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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

29 março 2014

Trilha e Rapel na Pedra Grande em Atibaia

Chegou o final de semana e o que tínhamos para hoje? Trilha com rapel!

Depois de tudo acertado com o Rodriguez da TNT Adrenalina, lá fomos nós!

Seguimos para a base da montanha e começamos a subida da trilha.

No começo, a trilha era uma leve inclinação, mas aos poucos foi ficando cada vez mais íngreme. Saímos de 830 m de altitude para 1.492 m onde foi realizado o rapel.

A trilha sobe em zigue e zague serpenteando a montanha. A caminhada que a princípio seria entre 3 e 5 km acabou se revelando uma trilha de 10 km ida e volta.

10 km são tranquilos para uma trilha, mas essa não é uma trilha qualquer!



O acesso ao cume é cheio de pedras, algumas pequenas outras enormes e por isso tivemos que fazer escalaminhadas (mistura de escalada com caminhada). Para alguns certamente foi um desafio e tanto vencer o medo da altura e manter o equilíbrio em cima das pedras para seguir em frente na trilha.

A cada parada durante a subida para recuperar o fôlego e as energias, o visual enchia os olhos. Ver aquelas pedras soltas por todos os lados como se alguém caprichosamente tivesse colocado cada uma no lugar certo, realmente impressiona qualquer um!

Com o corpo descançado encaramos mais um trecho de subida agora bem mais íngreme, aumentando ainda mais a dificuldade com tantas pedras e a mata quase encobrindo a trilha. Se você pensou que alguém iria desanimar e se entregar por causa da dificuldade, pensou errado!

Fomos subindo, subindo e subindo cada vez mais a encosta da Pedra Grande e a todo o momento olhávamos para ela, já que era nossa referência. Parecia que não chegaríamos nunca. A trilha era interminável e a Pedra era um destino ainda distante.



Claro que durante toda a subida houve vários "ta ta ta" (nome carinhoso para os tombos), que foram bons motivos para risos e descontração, tudo encarado com muito bom humor dos "tatatazoados". Imagine a preocupação, se na subida foram mais ou menos dez ta ta tas, na descida quantos não seriam?

Quase no topo da Pedra Grande seguimos uma parede de pedra, com aproximadamente 2,5 m de largura com uma altura entre 30 e 40 m. Um tombo ali não seria nada agradável de ver!

Finalmente chegamos à Pedra Grande! Que visual incrível! A sensação de conquista é indescritível!

Mas você pensou que a aventura terminou? Não terminou não!

Ainda seguimos mais alguns metros acima para o ponto mais alto da Pedra Grande a 1492 m de altitude para fazermos o rapel.

Lá em cima com tudo preparado começamos o rapel. Depois de toda a caminhada, nada como um rapel no meio de muitas abelhas e zangões voando por todos os lados. 

Descemos o rapel em silêncio para não atrair os insetos e voltarmos para casa picados. Foi uma aventura e tanto! Felizmente ninguém foi picado.



Para aumentar as emoções do dia, tivemos uma grande lição! Nunca deixe de levar bastante água para as trilhas!

Imaginem a situação, todos lá em cima contando com uma bica d’água, que segundo informações estava muito próxima de onde seria o rapel, mas não estava.

Então lá vamos nós estrada abaixo atrás da bica. Descemos mais de 1 km da estrada até acharmos a tal bica d’água. Quase já sem forças, tivemos que subir tudo novamente para nos juntarmos com a outra parte do grupo e começar a descida montanha abaixo.

Retornamos por outra trilha que parecia mais fácil, mas só parecia!

Não deu outra! Foram outros tantos ta ta tas até chegarmos à base da montanha já anoitecendo.

Essa sem sombras de dúvidas foi uma das trilhas mais difíceis que eu já fiz, espero voltar lá novamente muito em breve. Já estou procurando outra trilha que supere o seu nível de dificuldade.

Parabéns a todos os participantes que encararam esse desafio, mesmo com tombos e escorregões, todos vocês foram bravos e determinados!

Obrigado ao Rodriguez e a Thais da TNT Adrenalina que nos proporcionaram uma das melhores trilhas do ano!

Até a próxima pessoal!

22 março 2014

Trilha na Serra do Itaberaba – Reserva Ibirapitanga

Sábado logo pela manhã seguimos para Santa Isabel, cidade próxima a São Paulo para encontrarmos com o pessoal disposto a caminhar na Serra do Itaberaba.

