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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

05 abril 2021

Estrada Real

Caminhos do Brasil

Já ouviu falar da Estrada Real?

São mais de 1200 km (somados) de caminhos entre os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas.

A Estrada Real é dividida em quatro caminhos:

1 - Caminho Velho de Paraty a Ouro Preto 710 km

2 - Caminho dos Diamantes de Ouro Preto a Diamantina 395 km

3 - Caminho Novo do Rio de Janeiro a Ouro Preto 515 km

4 - Caminho do Sabarabuçu de Cocais a Glaura 160 km

O Caminho Velho foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa no século XVII para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora.

O Instituto Estrada Real, possui um site repleto de dicas, rotas, mapas, arquivos para download e caminhos alternativos para percorrer a Estrada Real com muita tranquilidade e com orientação por totens, placas e planilhas.

O Caminho pode ser percorrido por trechos, sentido que você desejar e na ordem que quiser percorrer. Pode ser feito a pé, bike, a cavalo e 4x4.

O Passaporte pode ser solicitado em uma das centrais de apoio ao turista e ir carimbando ao longo do percurso.

Mais informações: http://www.institutoestradareal.com.br

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31 março 2021

Curiosidades de São Paulo - Parque Estadual Serra do Mar - Núcleo Santa Virginia

Série Parques

Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Santa Virginia – São Luiz do Paraitinga

Uma das trilhas do Núcleo é a Trilha da Pirapitanga, com aproximadamente 5,7 km de extensão, tempo aproximado de percurso de 4 horas, nível de dificuldade baixa-média, dependendo do seu preparo físico. Essa não é uma trilha autoguiada, portanto é necessário acompanhamento de monitores locais do Parque. 

Tipo de terreno é um misto de terra, calçado de pedras ao longo dos rios Ipiranga e Paraibuna.

Atrativos: 

Cachoeiras de Saltinho, Salto Grande, Ponte de Pedra, Poço do Peixe, Mirante do Vale do Rio Paraibuna, rios Paraibuna e Ipiranga.

Claro que é um convite para pausas com banhos no caminho.

Localização - Rodovia Oswaldo Cruz km 78

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Temos esse e outros roteiros em nossa grade de atividades.

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28 março 2021

Curiosidades de São Paulo - o Parque Trianon?

Série Parques.

Você sabe qual é o Parque mais antigo de São Paulo?

Nos te apresentamos então.

Parque Trianon, inaugurado em abril de 1892, um ano após a inauguração da Avenida Paulista, época que São Paulo ainda vivia da cultura cafeeira.  O projeto paisagístico do Parque foi do francês Paul Villon.

Hoje seu nome oficial é: Parque Tenente Siqueira Campos, em homenagem ao militar que participou da Revolta Tenentista ou Revolução Esquecida de 1924 (essa é outra história muito top que comentaremos em outra oportunidade).

Atrativos do parque:

- Trilha do Fauno com 600 m, a trilha conta com uma estátua do Fauno de Vitor Brecheret e outra de Aretusa de Francisco Leopoldo e Silva, outra escultura, mas fora do Parque pode ser vista logo na entrada, é a obra de Luigi Brizollara uma representação feita de mármore de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera.

- O calçamento das pistas e trilhas é outro diferencial, ele é formado por pedras portuguesas.

- O Parque conta ainda com área de recreação infantil, aparelhos de ginásticas, sanitários e centro administrativo.

- Sua vegetação é composta de espécies remanescentes da Mata Atlântica com 135 espécies de árvores registradas, algumas ameaçadas de extinção como: Cabreúva, o Chichá e o Palmito Jussara.

O Parque está localizado na Avenida Paulista em frente ao Masp, o acesso mais fácil é feito de Metrô utilizando a Linha Verde, é só descer na estação Trianon-Masp.

Fontes: Site da Prefeitura de São Paulo

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27 março 2021

Você é um Peregrino ou Turisgrino?


