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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

23 abril 2017

Trilhas em São Thomé das Letras

Como falar sobre nossa aventura em São Thomé das Letras?

Já vou avisando que vai ser difícil colocar tudo aqui, então vamos ao “resumão” da aventura do grupo em território mineiro.

Juntamos uma turma grande (vinte e uma pessoas para ser mais preciso) e partimos para o interior de Minas.

Saímos de madrugada em pleno feriadão de Tiradentes para aproveitar o máximo possível. A viagem é bem cansativa e puxada de São Paulo até lá, mas todos resistiram bravamente as longas horas de estrada.

São Thomé das Letras está localizada a 1470 metros de altitude em um dos picos de uma da montanha de pedra e reserva belezas, atrações e mistérios para seus visitantes. Seus vales verdejantes são belos e intensos. A natureza foi bem generosa com essa região não há dúvidas!

Voltando a nossa aventura. A ideia da nossa “expedição” em terras Tomeenses foi ir em todas as atrações possíveis com o grupo todo. Modéstias a parte, graças ao Guia o “tio” Marcão, fomos em tudo que estava programado no roteiro.

Percorremos as trilhas e mirantes do Parque Municipal Antônio Rosa, entre eles o Portal dos Ventos, Mirante de Pedra, o Cruzeiro, a Pirâmide e a Pedra da Bruxa. No centro fomos até a Igreja de Pedra, Gruta do Centro. Já do lado de Sobradinho (subdistrito de São Thomé das Letras) visitamos a Gruta do Sobradinho e cachoeira, a Gruta do Labirinto e suas oito saídas malucas e claro um delicioso banho no Lago Azul (estava verde, mas tudo bem, tá valendo) e ainda aproveitamos bem as cachoeiras mais conhecidas da cidade: Cachoeira do Vale das Borboletas e o Vale dos Gnomos, Cachoeira Véu da Noiva, Paraíso, Flávio, Eubiose e da Lua. De quebra ainda passamos pela “decepcionante” Ladeira do Amendoim (impagáveis as caras e caretas que vi no dia).

Nosso roteiro foi bem tranquilo e todos puderam aproveitar bastante o passeio pela cidade.

Além disso, ainda criamos a Ladeira do Açaí, batizamos uma pinga como: Xixi de Odin. Ah! Claro vimos vários ETs e duendes perambulando pela cidade.

Sem dúvida foi uma aventura memorável com o grupo.

Bora estudar novos roteiros desse tipo e voltar lá galera outra vez qualquer dia desses?

Por hora é isso.

Bora para próxima aventura.















15 abril 2017

Estrada Velha de Santos

Falar da Estrada Velha de Santos é fácil e prazeroso.

Desde quando fui pela primeira vez em 2008, eu sempre marco para retornar ao menos uma vez por ano nesse parque.

Mesmo com algumas mudanças ao passar dos anos, esse parque ainda mantém seu carisma e encanto. Antes éramos livres para descer até o CAT em Cubatão e voltar pelo mesmo percurso sem a companhia dos monitores locais. Hoje só pode fazer isso com acompanhado deles e se o grupo tiver um carro de resgate (van, ônibus) aguardando lá em baixo para nos trazer de volta por fora do parque.

Mas detalhes burocráticos a parte, o Parque Estadual Serra do Mar Monumentos Históricos continua sendo um dos meus preferidos. Nele vivenciamos parte da história da nossa cidade com seus Casarões como: O Pouso de Paranapiacaba, Rancho da Maior Idade e também a Casa de Visitas do Alto da Serra onde existe uma maquete da região e uma pequena exposição de fotos e reportagens sobre a construção da Barragem e Represas no alto da serra.

Além destes monumentos o visitante ainda pode explorar as Ruínas, uma antiga construção conhecida como Casa dos Operários.

O visitante com sorte em um dia aberto sem o nevoeiro característico da região, poderá ver boa parte do litoral santista e até parte do Porto na cidade de Santos.