Turma reunida, alguns pela primeira vez com o nosso grupo, e lá fomos nós. Que estreia em pessoal!

Quando perguntarem para vocês: vamos fazer uma trilha em uma serra? Lembrem-se do significado de serra:

- Serra: Terrenos acidentados com fortes desníveis, cadeia de montanhas, cordilheira e podem variar entre 600 a 3000 metros de altitude.


Seguimos para o Parque Estadual do Itaberaba e Reserva Ecológica Ibirapitanga em Santa Isabel.

Itaberaba em Tupi significa “Pedra Reluzente”.

Ibirapitanga é o nome do pau-brasil em Tupi e significa “Madeira Vermelha”.

Começamos andando em um terreno com poucas elevações, passamos pela igrejinha e seguimos pela esquerda, cerca de 600 m à frente entramos a direita para nossa primeira subida. Começava o desafio!

Esse trecho de subida até que foi tranquilo, passamos pelas torres de transmissão e continuamos subindo.


Passadas as torres a inclinação aumentou e começou a verdadeira subida. Partimos de 730 m para 985 m de altitude.
Passamos por vários mirantes naturais durante a subida da serra.

O dia parecia que seria chuvoso, mas só parecia! Foi perfeito! Clima ameno e sem chuva, ideal para uma boa caminhada e excelentes fotos do pessoal encarando a subida.

Chegamos ao cume da montanha e a visão do alto da serra é linda, cercada de verde por todos os lados, coisa rara hoje em dia tão perto de São Paulo.

Guiados pelo Rafael do Turismo de Aventura, descemos a montanha até uma cabana abandonada caindo aos pedaços. Certamente daria um cenário ideal para um filme de terror com lago e o píer para pesca. Deve ter sido um bom lugar para passar um final de semana com os amigos pescando no lago e jogando muita conversa fora!

Depois de uma breve parada na cabana pegamos a trilha de volta. Fizemos o retorno por outro caminho, subindo por dentro da mata fechada saindo nos dutos da Petrobrás onde paramos mais uma vez para apreciar outro mirante natural. Não cansa dizer que essas montanhas enchem os olhos com uma beleza sem igual!


Voltamos à nossa caminhada descendo a montanha até que chegamos a uma porteira que dá acesso a estrada que nos levaria até a igrejinha novamente.

Agora faltava pouco para chegar onde deixamos nossos carros, mas as pernas, uh! As pernas já estavam cansadas depois de tanto esforço.

Se nos perguntarem:

- Vocês farão essa trilha outra vez?

A resposta é:

- Claro! Não tenham dúvidas que voltaremos outras tantas vezes!

Essa trilha foi um teste de resistência realizado com muito gosto! Ao todo foram 17 km de caminhada pela serra.

No final demos uma parada estratégica no mercadinho para uma hidratação básica e seguimos para o centro de Santa Isabel.

Já no centro paramos em uma lanchonete onde tomamos um lanche e depois o Rafael nos levou para o mirante com uma vista privilegiada da cidade e ainda fomos conhecer a Igreja Matriz de Santa Isabel.

Posso dizer que foi um dia completo!

Bons amigos reunidos para uma trilha, muita risada, um passeio e tanto pela Serra do Itaberaba, terminando o dia conhecendo um pouco mais da cidade de Santa Isabel.

Obrigado a todos que se dispuseram a passar algumas horas no meio da Serra do Itaberaba e um agradecimento especial ao Rafael do Turismo de Aventura por sua disposição e parceria!

Esperamos por vocês nas próximas aventuras! 

08 março 2014

7ª Etapa Rota Franciscana – de Areias até Canas

Dia 08 retomamos nossa caminhada da Rota do Conhecimento na cidade de Areias.

Areias inicialmente foi freguesia, criada em 1748 com nome de Santana da Paraíba Nova, que serviu de pouso para tropeiros de São Paulo e Minas Gerais que iam para o Rio de Janeiro.

Em 1801 ganhou denominação de Distrito de Paz, em 1816 passou para Vila de São Miguel dos Areias e em 1857 passou definitivamente a se chamar Areias, que deriva do Tupi haie, que significa atalho.