 

Peregrino – É o indivíduo que caminha, faz romaria, viaja, empreende longas jornadas, acompanhado ou sozinho, que carrega seus pertences, pode ser por devoção ou introspecção buscando alto conhecimento, geralmente se hospeda em albergues e pousadas pré-determinadas ao longo do caminho, seu destino é sempre percorrer um caminho que o leve à lugares considerados Santos.

Turisgrino – Uma mistura de peregrino com turista. Esse caminhante conta com carro de apoio ou que paga alguém para carregar suas bagagens e ou caminha em grupos com o mesmo objetivo. Esse termo é usado para pessoas que aproveitam a caminhada de peregrinação desfrutando da cultura e monumentos locais durante a caminhada ou jornada. Geralmente ficam em hostels, albergues e pousadas, mas também desfrutam de hotéis mais requintados.

Em qual você se encaixa?

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Curiosidades de São Paulo - Cratera de Colônia

Já ouviu falar da Cratera de Colônia?

Ela fica no extremo Sul de São Paulo com aproximadamente 36 milhões de anos, segundo os cientistas, a Cratera de Colônia possui um formato circular com relevo colinoso com elevação nas bordas de aproximadamente de 130 m de altura e 3,6 km de diâmetro e com mais 300 m de profundidade. Caracterizada como: Astroblema = uma cicatriz produzida na crosta terrestre pela queda de um meteorito gigante ou cometa.

Desde então ela foi sendo coberta por sedimentos, restos de vegetação e atualmente por casas, ruas e bairros inteiros.

Pode parecer inacreditável, mas dentro da cratera e no entorno, habitam mais de 40 mil pessoas.

Localizada no Extremo Sul de São Paulo – distrito de Parelheiros.

Fonte: Guichê Virtual e CONDEPHATT

Fotos: Wikipédia e BBC

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Curiosidades de São Paulo - Portal do Pedra do Antigo Presídio de São Paulo

Se você já andou ou passou de carro pela Avenida Tiradentes e viu esse Arco e até hoje não sabe o que ele representa, a gente conta pra você.

Esse o “Arco” é o Antigo Portal de Pedra do Presídio Tiradentes. Criado em 1825 quando SP possuía apenas uma cadeia pública para prender arruaceiros e escravos fugitivos. Com o passar dos anos recebeu presos políticos e até grandes nomes da literatura brasileira figuraram entre os presos. A partir de 1964 o edifício tornou-se lugar de detenção e repressão aos opositores do regime militar.

Em 1972 o prédio foi demolido por conta da construção da Linha Azul do Metrô de São Paulo, permanecendo de pé apenas o Arco da entrada do Presídio.

Localizado na Avenida Tiradentes esquina com a Praça Coronel Fernando Prestes em frente ao Batalhão da Rota de São Paulo.

Fonte: CONDEPHATT

Fotos: Wikipédia e CONDEPHAAT

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22 março 2021

22 de março dia Mundial da Água

Terra Planeta Água.

Ainda somos felizardos por termos água potável em abundância em nosso” Brasilzão”. Faça sua parte proteja as nascentes e rios. 

Somos trilheiros.

Somos responsáveis.

Somos humanos.

Como disse Carl Sagan:

"Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais amáveis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o "pálido ponto azul", o único lar que conhecemos até hoje."

Seja mais consciente e preserve o que é nosso.

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08 janeiro 2021

Shit Tube. Por que você precisa de um?


 Cagar no mato, qual trilheiro nunca fez por isso?

Você que faz trekking, montanhismo, travessia ou caminhada de longo curso já tem ou fez o seu Shit Tube?

 Não?

Entenda porque é importante o uso desse aparato nas suas trilhas ou travessias quando não estiver por perto de qualquer tipo estrutura (banheiro).

Na hora do aperto para o number two, o que você faz?

1- Caga direto no mato e deixa tudo lá?

ERRADO, muito errado!

