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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

06 setembro 2015

Cachoeira do Jamil

Chegou o final de semana e a ideia de ir atrás de uma cachoeira não saiu da cabeça mesmo com a previsão apontando para chuva e tempo encoberto.

Juntamos alguns corajosos para enfrentar o mau tempo e lá fomos nós!

Nosso primeiro desafio foi encarar a travessia de Leste ao extremo Sul de São Paulo. Rodamos aproximadamente 75 km de um ponto a outro sem sair da cidade.

Pode-se dizer que foi uma aventura para chegar até essa cachoeira. Seguindo indicações de placas e dicas de alguns amigos, chegamos ao Bairro da Barragem sem muita dificuldade. Desse ponto em diante a estradinha faz um zigue-zague danado. Era um sobe e desce constante na estrada de terra cheia de buracos que fizeram nossa jornada ficar mais demorada que o previsto, até que encontramos um senhor cuidando do gado no caminho e ele nos deu uma dica valiosa para melhorar nosso trajeto.

Chegamos ao cruzamento da estrada com a linha férrea nas proximidades da cachoeira, mas tinha um trem parado esperando a manobra do outro que vinha no sentido contrário. Para não ficarmos parados aguardando sabe-se lá quanto tempo, resolvermos seguir uma placa que indicava outra cachoeira.


Fizemos uma trilha curta, passando por cima de uma pinguela, seguimos margeando o rio até chegar à Cachoeira Poço das Virgens. Ela é uma pequena queda d’água formando uma piscina natural bem interessante e ótima para dias quentes.

Voltamos para o cruzamento da linha férrea e para nossa sorte o trem já havia partido liberando nossa passagem por cima dos trilhos. Continuamos nosso caminho por mais alguns quilômetros até a entrada da fazenda onde tem a tal Cachoeira do Jamil.

Por fim, quando passamos pelo portão da fazenda caiu à chuva, mas isso não nos impediu de seguir em frente até a cachoeira.

Pegamos mais uma trilha curta, cruzamos outra pinguela, esta bem escorregadia por sinal. Pronto, lá estava ela! Linda como deveria ser.

A Cachoeira do Jamil não é tão alta, mas tem um volume d’água considerável e muita correnteza para arriscar um mergulho. Logo após a cachoeira ela forma um belo lago perfeito para se refrescar e curtir aquela paz que só a natureza é capaz de produzir.

Ficamos andando pela trilha em busca de mais alguma surpresa, encontramos a prainha na curva do rio, paramos para tirar mais algumas fotos até que resolvemos fazer todo o caminho de volta para casa.

Foi mais desgastante a longa viagem até lá do que a pequena trilha, mas valeu conhecer mais uma cachoeira dentro da cidade de São Paulo.

Valeu pessoal!

Com chuva ou sem chuva estamos aproveitando!

Até a próxima!

15 agosto 2015

Estrada Velha de Santos – Monumentos Históricos


O Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Itutinga Pilões está localizado entre os municípios de São Bernardo do Campo e Cubatão no Km 42 da Rodovia SP-148.

Depois de muitas incertezas se o Parque ficaria aberto ou não, finalmente conseguimos agendar nossa visita com a turma do Ação Natural para percorrer as curvas da antiga Estrada que leva ao litoral paulista.

É difícil acreditar que um parque com tanta importância tenha seus horários para visitação tão reduzidos a ponto de inibir que o visitante percorra os seus 18 km (ida e volta) desde a entrada em São Bernardo do Campo até Cubatão próximo ao polo industrial.

Para “ajudar” dessa vez tivemos que percorrer apenas metade do trajeto e ainda acompanhados por monitores do parque o tempo todo. Claro que fazer a caminhada com monitores poderia ser bem mais proveitoso e interessante se os mesmos passassem informações fundamentais sobre os monumentos históricos no caminho, infelizmente deixaram muito a desejar nesse dia. Parecia até que estavam com pressa de terminar o percurso e se livrar dos visitantes o mais rápido possível. A caminhada foi num ritmo acelerado e todas as vezes que parávamos para tirar fotos eles aceleravam o pessoal para seguir em frente. Ficou chato.