O casario colonial da cidade é do século XIX e foi a antiga Casa da Câmara e Cadeia, hoje Casa da Cultura. Vale destacar também a Igreja Matriz Senhora Sant’Ana de 1874 e o Hotel Solar Imperial erguido em 1798 e que em agosto de 1822 serviu de pouso para Dom Pedro I durante a viagem na qual proclamaria a Independência do Brasil.

Voltando à nossa rota, registramos nossa passagem no pórtico da Praça Nove de Julho e conhecemos a Igreja Matriz de Sant’Ana. Visitamos a Casa da Cultura com lindas esculturas em madeira dos personagens de Monteiro Lobato que foi promotor público da cidade e ainda subimos no Mirante do Cruzeiro onde tivemos uma visão privilegiada de toda cidade.


Seguimos nossa rota para a cidade de Silveiras.

A previsão do tempo era de chuva durante o dia todo e não deu outra, pegamos muita chuva no caminho. Foi uma aventura passar por estradas de terra, ou melhor, de lama até chegar a Silveiras.

Silveiras surgiu no final do século XVIII em torno de um rancho de tropas, o da família Silveira, daí o seu nome.  Em 1830 surgia a Freguesia dos Silveiras pertencente ao município de Lorena. O desenvolvimento constante a elevou à condição de vila em 1842 desmembrando-se de Lorena. Em 1844 ocorreu a primeira eleição para vereadores. Em 1864 Silveiras passou a cidade e em 1888 foi implantada a comarca, mas com o enfraquecimento do café a estrada de ferro não passou pelo município e a abolição da escravatura e a mudança da ordem política atingiram a comunidade. Em 1938 a comarca foi extinta. A partir de 1978 um movimento comunitário trouxe de volta o valor do patrimônio cultural e ambiental resultando na interrupção da decadência. Com o fortalecimento do artesanato, tropeirismo e a valorização da história local a cidade ganhou vida novamente.

A cidade oferece vários atrativos turísticos como a Fundação Nacional do Tropeirismo e a Trilha da Independência (1822). De longe se vê as trincheiras nos morros da cidade utilizadas na Revolução Liberal de 1842 e na Revolução Constitucionalista de 1932. Temos ainda a Cadeia de Euclides da Cunha do Século XIX, a Estrada dos Tropeiros, cachoeiras e o Pico da Boa Vista com 2050 metros de altitude.

Nossa passagem foi rápida, mesmo assim conversamos um pouco com alguns moradores sempre dispostos a falar das qualidades e das festas culturais da cidade.


Seguimos nossa rota e passamos pela Praça Padre Antônio Pereira de Azevedo onde encontramos outro pórtico instalado. Mesmo sem entender porque outro pórtico, paramos para registrar nossos cartões. Continuando o caminho, logo à frente chegamos ao portal da cidade e para nossa surpresa mais um pórtico, ou seja, três pórticos na mesma cidade.

(Encontrar três pórticos na mesma cidade onde deveria ter apenas um e não encontrar placas durante o percurso chega a ser um insulto aos caminhantes. Alguém está recebendo por serviços mal feitos e muito desorganizados. Acho que a Secretaria de Turismo deveria cobrar providências aos seus prestadores de serviços).

Continuando o caminho, seguimos para a cidade de Cachoeira Paulista. 

Já no centro da cidade passamos pelo Memorial dos Soldados da Revolução de 1932, pelas Igrejas São Sebastião e Santo Antônio, mas infelizmente estavam fechadas.

Conhecemos boa parte do centro da cidade com pouco movimento naquele horário.

Registramos nossa passagem no pórtico da Praça Prefeito Prado Filho no centro.


O município de Cachoeira Paulista teve sua origem em 1780, quando o Capitão Manoel da Silva Caldas e sua esposa doaram o terreno ao Senhor do Bom Jesus de Cana Verde. Em 1876 foi elevada a freguesia com nome de Santo Antônio de Cachoeira. Em 1880 foi constituída vila com denominação de Santo Antônio da Bocaina. Em 1890 foi anexada ao município de Cruzeiro, virou comarca em 1892 e em 1895 foi elevada a cidade. Em 1944 passou a se chamar Valparaíba e finalmente em 1948 recebeu o nome definitivo de Cachoeira Paulista.

Depois de uma pausa em Cachoeira Paulista, seguimos para Canas, a última cidade do dia.