 2- Cava um buraco com pelo menos 50 cm de profundidade longe de qualquer fluxo ou nascente de água e depois enterra e coloca uma pedra por cima para evitar animais fuçadores? 

Aê! Quase perfeito, quase levou um 10! (mas imagina você doído pra se aliviar e ter que sair cavando e se só tiver pedras a perder de vista como faz?)

 3- Ou carrega seu Shit Tube e faz como os cães domesticados que cagam no jornal, mas embrulha tudo com cal virgem pra secar e ainda coloca junto o papel  higiênico usado dentro de uma sacolinha plástica com mais um pouquinho de cal virgem e trás de volta para descartar em um lugar mais apropriado?

Se você é desses, PARABÉNS! Você é um trilheiro consciente!

Isso não é vergonha alguma. Todos nós já fazemos o número dois diariamente, não é mesmo? 

Imagine que você esteja fazendo uma travessia de 40 ou 50 km no meio da Montanha, Serra ou Mata sem um banheiro pra usar, você aguentar ficar três ou quatro dias sem se aliviar. TENSO! MUITO TENSO!

O Shit Tube é um item mais do que obrigatório nos dias de hoje para todo trilheiro/aventureiro que se preze. Ele é muito simples de ser feito, não custa caro e ainda colabora com o meio ambiente sem deixar uma marca fedorenta pelo caminho. 

Claro que além do cheiro, muitas doenças podem ser propagadas, ou ajudar na proliferação de insetos que não são comuns naquele ambiente, ou na contaminação dos lençóis freáticos, ou ainda causar problemas para os animais selvagens. 

SIM! O seu cheiro vai inibir a circulação de animais silvestres ou até mesmo despertar o interesse de outros para fuçar nas suas fezes. Agradável né?

- Mas moço, vou ter que carregar minhas fezes o tempo todo e o cheiro?

Criatura! Sim, você vai carregar suas fezes! Seja consciente e traga de volta. Sobre o cheiro, a cal virgem vai petrificar seu cocozinho, consequentemente não terá cheiro algum (ou quase nenhum dependendo do que você comeu), mesmo que demore dias pra você descartar-lo corretamente.

 Seja um trilheiro consciente até na hora de fazer merda.

Montar seu Shit Tube é muito fácil. 

Pegue um pedaço de tubo PVC de 4” (100mm) com aproximadamente 30 cm e dois tampões. 

Cole de um lado com cola de cano com um anel de vedação, mas deixe a outra ponta livre para encaixar e desencaixar toda vez que precisar. (óbvio).

Faça bom uso!

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19 novembro 2020

Todo Trilheiro ou Trilheira é um bom partido?

Veja algumas razões, no final se alguma não estiver descrita aqui, mencione, certamente passou batido.

01 – é otimista sempre, mesmo com mal tempo sabe que o final de semana será excelente;

02 – é economista, sempre está de olho nas promoções de roupas, equipamentos e aproveita sempre as liquidações e dica dos amigos, trabalha economizando para investir na próxima aventura;

03 – é uma pessoa limpa, mesmo no meio do mato cuida da higiene, da saúde e limpa as próprias roupas para ficarem prontas para próxima aventura;

04 – é um esportista nato, sempre em busca de maiores desafios;

05 – vira um masterchef, no início pode até não saber cozinhar, mas depois de uma ou duas vezes no mato se vira muito bem com invenções que faria qualquer mestre cuca da cozinha arregalar os olhos. (não estou falando de fazer miojo não em!);

06 – é um meteorologista, sabe ver o clima como ninguém, sabe sempre quando vai chover, quando tem neblina, se é tempestade se aproximando...