Entre as curvas primorosas da antiga Estrada Velha podemos apreciar vários mirantes com visual de tirar o fôlego de quem curte a natureza e ainda observar do alto da serra quase toda área industrial de Cubatão.

Outros atrativos podemos citar ainda o Belvedere Circular e a Calçada do Lorena, esse último é um trecho remanescente original da antiga estrada utilizada por tropeiros e comerciantes que seguiam para São Paulo por esse caminho trazendo mercadorias em lombo de mulas. Parece distante, mas isso acontecia até há pouco mais de 100 anos.

O final da caminhada para quem não tem resgate em Cubatão, é o Padrão do Lorena, mais uma construção singular entre as curvas da estrada.

O circuito de caminhada até o Padrão do Lorena contempla cerca de 4,5 km, depois de ter percorrido essa distância é hora de voltar e aí são mais 4,5 km de subida sem folga até a portaria em São Bernardo do Campo.

Fizemos a caminhada tranquilamente e como sempre rimos muito durante todo trajeto sempre na companhia de bons amigos.

Agora é só esperar pelo próximo evento com o grupo!

Até a próxima pessoal!








01 abril 2017

3ª Etapa Passos dos Jesuítas – Anchieta – 2ª Edição

01 de abril retornamos a Plataforma de Pesca em Mongaguá para darmos continuidade a caminhada.

Dessa vez contamos com a presença de alguns amigos que se animaram com a ideia e nos fizeram companhia durante esse trecho.

Logo que começamos a caminhada ou melhor antes de começarmos, fizemos uma parada no Zoo - Parque Turístico Ecológico A Tribuna.

O Parque é um local de lazer e educação ambiental, abriga um viveiro com mais de 40 tipos de aves, serpentário com: jararacas, cascavéis, caninanas, jibóia esnake, além de iguanas. Ainda conta com um aquário com mais de 60 espécies de peixes exóticos e ornamentais. Na parte externa, muitos saguis do tufo branco e preto, jacaré do papo amarelo, quati, jabutis, entre outros animais.

Depois desse momento cultural, seguimos em frente no trajeto. Passamos por algumas praias da cidade até chegarmos ao Rio Mongaguá.

Desse ponto em diante acompanhamos a margem do rio até a Igreja Nossa Senhora Aparecida de Mongaguá, em seguida passamos pela antiga ponte férrea da cidade, infelizmente ela está completamente podre e abandonada, a poucos metros dela está a Estação Ferroviária da cidade desativada há muito, muito tempo, mas mesmo assim é um ponto turístico interessante para se conhecer em Mongaguá.

Depois dessa breve pausa, continuamos nossa caminhada até o pórtico localizado no Parque Turístico Umberto Salomone, mais conhecido como “Poço das Antas”. Onde registamos nossa passagem e claro que aproveitamos as trilhas e cachoeiras que o parque dispõe.

O Parque do Poço das Antas, é um complexo turístico que conta com nascentes, poços e piscinas naturais, cachoeiras e ainda uma boa infraestrutura de apoio ao turista como: banheiros, quiosques e lanchonetes e ainda espaços em pequenos quiosques com mesas e bancos para quem quiser fazer a tradicional “farofada” com a família, mas prefiro do nosso jeito mesmo, sem agressão ao meio ambiente.

No nosso caso foi assim. Subimos a Trilha das Borboletas entramos em uma bifurcação antes da primeira passarela e seguimos uma pequena trilha que sai atrás da gruta, contornamos a gruta e aproveitamos a pequena queda d’água dentro dela. Depois de alguns momentos de descontração seguimos em frente para outra cachoeira. Descemos o barranco para trilha conhecida por “Pedra da Laje” por alguns ou “Trilha do Rock” por outros, até chegarmos em outras duas cachoeiras. Essas duas exigem um pouco de esforço físico para subir e vencer as pedras e os barrancos.

Brincamos e nos divertimos bastante por lá.

O dia correu rápido e dessa vez o trecho percorrido foi bem pequeno, mas com certeza muito bem aproveitado.