Canas é uma pequena cidade com pouco mais de quatro mil habitantes, de forte influência de imigrantes italianos que chegaram no ano de 1887 para movimentar a economia do cultivo de cana-de-açúcar e mais tarde do arroz. Está apenas a 7 km de distância de Cachoeira Paulista.

A colônia de Canas foi iniciativa do Barão da Bocaina, Comendador Francisco de Paula Vicente de Azevedo. Dentro da evolução Canas passou de Núcleo Colonial Agrícola em 1890 para bairro, distrito e finalmente município. Em 1992 houve um Plebiscito Popular que optou pela emancipação de Canas.

Passamos pelo Espaço Cultural Cerâmica, mas infelizmente fomos impedidos de fotografar o interior do prédio. O lugar é muito bonito e interessante. Vale a visita. E ainda passamos pela Igreja Matriz de Nossa Senhora Auxiliadora e para variar estava fechada.

Registramos nossa passagem na Praça São José e com isso chegamos ao final da nossa programação para esse dia.

Foi um dia diferente, com várias cidades visitadas e sempre com o mesmo alto astral.

Caminhantes: Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e o novo integrante Alexandre Xella.

01 março 2014

Trilha da Cachoeira da Fumaça em Paranapiacaba

Essa trilha foi marcação de última hora. Juntamos quem não foi viajar no Carnaval e lá fomos nós para Paranapiacaba!

Marcamos o ponto de encontro na Estação de Rio Grande da Serra, pegamos o ônibus e fomos até a entrada da trilha.

Essa trilha também é conhecida como Trilha do Barro por ter seu trajeto com brejos, muita lama e pequenas nascentes, além de muitos barrancos, erosões e sem contar que em alguns trechos a caminhada é feita dentro do rio.


Posso dizer que essa trilha é uma das mais bonitas de Paranapiacaba, quem já fez pode confirmar o que digo.

O caminho é cheio de obstáculos. Durante o percurso fomos presenteados com mirantes naturais com vistas para Cubatão e Litoral Santista e neste dia até avistamos navios indo em direção ao Porto de Santos.

Depois de passar por tudo isso chegamos a uma linda cachoeira com aproximadamente 70 m de altura.  


Descemos a trilha lateral da cachoeira até chegarmos à parte de baixo e aproveitamos com um bom banho recarregando nossas forças para a volta.

Curtimos bons momentos lá embaixo e encaramos a subida. Não tinha jeito, a volta era pelo mesmo caminho.

Certamente alguns participantes vão se lembrar dessa trilha por alguns dias ou até as dores musculares passarem, mas com certeza vão querer voltar outras vezes.

Vale lembrar que na noite anterior à trilha choveu muito na região, aumentando ainda mais a lama e o barro no caminho.


Cada vez que um ou outro afundava o pé inteiro no barro era motivo para risadas. Foi muito divertido e tudo foi encarado em alto astral!

No caminho de volta paramos novamente no mirante para algumas fotos e um pequeno descanso.

Seguimos a trilha até voltarmos à Rodovia e pegarmos o ônibus para a Estação de Rio Grande da Serra.

Mesmo sendo uma trilha de última hora, foi bom demais!

Bom, é isso aí pessoal!

Até a próxima trilha!

(Mesmo que seja marcada em cima da hora).

15 fevereiro 2014

Trilha da Cachoeira da Pedra Furada

Como é bom descrever essa situação no primeiro parágrafo.

Fomos convidados para a trilha da Cachoeira da Pedra Furada em Biritiba Mirim divisa com Bertioga no dia 15, mas com o crescente número de pessoas procurando por uma alternativa de entretenimento ecológico a quantidade de pessoas interessadas superou as expectativas dos organizadores do evento. Visando a segurança do grupo a trilha foi desmarcada e o pessoal dividido em grupos menores com datas alternativas. Parabenizo a todos os envolvidos por se preocuparem com a segurança de todos. Precisamos de mais gente com essa consciência!

Para não ficarmos sem fazer a trilha, nosso amigo Ricardo se dispôs a levar nossa turma. Obrigado Ricardo, valeu pela disposição!

Galera reunida e lá fomos nós.


Quando estávamos chegando à entrada da trilha, pararam dois ônibus e desceram aproximadamente 50 pessoas para fazer o mesmo trajeto. Cogitamos outra trilha, já que aquela estava bem concorrida, mas o guia do grupo que estava no ônibus foi gentil com a nossa turma e nos deixou ir à frente já que o nosso grupo era bem menor.