07 – é um poliglota, se comunica com todo tipo de gente, mesmo com gestos desengonçados;

08 – é solidário, sempre que vê alguém precisando de ajuda, para o que esta fazendo e até sai do seu percurso para ajudar quem precisa;

09 – é um GPS humano (bom pelo menos alguns são) geralmente não se perde, mas se sair do caminho consegue voltar, mesmo fazendo trajetos alternativos;

10 – está sempre levantando o astral do grupo com frases: - “falta pouco” – “depois da próxima curva” – “Só mais alguns metros e você chega no topo”... (quem nunca ouviu isso?)

11 – é organizado, coloca tudo que é necessário dentro de uma única mochila e não passa necessidade;

12 – é criativo, tanto em roteiros, quanto em arrumar suas tralhas;

13 – é um tipo esponja, sempre absorve um pouco de tudo por onde passa (cultura, costumes, ideias e até aprende técnicas culinárias malucas);

14 – é multiprofissional, fotografo, consultor de viagens, blogger, Youtuber, com boas publicações de redes sociais, é motorista, organizador, enfermeiro, carregador, psicólogo, terapeuta, personal trainer, tipo Macgyver, mestre do improviso;

15 – é uma pessoa de mente aberta, sempre vê a vida por ângulos diferentes dos que vivem nos centros urbanos;

16 – é ecologista, protetor das matas e animais;

17 – é o primeiro a levantar a bandeira de trilha limpa trazendo seus resíduos de volta, mesmo os orgânicos para não contaminar a mata com a produção de lixo orgânico, embalagens, latas e etc...

18 – é bem humorado, ri até das piadas mais sem graça (tipo humor inglês que só eles entendem);

19 – tem boa memória, guarda lugares e sempre se lembra de quem esteve junto nos perrengues;

20 – é uma pessoa de fácil adaptação em qualquer situação;

21 – é uma pessoa que se conhece, sabe o limite do seu corpo e evita riscos desnecessários,

22 – Acima de tudo não é egoísta, sempre compartilha seus conhecimentos e tudo que tem em prol do bem de quem está a sua volta.

Se você ainda está só, não se preocupe, sua cara metade deve estar fazendo uma trilha nesse exato momento, com certeza vocês se cruzarão numa das bifurcações desse mundão de trilhas e seguirão o mesmo caminho juntos, pode ter certeza disso!

Então, você é ou não é um bom partido?

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23 julho 2020

Farol da Capital Paulista

Dicas de passeios Ação Natural Trilheiros.

Momento cultural.

Você conhece ou já viu o Farol da capital paulista?

Ele fica ao lado do Pátio do Colégio, pode ser visto da Praça da Sé, basta olhar no sentido do Pátio do Colégio.


Ele era usado como referência para barqueiros que atracavam trazendo mercadorias para zona cerealista central onde mais tarde seria construído o Mercado Municipal.

A imagem em preto e branco é a região onde hoje é o Terminal Pq Dom Pedro, aquela área era a várzea do Rio Tamanduateí.

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22 julho 2020

Dicas de Passeio - Parque do Piqueri

Dicas de passeios Ação Natural Trilheiros.

Você conhece o Parque do Piqueri?

Quando caminhar por suas trilhas ou pista de caminhada, permita-se uma viagem no tempo e reviva uma parte da história da cidade.

São Paulo tem em cada canto algo diferente e interessante se olhar com um pouquinho mais de atenção.

Você sabia que o Parque do Piqueri ainda guarda lembranças e ruínas de um Porto para pequenas embarcações que chegavam e atracavam pelo imponente Rio Tietê no final do século XIX?






 
 

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20 julho 2020

Dica de Passeios - Pedra da Quatinga

Dicas de trilhas do Ação Natural Trilheiros.

Para iniciantes que queiram testar o fôlego, essa é uma boa.

Partindo de Paranapiacaba são 11 km ou da Quatinga 6 km (só ida).

80% do caminho é por estradas rurais e 20% de trilha propriamente dita, mas não se engane é um subidão íngreme até o Cume da Pedra Grande da Quatinga.