Finalizamos nossa atividade em uma das lanchonetes do Parque comemorando a amizade e a diversão do jeito que só essa turma sabe fazer.

Valeu pela companhia de todos e até a próxima.









11 março 2017

Trilha da Pirapitinga e Cachoeira Grande

Dia 11 Juntamos a turma para mais uma aventura. Dessa vez a trilha escolhida foi a da Pirapitinga dentro do Núcleo Santa Virgínia em São Luiz do Paraitinga.

Apesar do receio de ter a trilha cancelada por causa das fortes chuvas que antecederam a semana do evento no fim tudo deu certo, o tempo firmou e a trilha foi realizada com muita disposição.



A trilha em si tem o formato de uma ferradura fazendo uma grande volta passando pelas margens dos rios Paraibuna e Ipiranga e também por algumas belas cachoeiras como as cachoeiras das Andorinhas, Salto Grande e do Saltinho. Claro que paramos em cada uma delas para banhos refrescantes, ou melhor, bem gelados mesmo.

A Cachoeira das Andorinhas tem uma queda d’água de aproximadamente 20 metros de altura formando um grande lago na sua base bem convidativa para banho e mergulho. Na beira do lago da cachoeira nos divertimos com o cardume de  pirapitinga, peixe endêmico da região, ou seja, só existe lá no Rio Paraibuna e no Rio Ipiranga e por essa razão nome da trilha é Pirapitinga.

Depois do primeiro banho, seguimos subindo e descendo a trilha margeando do Rio Ipiranga. No caminho ainda paramos em outro atrativo da trilha, a Ponte de Pedra para uma sessão de fotos. Seguindo em frente vimos o Rio Ipiranga se juntar ao Rio Paraibuna formando novas corredeiras sumindo entre as montanhas da Serra do Mar.



Subimos mais um trecho da trilha até alcançarmos a Cachoeira do Salto Grande. Essa cachoeira é simplesmente magnífica. Tem muita imponência e força, suas pedras criam um espetáculo à parte proporcionando aos aventureiros muita diversão e bons banhos em suas fendas e buracos provocados pela força da água ao longo dos anos.

Foi muito divertido brincar nas pequenas hidromassagens naturais e com os peixes que vinham nadar quase que em cima da gente sem demonstrar medo algum, ou será que eles só estavam atrás de comida?



Por fim subimos mais uns metros pela trilha até uma nova “parada básica” na terceira cachoeira do dia, a do Saltinho. Mais uma vez com direito a um banho revigorante antes de encararmos a subida do Morro do Araçaeiro até o final da nossa trilha voltando à base do Núcleo.

Ao todo essa trilha tem aproximadamente 5,7 km ida e volta e é considerada de nível média por conta das três grandes subidas durante o percurso, mas nada que impeça ou iniba os aventureiros dispostos a aproveitar mais um pouco das belas paisagens escondidas na nossa Mata Atlântica.

Depois de nos despedirmos do Parque ainda demos uma esticada até Lagoinha, cidade vizinha de São Luiz do Paraitinga, para encarar mais uma cachoeira. Dessa vez a Cachoeira Grande de Lagoinha.


Bom o nome já diz tudo né. A cachoeira é belíssima! Ela pertence a uma propriedade particular onde os donos investiram em infraestrutura preparando o local para receber turistas de todos os lugares. O local conta com lanchonete, banheiros, estacionamento, um mirante e outras melhorias para prática de esportes de aventura como rapel, tirolesa, entre outras atividades. Vale a pena dar uma passada por lá mesmo que seja só para tomar um banho de cachoeira e comer uma porção de peixe.

Para nós foi a saideira do dia aproveitando a cachoeira ao máximo até que a chuva resolveu que queria participar da brincadeira, mas ela acabou brincando sozinha.

E assim terminou mais uma aventura com o grupo.

Valeu pessoal pela companhia e pela diversão. Espero que todos tenham gostado da aventura!

Até a próxima.