Entramos na trilha rumo à Cachoeira da Pedra Furada, mas para ser sincero deveria se chamar trilha da Jararaca. Mal começamos a trilha e lá estava uma pequena cobrinha no meio do caminho como se estivesse cobrando pedágio na passagem. Imóvel, parecia que queria ser fotografada por todos que passassem por ela.

Tocamos a criatura para o mato evitando que os próximos trilheiros não fossem atacados ou pisassem nela e seguimos em frente.


Quando chegamos à cachoeira, pudemos contemplar uma obra de arte esculpida pela natureza. O rio chega até a borda das rochas e desce entre as pedras como se estivesse entrando em um ralo gigante e sai novamente lá em baixo, fazendo um espetáculo a parte.

Como havia chovido o nível do rio subiu e a correnteza estava mais forte que o normal. Para quem curte um banho de cachoeira qualquer uma é um convite para um bom banho e lá fomos nós para a água gelada vinda da serra.

Depois de alguns minutos, começou a chegar o pessoal que estava nos ônibus e o local ficou muito lotado.
Aproveitamos quando a cachoeira estava vazia e depois seguimos nosso caminho de volta.

Na volta outra surpresa, o Ricardo viu um pássaro preso entre galhos e foi checar o que tinha acontecido com a ave e acabou tomando um susto daqueles! Enquanto observava a ave morta nos galhos, outra Jararaca estava a menos de um metro dela e quase o pegou de surpresa. Foi um susto e tanto! Por sorte e por não ter feito nenhum movimento que atiçasse a cobra, ela ficou onde estava fazendo pose para as fotos. Evitando maiores riscos, deixamos a “amiga” por lá e seguimos nossa rota de volta na trilha.


Graças a Deus não aconteceu nada.  Passado o susto, saímos da trilha e seguimos para o local onde deixamos nossos carros.

Vale o lembrete para todos que se aventuram nas matas: fiquem sempre atentos com cobras e outros animais.

Nós somos os invasores e não eles.

Não mate nenhum animal só porque ele entrou no seu caminho, desvie ou faça com que ele saia da sua frente e evite o contato sempre!

Essa foi uma trilha com muitas emoções!

E você, está preparado para a próxima aventura? 

01 fevereiro 2014

Trilha Estrada Velha de Santos

Depois de tanto tempo fechado para visitantes o Parque Estadual Serra do Mar, também conhecido como “Caminhos do Mar / Monumentos Históricos”, finalmente foi reaberto ao público no final de 2013.

Esta é uma das trilhas que consta no programa Trilhas de São Paulo desenvolvido pela Secretaria de Turismo. O passaporte em si é um guia para incentivar o turismo nos Parques Estaduais. Infelizmente, boas ideias não tem o incentivo que merecem. O programa é excelente, mas a execução uma droga.

Ninguém consegue encontrar os passaportes nos parques ou no site do programa. Resumindo: não existem mais passaportes. Já ouvimos por diversas vezes que lançariam um novo passaporte com outras trilhas, mas essa é outra ideia que ficou perdida. Sem contar que em alguns parques o tratamento ao turista deixa a desejar. O abandono, a falta de manutenção e de pessoas qualificadas para atender o turista é de causar revolta.

Pior ainda quando encontramos pessoas que se acham “donas” dos parques e fazem de tudo para colocarem os turistas para fora o mais rápido possível.

Um parque da grandeza do Parque da Estrada Velha de Santos deveria ter horários estendidos para o atendimento ao público, principalmente em época de horário de verão já que os dias são mais longos. Abrir às 9:00 e fechar às 16:30, ninguém merece! Chega a ser quase inibitivo quando o turista quer percorrer todos os 18 km da Estrada Velha visitando todos os monumentos. Já passou da hora da Secretaria de Turismo rever todas essas falhas e reorganizar o programa e adaptar melhor os horários dos parques.


Bom, chega de desabafo!

Fizemos nossa reserva com antecedência, juntamos a turma na entrada do Parque em São Bernardo do Campo, recebemos nossos crachás, ouvimos as instruções do monitor e lá fomos nós!

Como nosso grupo era muito grande, deixamos que cada um seguisse no seu próprio ritmo durante o percurso.

A primeira parada foi na Casa de Visitas do Alto da Serra construída em 1926 em estilo indiano e era usada para receber visitantes durante a construção da Usina de Cubatão.