Para acessar o cume existem dois caminhos: um pelo lado esquerdo vindo da Quatinga e outro pelo Rancho e Restaurante do João e da Cleusa (recomendo deixar o almoço reservado, comida é muito boa, feita no fogão a lenha).


Em dias claros e céu limpo sem nuvens, dá para avistar Cubatão e Santos.

Descendo pelo caminho do Restaurante você terá acesso a Cachoeira do Mestre, são 5 m de altura, nada muito glamorosa, mas depois da trilha é sensacional, um pequeno poço e até uma pequena gruta atrás da queda d'agua.

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Em breve retornaremos as atividades com segurança.

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Nunca vá sozinho, senão conhece o caminho, vá com Guia ou contate alguém que sabia. Sua segurança em primeiro lugar.

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19 julho 2020

Dicas de Roteiros - Eldorado

Dicas de Roteiros.

Visite Eldorado e seja surpreendido!

Além da famosa Caverna do Diabo, cartão postal da cidade, você ainda terá muitas surpresas como: - Mirante do Governador, Circuito das Cachoeiras do Vale das Ostras, acesso para comunidades Quilombolas, outras Cavernas e trilhas menos divulgadas e muito mais.

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22 maio 2020

Parque da Cantareira – Núcleo Cabuçu – Guarulhos


O Parque Estadual da Cantareira é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral Paulista criado em 1968 por Decreto Estadual. Abrangendo grande parte da Serra da Cantareira dividia em 4 (quatro) Núcleos: Pedra Grande, Engordador, Águas Claras e Cabuçu.


Em outubro de 1994 a UNESCO o declarou como Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, é administrada e gerenciada pela Fundação para Conservação Florestal de São Paulo.


Sua área se encontra na Zona Norte de São Paulo abrangendo os municípios de Mairiporã, Guarulhos e Caieiras. Sendo a terceira área verde urbana do País, atrás apenas da Reserva Florestal Adolfo Ducke em Manaus e pelo Parque Estadual Pedra Branca no Rio de Janeiro.


Um pouco da história

O nome, Serra da Cantareira, foi batizada pelos Tropeiros que faziam comércio entre São Paulo e outras regiões do País durante os séculos XVI e XVII pela grande quantidade de córregos e nascentes da região. Essas águas abasteciam as prateleiras chamadas de Cantareiras onde eram armazenadas os cântaros mantendo o líquido limpo e fresco.


Sua floresta é de Mata Atlântica, mata densa de montanha com cerca de 79 quilômetros quadrados sendo divididos entre os municípios acima citados e por núcleos.

Hoje falaremos apenas sobre um dos Núcleos, o Cabuçu na região de Guarulhos.

O Núcleo Cabuçu é o mais novos dos núcleos, aberto apenas em 2008 para visitação, conta com 1/3 da área total do parque contendo algumas trilhas, nascentes, um grande reservatório de água para abastecimento da região metropolitana de são Paulo.

Seu nome é de origem indígena Tupi Guarani que significa: Vespa Grande (Caba significa Vespa e Açu por sua vez Grande. Por conta da grande facilidade de serem encontradas na região.

Outra curiosidade do nome é pela espécie de árvore Cabuçu (Miconia Cabussu) que existe em grande quantidade na região do parque.


A Barragem do Cabuçu:



A pouco mais de 300 metros da entrada do parque o visitante chegará até a barragem e reservatório de água. A Barragem é datada de 1908, considerada a primeira grande obra de concreto armado do Brasil. O cimento usado na construção veio de navio da Inglaterra em barris de madeira, em seguida foi transportado de trem até São Paulo e posteriormente ao Cabuçu em carros de boi e lombos de burro.


As Trilhas abertas para visitação:

Trilha do Sagui – essa com apenas 800 metros, onde o visitante pode contemplar inúmeros macaquinhos fazendo sua festa característica em busca de alimento fácil (não alimente animais silvestres) e também um antigo forno para produção de carvão vegetal ao lado de alguns percursos de águas ao longo da trilha.