Passamos pela Casa de Visitas do Alto da Serra construída em 1926 que era usada para hospedar visitantes que vinham conhecer as obras do Alto da Serra e as Usina de Cubatão. Em seguida, paramos no Pouso de Paranapiacaba. Construído em 1922, o pouso era ponto de parada de carros durante a viagem pelo Caminho do Mar. “Paranapiacaba” é uma palavra de origem indígena que significa “local de onde vê o mar”. Esse Casarão tem algumas janelas viradas para a Serra do Mar onde o visitante pode sentar e admirar a vista. Em dias claros dá para ver os navios em alto mar aguardando o momento para entrarem no Porto de Santos.

Alguns metros à frente, paramos para visitar as Ruínas de uma construção dos anos 20 que abrigou funcionários e trabalhadores durante a construção dos Monumentos do Caminho do Mar.

Seguindo em frente, descemos pelas curvas da Estrada Velha e paramos alguns instantes para tirar algumas fotos do Mirante EMAE (precisamos marcar pra ir nele também). Passamos por cima da tubulação que desce até a Usina e depois de mais algumas curvas chegamos ao Belvedere Circular. Construído em 1922, ele é o primeiro cruzamento da Calçada do Lorena com o Caminho do Mar. Nesse ponto cortamos caminho em alguns metros pela antiga Calçada do Lorena construída em 1792 e restaurada em 1992. Esse foi o primeiro caminho pavimentado na região da Serra do Mar ligando São Paulo ao Porto de Cubatão por onde todas as mercadorias eram transportadas em lombo de mulas.

Continuamos pela Calçada até chegarmos ao Padrão do Lorena. Ele foi construído em 1922 em homenagem ao Governador da Província de São Paulo, Sr. Bernardo José Maria de Lorena. Com painéis em azulejos que ilustram cenas do século XVIII com os tropeiros, viajantes e mercadorias sendo transportados por mulas. Esse foi o ponto final da nossa caminhada. Os monitores não nos deixaram percorrer até o fim da Estrada Velha. Tivemos que deixar para trás algumas cachoeiras, pontes e mais algumas curvas que nos levariam até ao CAV (centro de apoio ao visitante) em Cubatão. 

Ao lado do Padrão do Lorena encontra-se o Rancho da Maioridade onde paramos para reabastecer nossas energias e encarar toda subida de volta.

O Rancho da Maioridade foi construído em 1922 e era ponto de descanso durante as viagens entre São Paulo e Santos. Seu nome é uma alusão a Estrada da Maioridade de 1846 que era uma homenagem à maioridade de Dom Pedro II.

Por fim, voltamos ao Centro de Apoio ao Visitante na entrada do Parque para encerrar mais uma aventura com o grupo.

Valeu pessoal!


Até a próxima!

08 agosto 2015

Trilha da Cachoeira do Lago Azul - Cubatão

Recomendo a todos que fazem trilhas procurarem informações sobre os locais para onde pretendem ir.

Nesse final de semana fomos com um grupo de amigos para Cachoeira do Lago Azul em Cubatão. No caminho encontramos com mais dois grupos que estavam curtindo a mesma trilha. Tudo corria muito bem e todos estavam se divertindo, mas infelizmente quatro elementos armados fizeram um verdadeiro arrastão e assaltaram todos que estavam no local. Por sorte nosso grupo deixou os itens de maior valor guardados em um local seguro e quase nada nos foi roubado. Ninguém se feriu e todos estão bem. 

Por hora recomendo a todos que não façam as trilhas em Cubatão. Segundo os próprios policiais da região a criminalidade ali está sem controle.

Enfim, não sei se estas fotos serão uma boa recordação.

O lugar em si é lindo e quase mágico. O visual é de uma beleza impar, mas fomos vencidos pela violência e a falta de segurança que assola o país inteiro.

O que ficou mesmo, infelizmente, foi a triste lembrança e a certeza que estamos à mercê de bandidos por todos os lados.