Depois de algumas fotos, seguimos para a Casa de Pedra, mais conhecida como Pouso de Paranapiacaba. Dela podemos avistar parte de Santos, Cubatão e com sorte alguns navios seguindo em direção à região portuária.

Alguns metros à frente chegamos às ruínas de uma casa construída nos anos 20 para abrigar funcionários durante a construção dos Monumentos do Caminhos do Mar. Recomendo uma parada básica para fotos!

Algumas curvas à frente temos uma visão magnífica! À frente vemos o litoral, à direita as montanhas da Serra do Mar e a Rodovia Anchieta e a esquerda o Mirante, uma torre de controle de manutenção dos dutos. Esse é um lugar para bons momentos de contemplação!


Sem perder muito tempo seguimos em frente. Descemos pelas curvas da Estrada e chegamos ao Belvedere Circular construído em 1922. Ele marca o primeiro cruzamento da Calçada do Lorena com a Estrada Caminhos do Mar. Percorremos o pequeno trecho de 200m da calçada até voltarmos para a Estrada.

A Calçada do Lorena foi construída em 1792 e restaurada em 1992. Foi o primeiro caminho pavimentado com pedras na região da Serra do Mar, ligando São Paulo ao Porto de Cubatão. O transporte das mercadorias era feito em lombos de mulas.

Parada estratégica na bica para refrescar um pouco e uma curva à frente chegamos ao Rancho da Maioridade.

Construído em 1922, o Rancho da Maioridade era utilizado como ponto de descanso durante a viagem entre Santos e São Paulo. Seu nome é uma alusão a Estrada da Maioridade de 1846, em homenagem à maioridade de D. Pedro II.

Suas paredes revestidas de azulejos contam um pouco de como eram as travessias em lombos de mulas e cavalos, o transporte de mercadorias e as viagens em carruagens, retratando a diferença entre os ricos, barões e a classe trabalhadora.


Cerca de 300 m à frente, chegamos ao Padrão do Lorena, construído em 1922 em homenagem a Bernardo José Maria de Lorena - Governador da província de São Paulo, com painéis que ilustram cenas do século XVIII.

Desse ponto até Cubatão, são curvas, curvas e mais curvas! Claro que entre uma curva e outra, mais mirantes e algumas cachoeiras no caminho.

Falando em cachoeira, quem resistiria a uma cachoeira depois de andar aproximadamente 6 km embaixo de um sol de tostar a pele? Não tinha como não aproveitar um pouquinho, ninguém é de ferro né!

Com o corpo refrescado, descemos até o Centro de Apoio ao Visitante (CAV) em Cubatão.

Parte do grupo estava lá embaixo e outra parte já estava fazendo o caminho de volta, mas para nós, os últimos do grupo, ainda faltava cruzar por todo o parque industrial e seguir para a Praça do Cruzeiro Quinhentista.

Esta praça fazia parte do parque e foi removida do seu local original para construção da Petroquímica Presidente Bernardes. Nela vemos outros painéis que retratam a chegada das Caravelas, a colonização portuguesa e a catequese dos índios. A praça é um dos cinco Monumentos Históricos do Caminhos do Mar.


Voltamos para o CAV, tomamos um lanche, recarregamos as energias e lá fomos nós para todo percurso de volta.

Descemos de 760 m para 15 m de altitude.

Quase já sem forças devido ao sol forte e a subida, chegamos à Portaria em São Bernardo do Campo.

Nos despedimos do parque já pensando em voltar outras vezes.

Espero que todos tenham gostado dessa aventura.

Conhecemos mais gente que gostam de desafios, trilhas e aventuras. Certamente nos veremos em outras oportunidades!

Foi um dia e tanto!

Até a próxima pessoal!

26 janeiro 2014

Mega Tirolesa e Cachoeira Boca da Mata

Começar o domingão reunindo a galera para uma aventura é bom ou não é?

Depois de encontrar a turma nos pontos de encontros marcados, seguimos para Pedra Bela, cidade do interior de São Paulo próxima a Bragança Paulista.

Chegando lá, encontramos outra parte do grupo que já esperava por nós.

O Grupo Ação Natural invadiu a Mega Tirolesa! Foram 29 pessoas reunidas para essa aventura radical!

Valeu pessoal pela consideração e confiança!