04 março 2017

2ª Etapa Passos dos Jesuítas – Anchieta – 2ª Edição

Dia 04 de Março.

Depois de um pequeno descanso voltamos ao Pocinho do Anchieta em Itanhaém onde finalizamos a caminhada na etapa anterior e logo que chegamos ao local propriamente dito já tivemos as primeiras (das muitas) belas paisagens que o dia tinha nos reservado.



Fizemos uma grande sessão de fotos no Pocinho, um verdadeiro book completo. Depois seguimos a trilha que sobe o Morro Paranambuco¹. Do alto tivemos uma visão muito privilegiada de toda extensão da orla de Itanhaém. Vale dizer que hoje o local é frequentado por turistas que querem apreciar o mar por um ângulo diferenciado, mas antigamente no local existiam competições de MotoCross, além ter abrigado um vilarejo de madeira para trabalhadores. Atualmente o morro abriga um dos reservatórios de água da cidade.


Demos a volta por cima do morro e chegamos à Gruta Nossa Senhora de Lourdes e a Passarela suspensa que leva até a Cama de Anchieta. Essa passarela é toda preparada para o turista conhecer um pouco da história e vida do Padre José de Anchieta. Conta-se que ele costumava se deitar sobre a pedra que tem o formato de cama para descansar, orar e meditar ao som das ondas batendo nas pedras após longas caminhadas.



Percorremos a trilha de pedras até acessarmos a Praia dos Sonhos. Na divisa entre as Praias do Sonho e dos Pescadores está localizado o Monumento Mulheres de Areia, esse monumento foi construído em 1972 em homenagem a primeira versão da novela Mulheres de Areia gravada na cidade pela extinta TV Tupi.

Em frente ao monumento está a Ilha das Cabras. Essa ilha é tão próxima do continente que pode ser acessada a pé quando a maré está baixa. Ela é formada por rochas a sua volta e pouca vegetação no topo do morro. Um verdadeiro convite aos apreciadores de aventuras, o que sempre é o nosso caso. Fizemos a volta completa na ilha e voltamos ao continente para continuar nossa jornada.


Outra grata surpresa do dia foi a Trilha do Sapucaitava. Localizada próximo ao Iate Clube de Itanhaém. Sem dúvidas foi uma verdadeira descoberta conhecer essa trilha, pena que não a exploramos descentemente, segundo relatos, no cume do morro existe um mirante rústico com um nome bem sugestivo “Pedra que Espia²” para apreciar as praias ao redor, no entanto, no final da trilha chegamos a Boca da Barra do Rio Itanhaém, onde o rio abraça o mar. Sem dúvida um dos pontos altos do dia com direito a banho coletivo na temperatura amena das águas do Rio Itanhaém.



Voltando à caminhada original. Atravessamos o Rio Itanhaém pela ponte sobre o rio (alguns queriam atravessar a nado) para enfim chegarmos ao Centro Histórico da cidade.

Paramos na Praça Narciso de Andrade para registrar nossa passagem no segundo pórtico da rota. Bem em frente do pórtico está a Igreja Matriz de Sant’Anna de 1639. No interior desta igreja podemos viajar no tempo. Os altares da igreja são remanescentes da arte sacra paulista, verdadeiras relíquias preservadas durante os séculos. Depois dessa breve pausa, subimos ao Convento Nossa Senhora da Conceição bem ao lado da Matriz. Esse convento em especial conta parte da história da cidade e também dos primórdios do Brasil. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O convento está localizado no alto do Morro do Itaguaçu, é considerado uma das primeiras edificações da história do Brasil. Fundada no mesmo ano da fundação de Conceição de Itanhaém³ em 1532 por padres Jesuítas.