Gostaria de compartilhar com vocês uma frase que li em uma matéria outro dia, infelizmente não me recordo o nome do autor para dar os devidos créditos: 

"vivemos em tempos tão difíceis que os direitos humanos não são para humanos direitos".

Torço para que o que foi roubado seja reposto na mesma velocidade que esses bandidos sejam mortos.

Continuamos trilhando novos horizontes, a vida segue na certeza que dias melhores virão.


18 julho 2015

Trilha do Ovo da Pata - Mairiporã

Parque Estadual do Juquery.

Passamos pela Trilha Yu'kery, Trilha dos Lagos, Árvore Solitária e Ovo da Pata.

Dia quente, caminhada de 14 km embaixo do sol forte, um dia típico de verão em pleno inverno.

Infelizmente, poucas pessoas compareceram, mas quem compareceu não se arrependeu.

Foi show de bola.

Conhecemos mais alguns aventureiros que certamente estarão conosco em alguma aventura futura!

Valeu pela companhia pessoal!

Para maiores informações visitem: http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-estadual-do-juquery/







27 junho 2015

21ª Etapa da Rota Franciscana – Rota Sabedoria – Final

Em junho de 2013, começamos o projeto ”Rota Franciscana” com a finalidade de percorrer 31 cidades do interior paulista envolvidas no programa Caminha São Paulo Rota Franciscana - Frei Galvão, totalizando 818 km divididos em etapas.

A cada etapa, uma nova história e foram muitas histórias recheadas de boas recordações que ficarão em nossa memória por muito tempo.

Dia 27, juntamos a turma para a última etapa em clima de festa e também de despedida da Rota.


Seguimos para Sabaúna para enfim registrar nossa passagem no penúltimo pórtico instalado na Praça da Estação Ferroviária.

Sabaúna foi fundada em 1889 e teve sua origem em uma antiga fazenda cuidada por frades carmelitas e em 1920 foi elevada a distrito de Mogi das Cruzes.

Seu nome vem da palavra Tamba Uma que em Tupi-guarani que significa Concha Preta. Um tipo de concha muito comum encontrada no Ribeirão Guararema que corta o distrito.


A principal atração turística do distrito é a Estação Ferroviária de 1893. Hoje ela abriga o Museu Ferroviário de Sabaúna. Foi nesta Estação que em 1954 ocorreu o famoso assalto ao trem pagador, até então o maior assalto ocorrido no país. Vale uma visita para conhecer o entorno do distrito que tem muitas trilhas que podem ser percorridas a pé, a cavalo ou de bike.

Depois de aquecer o estômago com um cafezinho na pequena padaria do distrito, seguimos para Mogi das Cruzes. Não encontramos nenhuma placa da rota em parte alguma. O caminhante que fizer esse trecho pode optar por seguir pela estrada asfaltada ou ir por dentro da zona rural (estrada de terra ao lado esquerdo da ponte), por ambos os caminhos se chega a Mogi das Cruzes.


Seguimos pelo trecho rural subindo e descendo estradas de terra, cortando sítios e fazendas até a estrada de terra dar lugar ao asfalto. A partir desse momento, não demora muito e os primeiros bairros começam a surgir no caminho para o centro da cidade.

Faltava pouco para chegar ao nosso destino final, mas antes resolvemos passear pelo centro histórico de Mogi para conhecer um pouco da sua história e origem.

Mogi é uma alteração de Boigy – nome de origem Tupi que significa Rio das Cobras e que os índios davam a um trecho do Rio Tietê.

Mogi das Cruzes surgiu como muitas outras cidades. Começou como povoado servindo de ponto de repouso aos bandeirantes e exploradores indo e vindo de São Paulo. Em 1611 foi criada a Vila de San’tana de Mogy Mirim, em 1855 foi elevada a Cidade e em 1874, Comarca.