Fizemos novos amigos, rimos e nos divertimos muito, antes, durante e depois da Mega Tirolesa.

O pessoal estava o tempo todo em alto astral. Alguns participantes estavam receosos diante do desafio de encarar a altura, mesmo assim bateram o pé e se jogaram na Mega Tirolesa!

É isso aí! Mais uma aventura radical vencida! 

Não por acaso as pessoas sentem medo ou receio, ao todo são 1900 m de tirolesa saindo do ponto mais alto da cidade com aproximadamente 240 m de altura, descendo a 115 km/h. É uma sensação impar! Adrenalina, medo, coragem e diversão, muita diversão!


Depois da parte radical do dia, juntamos a turma novamente na Cachoeira Boca da Mata. Localizada acerca de 10 km do centro de Pedra Bela.






Nesse ponto acabamos dividindo o grupo, uma parte ficou se refrescando logo na entrada da cachoeira e outra parte encarou outro desafio: ir atrás de uma cachoeira maior mato adentro.


Passamos por pinguelas, por dentro de sítios, pulamos cercas de arames farpados, atravessamos pastos com gados e até um bambuzal.

Conversamos com uma moradora local que nos indicou a direção certa para a cachoeira.

Daquele lado, o rio proporciona várias quedas d’água e boas cachoeiras para um bom banho refrescante e muitas risadas!

O dia já estava indo embora, então resolvemos voltar para encontrar com a outra parte do grupo que ficou lá no começo da caminhada.


Juntamos o grupo para voltar para casa com a missão cumprida. Muita diversão, um banho refrescante de cachoeira e novos amigos!

Valeu pessoal! Bem-vindos a nossas aventuras!

Nos vemos nas próximas!

Esse foi mais um domingo de aventura.

Semana que vem tem mais!

Até lá então!

Grupo Ação Natural Trilheiros

11 janeiro 2014

6ª Etapa da Rota Franciscana – Rota Conhecimento

Começamos de madrugada nossos preparativos para iniciar a segunda rota do Programa Caminha São Paulo – Rota Franciscana. Escolhemos a Rota do Conhecimento, mas essa rota deveria se chamar do descobrimento.

O trajeto liga as cidades do Bananal, Arapeí, São José do Barreiro, Silveiras, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena e Guaratinguetá. Ao todo serão 155 km de caminhada ou pedalada.

Saímos de São Paulo às 3:00 da manhã para a cidade do Bananal localizada no extremo leste do Estado de São Paulo, divisa com o Estado do Rio de Janeiro.

Depois de uma longa viagem até a cidade, preparamos nossas bikes e lá fomos nós registrar a passagem no primeiro pórtico do dia. Infelizmente não estava funcionando e não registrou nossa passagem. Esse foi o primeiro descontentamento do dia.

Fundada em 1783 o povoado de Bananal cresceu ao redor de uma capelinha de pau-a-pique e foi elevada à vila em 1832, mas só em 1849 se tornou um município. A cidade cresceu com as fazendas de café e teve até moeda própria.

Os casarões antigos dos barões do café da cidade são encantadores, vale destacar a Pharmácia Popular que existe desde 1830 e é considerada a mais antiga do Brasil em funcionamento. Sem falar no Chafariz de ferro ordenado com elementos barrocos que serviu como fonte de abastecimento de água para a população que não tinha água encanada.


Próximo ao pórtico está a Estação Ferroviária de Bananal que foi muito importante para suprir as necessidades de grande saída das produções de café para o Estado do Rio de Janeiro. Ao lado da estação está a Locomotiva 302 Teresa Cristina de 1889.

Passamos ainda pelas Igrejas Nossa Senhora da Boa Morte e Glória e da Igreja Nossa Senhora do Rosário. Infelizmente não visitamos nenhuma delas.

Depois de conhecermos um pouco da cidade, seguimos nossa rota. O segundo descontentamento foi não ter encontrado nenhuma placa da Rota Franciscana em parte alguma na cidade, nada indicava o caminho a ser percorrido. Se não fosse o GPS do Tsuda estaríamos perdidos logo no começo da rota.

Durante o percurso da rota passamos por dentro de algumas fazendas, o que acabou gerando uma grande dúvida, já que não havia placas indicando o caminho por dentro delas, mas o trajeto disponibilizado no site do programa indicava a passagem. A coordenação precisa rever as formas de indicações de todas as rotas, não foi a primeira vez que isso aconteceu!