Depois de percorrer pela história da fundação da cidade, ainda demos uma breve passada pela Casa de Câmara e Cadeia, esse é outro prédio importante para o patrimônio histórico da cidade. Ele tem suas origens no processo de colonização da antiga Vila de Nossa Senhora de Conceição, antes mesmo da fundação da cidade a cadeia já existia. Em 1829 o prédio foi reformado para abrigar a Casa de Câmara, sendo que no andar térreo funcionava a Cadeia e no piso superior a Câmara Municipal. Hoje a Casa de Câmara e Cadeia é um museu que conta parte da história da cidade e merece toda atenção. Considero um local obrigatório a ser visitado com tempo necessário para ler as cartas de Benedito Calixto entre outros documentos de personalidades que compõem a história da cidade e do Brasil.

Retornamos a orla da praia e caminhamos rumo à divisa de Itanhaém com Mongaguá4.


Esse trecho foi uma caminhada dura de aproximadamente 10 km debaixo do sol forte, mas por fim, ultrapassamos a divisa e chegamos ao nosso terceiro pórtico da rota e ponto final da nossa caminhada deste dia em frente ao Píer de Mongaguá onde registramos nossa passagem.

Com certeza foi mais um dia memorável. Todo esforço foi recompensado pelos atrativos que se apresentaram ao longo do percurso, alguns inéditos até para quem já fez essa rota anteriormente, como: a trilha do Sapucaitava, a volta completa pela Ilha das Cabras e banho de rio na Boca da Barra do Rio Itanhaém, por exemplo.


Não tenho dúvidas que a próxima etapa também estará cheia de boas surpresas, então bora lá descobrir o que virá?

Espero que todos tenham aproveitado o mesmo que eu.

Até a próxima!

¹Paranambuco vem do Tupi-Guarani, junção de para’nã (rio caudaloso) e pu’ka (rebentar, furar) o seu significado é de “buraco no mar”, um termo que os índios usavam em relação aos navios que furavam a barreira de recifes. – Paranambuco também da origem ao nome do Estado de Pernambuco.
²Pedra que Espia – Nome dado ao local pelo Exército Brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo relatos 120 homens foram enviados ao Sapucaitava onde passaram um ano e quatro meses patrulhando a área e pesquisando um possível posto alemão instalado na costa do litoral paulista. Os soldados passavam o dia e a noite espiando o mar com binóculos do alto da pedra e por isso recebeu o nome “Pedra que Espia”. O mais curioso é que mesmo não tendo sido confirmada a passagem do submarino por Itanhaém, em 1943 a embarcação U-513 torpedeou em Iguape, o navio Tutóia que transportava café de Paranaguá a Santos com 37 tripulantes. (fonte http://www2.itanhaem.sp.gov.br/turismo/morro-sapucaitava/).
³Conceição de Itanhaém – povoado que deu origem a cidade de Itanhaém de 1532.
4Mongaguá – em Tupi significa “Águas Pegajosa”, mas outros nomes também podem ser atribuídos: “Terra dos Santos dos Milagres”, “Terra dos Padres” e “Rio Fantasma”.

19 fevereiro 2017

Parque Nacional de Itatiaia – Cachoeira Aiuruoca, Agulhas Negras e Prateleiras

Nada como a realização de um sonho de tempos atrás.

Depois de algumas conversas e combinações, juntamos uma turma mais reduzida do que o costume do grupo e partimos para as montanhas do Parque Nacional de Itatiaia.

Toda estrutura e organização foi proporcionada pela nossa amiga Sara que agilizou o roteiro, fez o agendamento do hostel para a primeira noite e as devidas reservas obrigatórias junto com o Cláudio para visitação ao Parque.


Pegamos a estrada muito cedo rumo a Itamonte – MG para aproveitar a sexta-feira de folga (ou folgada) e fazer algumas trilhas diferentes das que estavam programadas com o grupo no sábado e no domingo.

O caminho até o Parque é feito por uma estrada de terra, o que já é uma verdadeira aventura em seus 17 km sinuosos e mirantes magníficos a cada curva.