No caminho passamos pela Igreja Nossa Senhora do Socorro de 1858. A construção original foi demolida em 1951 e no mesmo local foi construída uma nova igreja com as mesmas características da antiga. Já no Centro Histórico passamos na Igreja de São Sebastião – Santuário do Senhor Bom Jesus dos Matosinhos, construção do século XVIII de taipa de pilão e taipa de mão, pelo Monumento Aviador de 1949 em homenagem aos aviadores que morreram em uma queda durante as comemorações do aniversário da cidade. Um pouco mais à frente está o prédio que abriga a Corporação Musical Santa Cecília fundada em 1926. Em frente à Corporação está o Theatro Vasques de 1902. O prédio foi Câmara Municipal por vários anos e depois de reformado voltou a ser chamado de Theatro Vasques. Ao lado está a Igreja do Carmo tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), construída no fim do século XVIII no Estilo Barroco-Rococó, com madeiras entalhadas e o forro da nave com pinturas ilusionistas no estilo das igrejas barroco mineiras.

Depois desse tour pelo Centro Histórico chegamos à Estação Ferroviária de Mogi das Cruzes onde pegamos o trem rumo ao último pórtico no Mosteiro da Luz em São Paulo.


Descemos na magnífica Estação da Luz, uma das estações de trens mais bonitas do estado, senão a do país e um dos principais marcos históricos da cidade de São Paulo. A Estação foi aberta ao público em 1901. Ela ocupa aproximadamente 7,5 mil m² do Jardim da Luz onde também se encontram as estruturas trazidas da Inglaterra que copiam o Big Ben e a Abadia de Westminster. Por incrível que pareça não houve nenhuma inauguração formal da Estação na época, mas aos poucos ela se tornou um importante marco para a cidade já que todas as personalidades ilustres que vinham para a capital eram obrigadas a desembarcar na Estação da Luz, além de ser a grande porta de entrada para imigrantes vindos de diversas regiões. Em 1946 o prédio da Luz foi parcialmente destruído por um incêndio, mas reconstruído em 1951 quando a estação foi oficialmente reinaugurada. Com o passar dos anos ainda sofreu algumas reformas e restaurações. Em 1982 o complexo arquitetônico da Estação da Luz foi tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico).

Saímos da Estação da Luz e seguimos para o Mosteiro da Luz.


O Mosteiro foi fundado pelo próprio Frei Galvão em 1774. Hoje o Mosteiro é mantido e administrado pelas Monjas Concepcionistas Franciscanas da Ordem da Imaculada Conceição. Além de receberem os fiéis que buscam conforto espiritual e material, elas confeccionam e distribuem as famosas pílulas milagrosas de Frei Galvão, legado deixado pelo Frei. No complexo do Mosteiro estão: o Convento das Irmãs Concepcionistas (claustro), o túmulo do Frei Galvão na Capela Frei Galvão, o Memorial Frei Galvão, sala da distribuição de pílulas, Barraca das Irmãs, Museu de Arte Sacra de São Paulo e a exposição permanente de presépios na antiga Casa do Capelão. Em 1943 o Complexo foi tombado pelo IPHAN e em 1977 pelo CONDEPHAAT.

Assim que entramos no Complexo do Mosteiro da Luz registramos nossa passagem no último pórtico da rota completando os 818 km e finalizando oficialmente a nossa jornada, mas já que estávamos lá, não poderíamos deixar de visitar o Museu da Arte Sacra e ver algumas das dezoito mil peças em exposição: joias, pinturas, mobiliários, livros e indumentárias sacras. Visitamos também a Capela do Frei Galvão e o Museu dos Presépios, esse último abriga 190 conjuntos presepistas originários de diversos países e regiões do Brasil produzidos com técnicas diferentes. Ele mostra um Presépio Napolitano com aproximadamente mil e quinhentas peças. Esse é simplesmente o presépio mais rico em detalhes que já vi até hoje!

Oficialmente a rota terminou no Mosteiro da Luz, mas o nosso dia ainda estava longe de terminar. Faltava o Gran Finale!


Era costume ao final de cada etapa comemorar bebendo e comendo em algum lugar na cidade do trecho finalizado, dessa vez, resolvemos finalizar com um churrasco com todos os que participaram da caminhada e com nossas famílias.

