ali e nosso camping estava pronto.


Para nossa sorte na última hora a Sara resolveu participar dessa aventura e salvou a pátria com o seu fogareiro, se bem que estávamos preparados para fazer uma fogueira no estilo rústico se fosse necessário, mas com a chuva que caia não sei não como teríamos nos virado. O importante é que tudo deu certo e de quebra ganhamos uma senhora cozinheira na trilha. Valeu Sara! Foi tudo bom demais! Você está escalada para os próximos acampamentos!

Logo que amanheceu bora desmontar acampamento e pegar a estrada de novo rumo ao litoral. Não sei se o caminho ficou mais longo por causa da chuva, mas parecia que o final da caminhada não chegaria nunca.


Confesso que vi tanta subida que não me lembrava que existiam. Que desespero!

Passamos pelo grande Polo da Petrobrás, não é à toa que a estrada tem esse nome. Depois do Polo, adivinha? Mais subidas, algumas descidas e mais subidas de novo, até que enfim chegamos ao ponto onde inicia a descida da serra e ai não tem outro jeito é só descer, descer e descer. Haja joelhos para aguentar tudo aquilo.

Já no final da estrada um pouco antes de reencontrarmos com o asfalto paramos em um barzinho que tinha acabado de fechar, mas depois de perguntar se tinham algo para bebermos, o dono abriu as portas para nos atender.

Comemoramos mais uma aventura refrescando a garganta com o famoso líquido dos deuses (segundo os faraós), para nós é cerveja mesmo.


Além de tudo, tivemos uma grande sorte. Negociamos com o dono do bar e ele nos levou até a Rodoviária de Caraguatatuba para finalmente darmos por encerrada toda a aventura que se iniciou dias antes com uma exploração despretensiosa.

E assim fechamos mais uma aventura! Essa foi para ficar na memória por vários motivos: chuva, subidas, dores nas pernas e costas, risadas, subidas, frio, lindas cachoeiras, subidas, morros, mirantes, serra, silêncio, paz, paisagem, amizade, companheirismo, parceria, enfim, só coisa boa!

Valeu galera! Obrigado pela companhia e persistência de todos para concluir essa travessia com tantas histórias.

Até a próxima!

02 novembro 2016

10ª Etapa Caminho da Fé – Campista a Campos do Jordão

Dia 2, em pleno feriado de finados, reunimos a turma mais uma vez para realizar mais uma etapa da caminhada. Chegamos bem cedo em Campista no mesmo local onde havíamos encerrado a etapa anterior. Tudo indicava que seria mais uma etapa com longas subidas por causa da serra que separa Campista de Campos do Jordão, mas ainda bem que não foi. Nada se compara às subidas exaustivas entre Luminosa e Campista.


Seguimos por estradas rurais, o que não é nenhuma novidade nessa rota, porém, muito mais tranquilas do que imaginávamos. A caminhada foi feita sem muito esforço e foi bem agradável. Como sempre, estávamos cercados por montanhas altas e belas. Passamos por pequenas corredeiras e nascentes, até paramos em uma pequena cachoeira no caminho para dar aquela tradicional refrescada durante a caminhada.

Por fim, chegamos a Campos do Jordão.


Os primeiros habitantes da região eram índios, mas com a corrida por novos caminhos, alguns desbravadores compraram algumas terras para fixarem residências na região. Por fim, a família do desbravador Inácio Caetano Vieira de Carvalho vendeu suas terras a Manuel Rodrigues do Jordão, sobrenome que deu origem ao nome da cidade posteriormente. Na metade do século XIX as terras de Jordão foram loteadas e vendidas.  No final do século XIX a região ganhou fama de ser um local indicado para tratamento de doenças pulmonares devido a seu excelente clima. Nas décadas de 1920 e 1930 os primeiros sanatórios foram construídos para tratarem doenças do pulmão. Em 1934 Campos do Jordão emancipou-se de São Bento do Sapucaí.


Paramos na Pousada Refúgio dos Peregrinos para carimbar nossos passaportes e depois de alguns minutos de conversa seguimos em frente.

Percorremos as ruas e avenidas da cidade acompanhando a linha férrea. Seguindo as setas amarelas saímos da avenida e subimos no sentido do Alto do Lajeado. Passamos por alguns mirantes com belas paisagens e voltamos a percorrer nosso caminho ao lado da linha férrea até que em um determinado ponto tivemos que literalmente caminhar por cima dos trilhos.


Durante esse percurso passamos por algumas Estações, elas até que estavam preservadas, mas completamente abandonadas. É triste ver uma parte da nossa história e cultura tão largada por falta de interesse público e político. Certamente um bom planejamento com custos atrativos devolveria o charme do trem turístico à região durante o ano todo, não somente em datas comemorativas, mas o que podemos esperar de governos que não investem em cultura da forma adequada para manter a história viva?


As horas correram e o dia foi se acabando, mas a ameaça de chuva forte pôs fim ao nosso dia de caminhada.

Agora falta bem pouco para o encerramento dessa jornada.