Trilha da Cachoeira – essa é a mais longa do parque com 5.200 metros sendo seu percurso mais acidentado com subidas e descidas mais íngremes até a chegada de uma pequena cachoeira com aproximadamente 5 metros de altura.

Trilha da Jaguatirica – essa contêm apenas 1000 metros de percurso ligando o caminho para as trilhas da Cachoeira e do Sagui, sua vegetação é exótica com pinheiros e bambus, ideal para um dia calmo e grupos estudantis.

Trilha do Tapiti – essa é a trilha mais curta, com aproximadamente 250 metros onde o visitante poderá contemplar árvores como a Araucária e Cabuçu ao longo do percurso.

A Biodiversidade do Parque:

A Fauna do parque é bem diversificada e conta com alguns animais que constam na lista de ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo.

O visitante poderá encontrar: macacos das espécies: Bugio, Prego, Sagui e também outras espécies de animais como: sauás, felinos (onça-parda, gato do mato, gato-mourisco), quatis, gambás, diversas aves como: gavião pega macaco, pica-pau, beija-flores, tucanos, entre tantos outras espécies. É claro não podemos deixar de lado os animais como: as jararacas, lagartos como o teiús, sapos, rás, entre outros.


A Flora do parque é bem abrangente com cerca de 680 espécies, entre elas Canela, Sassafrás, Imbuia, Canena preta, Samambaia Açu, Figueiras, Tapia-mirim, Palmeira Juçara, Pata de Vaca, Bromélias, Jacarandá, Embaúba, Pau-Jacaré, Açoita-Cavalo, Cedro rosa, Jequitibá branco, Cabreúva, entre tantas outras espécies.

Local e Horário de Funcionamento:

Sábados, Domingos e Feriados das 8:00 as 17:00 em dias de chuva o parque não abre.


Custos dos ingressos é de R$ 16,00 (consulte descontos para estudantes e isenções para melhor idade e alguns profissionais devidamente documentados).

O Parque oferece uma boa infraestrutura com banheiros, bebedouros, playground, auditório e um pequeno museu.

Torne sua visitação mais completa e inesquecível, vá acompanhado de um Guia de Turismo ou Monitores habilitados.

27 janeiro 2019

Travessia – Baependi x Aiuruoca 25/01/2019

(fotos no final)


Sabe aquela vontade de andar livremente sobre as montanhas do Sul de Minas?
Pois é, foi assim que fizemos nesse feriado do Aniversário de São Paulo. Foi a cidade quem fez o aniversário, é verdade, mas quem ganhou o presente foi o grupo que se juntou para mais uma aventura!

Dessa vez o Ação Natural Trilheiros juntou-se ao Atma, outro grupo parceiro de trilhas, para desfrutar uma das travessias mais bonitas do Sul de Minas.

Cercada por montanhas, as duas cidades mineiras, Baependi e Aiuruoca respectivamente, são privilegiadas pelo visual fantástico e um verdadeiro mar verde de montanhas de todos os tamanhos a perder de vista.

Começamos assim que amanheceu em um pequeno bairro no sertão de Baependi. Logo de cara para esquentar os músculos, não poderia ser diferente senão uma subida quase que interminável até chegarmos ao cume ou pelo menos na base do morro da Serra da Careta com 2020 m de altitude.

Depois seguimos nossa longa caminhada cortando morros e montanhas até o Rancho Salvador onde montamos o nosso acampamento.

O Rancho Salvador é um abrigo base de montanha para monitoramento e acampamentos de aventureiros, um espaço coletivo que conta com algumas armações de camas (sem colchões) e um fogão a lenha, o espaço é de uso livre e compartilhado com todos que passam por lá.

Depois de um dia cansativo, aquela cabana é um refrigério para descansar antes de montar a barraca e fazer a comida para repor as energias consumidas.

No dia seguinte seguimos a caminhada subindo mais um Pico, pois é, logo cedo mais uma subida, mas já que estávamos ali, por que deixá-lo de subir, não é?