Foram mais algumas horas de descontração regadas a muita risada (marca registrada deste grupo em toda rota).

Faltam palavras para agradecer a todos que participaram deste projeto. Não há preço que pague as aventuras que tivemos durante esses dois anos de idas e vindas a cada cidade.

Algumas vezes ficamos em dúvida por qual caminho seguir por faltarem placas ou por desencontro de informações nos arquivos disponibilizados pelo programa da Rota, mas nem isso tirou nosso humor e só aumentou o brilho da nossa conquista. Sem contar que conhecemos muita gente boa no caminho.

Há! Já estava me esquecendo. Em algum momento da Rota surgiu o inesquecível jargão: “Se não for para fazer direito eu não faço!”, esse jargão sempre foi lembrado quando faltavam informações necessárias sobre o caminho a seguir.

Andamos e rimos muito! Vale ressaltar ainda que o entrosamento do grupo até o final foi fantástico! Tudo correu perfeitamente bem. Somos um time e tanto!

Na quinta Rota do programa, Rota Sabedoria, foram percorridos ao todo 222 km de caminhada e mais 51 km de trem entre Mogi das Cruzes e São Paulo, conforme o cronograma.

Pois é turma! A Rota Franciscana - Frei Galvão terminou!

Agora nos resta estudar novas rotas e trajetos. Muitas aventuras estão esperando por nós, dentro e fora do nosso Estado.

Até a próxima!

Caminhantes: Andreia Carral, Argeu, Alexandre, Cláudio Fonseca, Cris, Jane, Marilice Carral, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Osmar Macias, Rafael, Rosangela e Wilma. (todos os que participaram pelo menos em um trecho)

Motoristas de Apoio: Seu Carlos, Mônica Gavarron e Omar.

E a inesquecível participação especial do enigmático Sydão Vodskowisk que até o final da caminhada não quis aparecer em nenhuma foto com o grupo. Te aguardamos na próxima amigo!

13 junho 2015

20ª Etapa Rota Franciscana – Rota Sabedoria

O final da rota se aproxima conforme vamos chegando próximo à capital paulista.

Voltamos a Santa Branca para continuar nossa caminhada rumo a Guararema.

Santa Branca é uma cidade pequena situada no Vale do Paraíba. A cidade ainda mantém parte de sua arquitetura original da época do Brasil Império. Não é à toa que ela possui o título de “Cidade Presépio”, pois suas ladeiras e casas ajudam a lembrar verdadeiros presépios natalinos.

Em 1652 nasceu a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Jacareí, dando origem à cidade. Em 1841 o povoado foi elevado a Freguesia, em 1856 se tornou Vila e a criação do município foi em 1856.

Na etapa anterior visitamos a Igreja Matriz de Santa Branca construída por escravos em 1828 com alicerces e paredes de taipa de pilão. Também passamos em frente ao Edifício Ajudante Braga construído na época imperial e que hoje é a Câmara Municipal da cidade. 

Descemos até a Igreja do Rosário construída em 1869 em taipa de pilão com duas torres. Ainda na parte baixa da cidade passamos em frente ao Mercado Municipal. Demos uma esticada para conhecer a Ponte Metálica construída pelo escritor e engenheiro Euclides da Cunha em 1902 sobre o Rio Paraíba do Sul. A ponte tem dois pilares de pedra que sustentam as ferragens inglesas consideradas na época um dos materiais mais resistentes do mundo. Infelizmente, a ponte está completamente abandonada e a ferrugem tomou conta de tudo. Chega a doer o coração ver um patrimônio histórico da cidade daquele jeito. Certamente seria motivo de orgulho se fosse restaurada e preservada.

Voltando à rota original, passamos pela Capela São Sebastião. Essa capela foi construída pelos fiéis no início do século, e mais uma vez não tivemos sorte de encontrá-la aberta.