Caminhantes: Adriana e Argeu Alamino, Cláudio Siqueira, Cris Senkiw, Jane Ribeiro, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice Ruy Carral, Wilma Custódio e Seu Carlos.

15 outubro 2016

Subida Pedra do Baú

Dia 15 de outubro, juntamos a turma, bom pelo menos os mais corajosos, para encarar a subida na Pedra do Baú em São Bento do Sapucaí. Saímos bem cedo de São Paulo e seguimos para nossa aventura, mas infelizmente chegamos lá mais tarde do que o desejado por causa de algumas confusões nas placas indicativas para o Complexo do Baú. Ainda bem que no final deu tudo certo. Ufa!


Colocamos os equipamentos de segurança e começamos a trilha até a base da pedra.

A trilha é um tanto puxada, tem uma inclinação bem acentuada e acidentada com aproximadamente 1,8 km.

Depois de chegarmos à base da via por onde escalaríamos, tomamos um pouco de ar e descansamos alguns minutos para recuperar um pouco das forças para enfim encararmos a escalada.


Degrau a degrau fomos subindo, passando por curvas e parapeitos estreitos tendo por companhia um abismo se formando a cada metro escalado.

Depois de mais ou menos uma hora alcançamos o cume da Pedra do Baú. No alto dos seus 1950 metros tivemos uma visão panorâmica muito privilegiada de toda região, abrangendo algumas cidades do Sul de Minas, Campos do Jordão e o Vale do Paraíba.


Apesar de toda beleza e das lindas montanhas a nossa volta, tivemos que acelerar nossa aventura por causa da possibilidade de chuva. Pegar uma pancada de chuva lá em cima não seria muito agradável já que a escalada é feita em escadas de ferro e a possibilidade de uma descarga elétrica causada por raios não estava em nossos planos.

Descemos a via, refizemos a trilha até o estacionamento e nos despedimos do pessoal da Vertical EcoFun que nos auxiliou com os equipamentos de segurança proporcionando a todos uma aventura segura.


Mas o dia ainda não tinha terminado.

No caminho de volta paramos na Cachoeira dos Amores para tomarmos um belo banho em águas geladas da serra. Curtimos alguns minutos por lá até a hora que a fome falou mais alto. Retornamos aos carros e paramos no restaurante para atacarmos “literalmente” um belo prato de comida servido em tigelas de barro.  Tava bom!!!!

E isso é tudo pessoal! Mais uma aventura realizada com sucesso!

Parabéns a todos os participantes!

Valeu galera pela companhia e até a próxima aventura!

01 outubro 2016

Trilha das Sete Praias e Cachoeira Véu da Noiva

Dia 01, juntamos a turma para mais uma vez encararmos a Trilha das Sete Praias em Ubatuba no litoral norte de São Paulo.

Chegamos cedo à Praia Lagoinha onde começou a nossa aventura, mas antes de partimos para a trilha propriamente dita, seguimos até as Ruínas da região para uma seção de fotos e para ouvirmos um pouco da história local.

Conta-se que aquela área pertencia ao Capitão Romualdo da Guarda Real na época do Brasil Império. Segundo a história, ele tratava bem seus escravos e com a chegada da Lei Áurea os escravos libertados não quiseram ir embora das suas terras e ficaram ajudando o Capitão na fazenda de cana de açúcar. Após a sua morte o Governo se apossou das terras pelo fato dele não ter herdeiros legais e com o passar dos anos tudo ficou abandonado e virou ruínas.


Depois das fotos e de apreciar o local, seguimos por uma trilha ao lado das Ruínas rumo a Cachoeira conhecida como Véu da Noiva.

Seguimos a trilha subindo constantemente até que o rio que margeia a trilha sumisse e a trilha fizesse uma bifurcação. Seguimos a trilha da direita e foi só descer um pouquinho para dar de cara com a cachoeira.


Permanecemos um pouco mais que uma hora por lá refrescando o corpo e aproveitando a cachoeira e seus encantos.

Voltamos para Praia Lagoinha para enfim começarmos a trilha que percorre as praias.

Passamos pelas praias: Lagoinha, Peres, Bonete, Grande Bonete, Praia Deserta, do Cedro e finalizamos na Praia Fortaleza.

Vale dizer que cada praia tem sua particularidade e beleza.


Subimos e descemos barrancos, morros e montanhas que divisam as praias, andamos por praias com areia dura e também por aquelas com areias tão macias que nossos pés afundavam tornando a caminhada cada vez mais pesada, mas ao mesmo tempo deliciosa e encantadora.

Esse trajeto é recheado de belas paisagens e mirantes naturais que nos fizeram parar por alguns instantes para fotografar e registrar aqueles momentos mágicos na memória com muito gosto.

Depois da caminhada nos despedimos de alguns amigos que ainda ficariam por lá para aproveitar o fim de semana.


Pegamos a estrada de volta para Sampa com a sensação de dever cumprido e renovados para mais uma semana de trabalho.

Até a próxima aventura pessoal!