Para piorar a situação um morador da região nos informou que as placas não estavam ali, mas sim na rodovia. Então, fomos para rodovia e lá encontramos uma das placas, mas estava totalmente fora da rota informada no GPS. Será que o percurso mudou e ninguém atualizou a rota no site?

Tentamos seguir pelas poucas placas “achadas” fora do percurso e fomos para Arapeí.

Arapeí em tupi guarani – Rio dos Lambaris. Antes da emancipação em 1991 ela também foi chamada de Alambari que significa – Peixinhos na cor de prata, segundo a língua tupi guarani.


A cidade originou-se na época das Capitanias Hereditárias, quando o povoado cresceu durante o clico cafeeiro.  Preservando as grandes fazendas, hoje Arapeí é um ponto turístico rural, de artesanato, comércio e agropecuária.

Na cidade passamos pela Igreja Matriz Santo Antônio, mas estava fechada. Seguimos para a Praça Alambary nome dado em homenagem ao antigo nome da cidade, mas infelizmente deixamos de visitar outros atrativos como a Cachoeira da Gruta, a Caverna do Alambary, a Serra da Glória e a Fazenda Caxambú. Isso só nos deixou com vontade de voltar para aproveitar o que ficou para trás.

Passamos nossos cartões no pórtico na Praça Alambary, mas como aconteceu no pórtico do Bananal, ele também não registrou nossa passagem.

Seguindo em frente, passamos pelo Bairro do Formoso. Uma vila simpática entre as cidades de Arapeí e São José do Barreiro, com uma pracinha, igreja e casarões antigos, um lugar gostoso para uma parada durante a rota.

A falta das placas fez com que seguíssemos pela rodovia deixando de lado boa parte da rota, já que não tínhamos a certeza de que o mapa do programa indicaria o caminho certo ou se ficaríamos perdidos dentro de alguma fazenda no final do dia.

Um dos pontos altos do dia foi entrar no Cachoeirão, só assim para refrescar um pouco, o sol castigava muito. Não estava fácil pedalar com 38º batendo forte na cuca.

Depois de um momento refrescante, voltamos para a estrada rumo a São José do Barreiro.

O nome da cidade se deu por causa da grande quantidade de atoleiros de barro formados após as chuvas, complicando sempre o caminho dos Tropeiros.


Cheia de trilhas e cachoeiras, São José do Barreiro é recheada de história como a do Cemitério dos Escravos que foi bombardeado em 1932 e ainda tem as marcadas do bombardeio até os dias de hoje. A Igreja Matriz de 1881 onde estão enterrados os restos mortais dos fundadores da cidade, infelizmente estava fechada quando passamos por ela. O Casario Colonial construído nos tempos dos barões do café e vários pontos turísticos como: o Escadão, a Fazenda do Pau D’Alho, As Ruínas da Casa de Pedra que não vimos por não encontrar as placas da rota, a Represa do Funil, concorrida pela prática de esportes náuticos e pesca, mas estava com o nível de água tão baixo que mais parecia um rio, entre outros pontos que valem serem visitados.

Paramos no pórtico na Praça da Igreja Matriz, registramos nossa passagem, mas infelizmente esse pórtico também não registrou.

Já saindo de São José do Barreiro passamos pelo Portal da cidade e encontramos outro pórtico. Mais uma informação desencontrada. No programa só existe um pórtico em São José do Barreiro e no caminho passamos por dois na mesma cidade, um no local indicado no site e o outro totalmente fora da rota.

Para não ter dúvidas passamos nossos cartões nesse pórtico também e para variar ele também não registrou nossa passagem.

Já no final do dia, seguimos nosso caminho de volta, passando rapidamente por Areias, próxima cidade da Rota do Conhecimento. Esperamos encontrar as placas no caminho para tirar essa má impressão do começo desta rota.

Apesar de tantos desencontros de informações e da falta de placas na rota, não faltou bom humor o caminho todo. A diversão está sempre garantida com esse pessoal. Faça chuva ou sol escaldante, os risos, piadas e brincadeiras, fazem parte dessa turma e isso não tem preço!

Valeu pessoal até a próxima!

Caminhantes: Argeu, Cris, Marco Lansiskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Sydão que estava sumido e continua insistindo em não sair nas fotos!