Deixamos as mochilas na base para não subir carregando peso atoa e atacamos o Pico do Chorão. Depois foi só retornar, recolocar as mochilas e seguir em frente por mais alguns quilômetros até a Cachoeira do Juju. Claro que não tinha outro jeito né... Bora tomar mais um banhão gelado na montanha.

Mas tudo que é bom dura pouco, tínhamos muito chão pela frente ainda.

Ah! Depois da Cachoeira do Juju, erramos a entrada da trilha e demos uma volta desnecessária, mas em vez de voltar pela trilha resolvemos atacar o morro para encurtar o caminho, era só subir e descer que estaríamos de novo na trilha. (Louca ilusão). O morro era um daqueles com cume falso. Explicando: Cume Falso é quando você só vê o que está na sua frente, mas ao atingi-lo, tem outro logo acima e depois outro e assim sucessivamente.

No nosso caso foram dois cumes falsos antes de atingirmos nosso objetivo. Claro que batizamos com o nome de Morro dos Perdidos.

Voltando a trilha original, seguimos nosso caminho passando por mirantes incríveis, até cruzarmos a Cachoeira do Charco onde perdemos um pouco de tempo para atravessar as corredeiras com água na altura da cintura tomando todo cuidando para não molhar nossas mochilas.

Do outro lado, seque a trilha subindo e descendo por caminhos belos e desafiadores o tempo todo.

Minutos antes de chegarmos onde seria o local do nosso acampamento, caiu aquela chuvarada gelada que congelou a alma dentro do corpo.

Nos abrigamos debaixo de algumas árvores, ainda bem que não ventava e também não tinha raios (jamais se abriguem debaixo de árvores, não é recomendado em casos de chuvas com ou sem raios), até que a chuva deu uma pequena trégua para tentarmos achar um local que estivesse menos encharcado para montarmos nossas barracas.

Depois de quase congelar no frio pós chuva, jantamos e curtimos um pouco do local descampado.

Amanheceu e logo já estávamos com a cargueira nas costas para mais uma etapa da caminhada. Subindo rumo ao Pico do Papagaio, mas antes ainda passamos pelo Morro do Santuário ou do Tamanduá com seus 2200 m de altitude, cercados por rochas com uma vegetação bem rasteira. Aquelas formações rochosas dão a impressão de que foram colocadas a mão, são sete pedras amontoadas no total, permitindo uma vista primorosa de toda região, para os mais radicais dá para fazer rapel e escaladas.

Andando pela crista da montanha chegamos finalmente ao acesso para o cume do Pico do Papagaio, alguns participantes por estarem cansados resolveram ficar na base, enquanto o restante do grupo deixou as mochilas com eles e encarou uma última subida sem peso para apreciarem mais um mirante fantástico da região de Aiuruoca.

O cume do Pico do Papagaio é um pouco mais baixo que o do Santuário, mas não tira sua grandeza em absolutamente nada, muito pelo contrário. São 2100 m de altitude que valem cada metro suado para chegar ali.

Merecidamente fizemos uma grande sessão de fotos antes de retornar e seguir montanha abaixo para finalizar nossa travessia.

Agora só faltavam apenas 7 km para encerrarmos nossa jornada, mas foram os quilômetros mais cansativos, pode ser por conta da ansiedade da chegada, ou pelo acúmulo de toda exaustão da jornada, mas descer aquele zigue-zague foi de judiar dos joelhos e pernas cansadas.

Por fim, chegamos ao final da aventura, nos jogamos no chão de um sítio onde são feitos bons queijos artesanais onde aguardamos a van nos resgatar e depois fizemos uma primorosa parada no centro de Aiuruoca para matar a sede e brindarmos a conquista de mais uma bela travessia.

(Respeite a natureza, não crie novos caminho, traga seu lixo de volta, obedeça as orientações dos guias e monitores)