Dia 20 encerramos mais uma rota
do Programa Caminha São Paulo. Dessa vez, finalizamos a Rota Esperança que liga
as cidades de São Luis do Paraitinga, Lagoinha, Cunha e Guaratinguetá.
Totalizando 117 km segundo o programa das rotas.
Nesse trecho retomamos a
caminhada em Cunha seguindo para Guaratinguetá.
Cunha teve sua origem por volta
de 1695 com a chegada de muitos aventureiros que subiam a serra com destino ao
Sertão de Minas Gerais atraídos pelo ouro e pedras preciosas. Só em 1730 alguns
viajantes fixaram residência na região e construíram um povoado. Em 1785 o
povoado foi elevado à vila com o nome de Vila Nossa Senhora da Conceição de
Cunha, em homenagem ao Governador da Província de São Paulo Capitão General
Francisco da Cunha Menezes. Em 1858 com a autonomia política foi elevada à
cidade e em 1883 tornou-se comarca. Em 1932 Cunha foi palco da batalha da
Revolução Constitucionalista. Somente em 1993 Cunha assumiu sua identidade
turística.
Logo que chegamos, passamos
novamente no pórtico na Praça da Matriz e entramos na Igreja Nossa Senhora da
Conceição. Considerada uma das igrejas mais bonitas do Vale do Paraíba, foi
construída em 1731 em estilo barroco paulista. Após passar por cinco reformas
tornou-se a Matriz. A igreja ainda possui um rico acervo de arte sacra com
imagens e altares talhados em madeira.
Passamos por vários casarões do
tempo dos Barões do Café e pelo Mercado Municipal da cidade.
Seguindo a rota, passamos pela
Igreja do Rosário e São Benedito, mas infelizmente estava fechada.
Já saindo da cidade, percorremos
por estradas rurais cortando sítios e fazendas, subindo e descendo várias montanhas.
O tempo todo passamos por marcos da Estrada Real com placas contando detalhes
da região a cada 400 ou 800 m. Foi bem interessante andar tantos quilômetros da
Estrada Real e pisar em caminhos históricos. Pena que em muitos trechos a mata estava
queimada, aparentemente houve um grande incêndio na serra entre Cunha e
Guaratinguetá. Felizmente a natureza já está mostrando sua força substituindo as
cinzas do queimado por mato verde.
Foi uma caminhada longa. Em
determinado trecho tínhamos que caminhar pela Rodovia. Avaliando os riscos de
andar na estrada sem acostamento, percorremos esse pequeno trecho no carro de
apoio, preservando a integridade física do grupo.
Já quase na divisa entre as
cidades de Cunha e Guaratinguetá entramos no Mosteiro e Capela de Santo
Expedito.
Seguimos por mais estradas que
iam cortando as montanhas. O céu ficou carregado com nuvens de chuvas anunciando
que iria cair muita água. Não demorou muito e começou a chuva, bem-vinda chuva!
Como não passamos por nenhuma cachoeira nesse trecho deixamos a chuva fazer a
nossa alegria! Caminhamos cerca de 3 horas embaixo dela. Como foi bom! Já fazia
muito tempo que não chovia e não tinha como não aproveitar esse banho de chuva.
Paramos no Bar do Jeferson no
caminho para dar aquela merecida hidratada sabendo que ainda tínhamos 9 km de
caminhada até Guaratinguetá para finalizar a rota.
Esses últimos quilômetros foram pela Rodovia até a entrada da cidade.
Esses últimos quilômetros foram pela Rodovia até a entrada da cidade.
Já era noite alta quando chegamos
ao pórtico de Guaratinguetá para fechar mais uma rota.
Agora falta apenas uma rota para
terminar todo o programa da Rota Franciscana. Com certeza não falta ânimo para
essa turma!
Parabéns a todos! Mais uma rota
concluída com sucesso e muita energia positiva!
Bora pra próxima etapa finalizar
a Rota Franciscana!
Caminhantes: Alexandre, Argeu,
Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Seu Carlos.
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