Logo atrás da Capela, entramos na área rural da cidade seguindo para Guararema. Por boa parte desse trecho fomos presenteados pela paisagem. Ao longo do percurso tínhamos o Rio Paraíba do Sul por companhia aumentando ainda mais as belezas naturais que nos cercavam. Logo que atravessamos a divisa com Guararema saímos novamente da rota original para subir por dentro de uma fazenda particular em direção a Cachoeira do Putim.

O dia estava muito quente e um banho de cachoeira não seria nada mal para refrescar o corpo e seguir adiante na rota, mas infelizmente o bicho homem não é capaz de preservar a natureza, nem mesmo levar de volta seu próprio lixo. No local existem alguns latões de lixo e mesmo assim tinha tanto lixo espalhado misturado com vários trabalhos de macumba que chegou a dar nojo. Moral da história, só tiramos fotos, nada de banho, infelizmente. Quem sabe um dia o “ser humano” aprende a respeitar um pouco a natureza.

Seguimos em frente pela estrada agora asfaltada rumo à Guararema.

O nome Guararema tem sua origem em Tupi Guarani que significa “madeira mal cheirosa” devido a grande quantidade na região de uma espécie de árvore conhecida como Pau D’Alho.

Em 1654 alguns frades construíram a capela Nossa Senhora da Escada, porque havia uma escada entre a barragem do rio e o lugar onde ergueram a capela dando origem a uma vila. Em 1872 foi elevada a Distrito de Paz e em 1876 foi inaugurada a Estrada de Ferro Central do Brasil trazendo vários imigrantes, mas só em 1898 foi elevada a município.

Logo que chegamos a Guararema procuramos o pórtico, demos uma volta e tanto procurando por ele, já estávamos quase desistindo quando finalmente o encontramos meio escondido na Praça da Estação ao lado do banheiro.

Aproveitamos para visitar a Estação Ferroviária. Esta Estação foi completamente restaurada e transformada em Centro Cultural onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Cultura. Segundo relatos ainda existem passeios de trem Turístico e Cultural ligando Guararema a Luis Carlos, mas não confirmamos essa informação, a Secretaria estava fechada. Na Estação tem uma Locomotiva 353 (Maria Fumaça) estacionada dentro de uma plataforma protegida. Essa Locomotiva é o símbolo do desenvolvimento da cidade, foi através dos apitos da Maria Fumaça que a cidade cresceu.

Bem próximo a Estação está o Pontilhão. A estrutura da ponte é grandiosa e imponente, baseada na arquitetura inglesa. Andamos por ela cruzando de um lado para outro por cima do Rio Paraíba do Sul torcendo para não passar nenhum trem de carga naquele momento, ainda bem que não passou senão seria um corre-corre engraçado em cima da ponte.

Seguindo em frente passamos pela Paróquia Nossa Senhora da Ajuda e São Benedito de Guararema no centro da cidade, mas ela parecia que estava sendo preparada para algum casamento, tiramos algumas fotos e seguimos em frente.

Um pouco mais a frente atravessamos mais uma ponte por cima do Rio Paraíba do Sul para entrar na Ilha Grande. Inaugurada no final de 2004 a Ilha Grande é mais um ponto turístico da cidade que permite ao visitante uma caminhada de aproximadamente 400 metros às margens do rio em meio a muita vegetação e animais que parecem não se importar com a presença humana, além é claro de um festival de peixes se exibindo a procura de alimentos jogados pelos visitantes.

Demos aquela parada estratégica para reabastecer nossas energias e refrescar a garganta. Ninguém é de ferro!

Depois de conhecermos um pouco de Guararema seguimos para nossa última parada antes de pegar o trem para finalizar de vez a Rota Franciscana.

Seguimos as orientações da rota pelo GPS já que as placas nesse trecho sumiram, ou será que os arquivos para o GPS levam por outro caminho? Sinceramente não sei, mas como já tivemos vários desencontros entre as placas e os arquivos disponibilizados para os caminhantes, seguimos o que era mais seguro.

Subimos algumas montanhas por trechos que variavam com asfalto e estrada de terra. A vista é muito gratificante, mas haja pernas para encarar tantas subidas e descidas.