Após nosso check in na entrada do Parque, pegamos a trilha que leva até a Cachoeira do Aiuruoca. A ideia original era subir a Pedra do Sino, mas chegamos uma hora mais tarde do que o permitido para realiza-la. Já que a Pedra do Sino era inviável, aproveitamos o caminho admirando alguns dos atrativos do Parque: a Asa de Hermes, Pedra do Altar, Pedra do Sino, Ovos da Galinha, Travessia Serra Negra e Rancho Caído. Até a cachoeira são cerca de 9 km de percurso sinuoso, com muitas subidas e descidas repletas de paisagens que encantam qualquer pessoa, até mesmo aquelas que não se aventuram em trilhas e passeios ecológicos. Vale ressaltar que essa cachoeira é considerada a mais alta do Brasil em altitude, cerca de 2.350 m do nível do mar, com 40 m de queda d’água geladíssima. Essa cachoeira nasce no planalto do Itatiaia e vai desaguar no Rio Grande no sul de Minas Gerais.


Posso dizer que eu e o William tivemos a sorte de ter uma guia particular nesse dia. Guiados pela experiente Sara, caminhamos até a base das Agulhas Negras, uma montanha imponente e belíssima, mas esse roteiro é para o sábado então vamos voltar para o que fizemos na sexta.

Depois de apreciarmos as montanhas e a bela cachoeira com sua água congelante voltamos para o entroncamento indicando a volta para o Posto do Marcão (portão do parque), desse ponto em diante seguimos o caminho orientados por totens de pedras e marcações aleatórias do parque, subindo trechos de encosta de pedra o tempo todo até chegarmos à Cachoeira dos Cincos Lagos. Descemos algumas ladeiras para apreciar alguns dos cincos lagos, mas o horário estava contra nós, voltamos à trilha e partimos para o final do trajeto fazendo uma volta completa de 15 km. Sem dúvida uma trilha espetacular e repleta de belas paisagens dando uma impressão que o Criador estava muito inspirado.



À noite nos juntamos com nossos amigos no hostel para o merecido descanso (quem conseguiu). Diz à lenda que teve um festival de roncos no quarto.

Logo que amanheceu partimos novamente para o Posto Marcão para iniciarmos mais uma aventura agora com o grupo completo. Ouvimos as instruções do guia contratado para a escalada ao cume do Pico das Agulhas Negras e seus 2.791 m de altitude, o ponto mais alto do Parque e o quinto mais alto do país segundo dados do IBGE.

Fizemos a trilha tranquila até a Base das Agulhas. Desse ponto em diante a coisa fica mais séria e precisa ter bastante atenção e firmeza para por o pé e saber onde se apoiar para subir passo a passo, metro a metro.

A subida é puxada e tensa, é necessário muito esforço físico para sobrepor os obstáculos naturais da montanha, mas com paciência e perseverança, cada um seguindo seu próprio ritmo, no final conseguimos conquistar o cume das Agulhas Negras. Quando digo conseguimos, digo todos! O nosso grupo está de parabéns! Todos subiram ao cume, vencendo as dores, medos e obstáculos. Parabéns turma! Vocês venceram a montanha!


Já na descida a natureza nos preparou uma surpresa. No meio do trajeto começou a chover, confesso que nunca senti uma chuva tão gelada como aquela e claro com ela aumentou ainda mais a dificuldade de retorno até a Base das Agulhas.

Após termos vencido essa etapa, tivemos um contratempo bem indesejado. Infelizmente alguns amigos tiveram que retornar para São Paulo com urgência.


No dia seguinte o grupo ainda percorreu até a Base das Prateleiras a 2.460 m de altitude curtindo mais algumas subidas e descidas em caminhos recheados de pedras e para fechar o dia, nada como um verdadeiro banho de água fria na Cachoeira das Flores.

Depois de tantas aventuras acumuladas e muitas histórias de bastidores reservadas, voltamos para casa com a certeza de ter realizado uma das trilhas mais espetaculares do ano até agora.


Obrigado Tia Sara pelo planejamento, empenho, guiamento e organização do começo ao fim desta aventura nota mil, particularmente eu aproveitei muito tudo que foi possível!

Valeu galera! Foi um final de semana top dos tops que dificilmente será superado tão cedo.

Até a próxima aventura!