Antes mesmo de chegarmos à Sabaúna para registrar nossa passagem demos o dia por encerrado, já que a informação no Guia do Caminhante indica que o pórtico está na Estação de Sabaúna e o trajeto indicado pelo GPS estava nos levando direto para a Estação de Mogi das Cruzes.

Deixamos para percorrer esse trecho na última etapa da rota.

Agora entramos em contagem regressiva para finalizar toda a Rota Franciscana.

Até agora tem sido uma experiência ímpar conhecer todas as cidades participantes e suas histórias.

Próxima parada: Final da Rota!

Caminhantes: Argeu, Jane, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Wilma.

31 maio 2015

1ª Pedalada Ação Natural

Dia 31 de maio, realizamos a primeira pedalada do grupo Ação Natural. Nosso trajeto programado foi da Estação Rio Grande da Serra até a Vila de Paranapiacaba somando ao todo cerca de 30 km de estrada, ida e volta.


O dia começou muito frio e fechado, parecia que iria chover o tempo todo, mas só ficou nublado e não caiu nenhuma gota de chuva durante o passeio. Por causa da ameaça de chuva quase setenta por cento do grupo não compareceu, e o pior alguns nem se deram ao trabalho de comunicar a desistência. Fazer o que né! Só posso dizer uma coisa para quem não foi: vocês perderam um dia e tanto!


Apesar de nublado, pedalamos com tranquilidade o caminho todo, a visibilidade era muito boa e a temperatura estava agradável.

Saímos da Estação de Rio Grande da Serra e seguimos pela rodovia. Fizemos três paradas no caminho, a primeira para socorrer a bike do Jorge que travou a roda traseira, a segunda na Estação de Campo Grande inaugurada em 1889, sendo que a construção atual é de 1929 e ainda subimos no Mirante onde tem uma pequena Capela conhecida como Monumento ao Divino Salvador. Lá de cima o visitante tem uma visão privilegiada da Estação e do entorno, mas ambos estão em completo abandono. Existe até um segurança que toma conta da Estação para evitar que turistas entrem e fotografe o local, apenas isso. A terceira parada foi para fazer um remendo em um pneu furado.


Chegamos à Paranapiacaba e descemos para a Vila onde estava acontecendo o Encontro das Bruxas e Magos. Percorremos algumas ruas em meio à multidão caracterizada para a festa, almoçamos por lá e quando a névoa resolveu entrar na festa cobrindo toda a Vila dando aquele ar sinistro na região, pegamos nossas bikes e tomamos o caminho de volta para a Estação de Rio Grande da Serra.


Foi muito divertido fazer esse primeiro pedal mesmo com o grupo reduzido de ciclistas que encarou o frio e venceu a cama quentinha em pleno domingo.

Obrigado pela presença de todos! 

Em breve marcaremos outras pedaladas.

Até a próxima aventura!

23 maio 2015

19ª Etapa Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Dia 23 juntamos a turma para mais um trecho da rota. Desta vez, caminhamos de Paraibuna à Santa Branca, antepenúltima cidade da rota seguindo para São Paulo.

O nome Paraibuna tem origem na língua indígena que significa: “Rio de Água Escura”, PARA (água) HYB (rio) e UNA (preta).


Em 1666 um grupo de homens vindos de Taubaté pelo Rio Paraíba resolveu parar próximo ao encontro dos Rios Paraibuna e Paraitinga e lá ergueram uma pequena capela pela graça da boa viagem dando origem a um novo povoado. Durante muitos anos o local foi ponto de parada estratégica para tropeiros e viajantes que iam e vinham do litoral. Em 1812 foi elevada a Distrito de Paz, em 1832 à Vila de Santo Antônio de Paraibuna e em 1857 tornou-se cidade. No início, a economia era voltada à agricultura de subsistência, mas logo mudou para produção de cana-de-açúcar e café. O município se desenvolveu e grandes fazendas foram construídas, assim como os casarões no centro da cidade que chamam a atenção pelo tamanho e beleza. Entre 1890 e 1920 houve um grande declínio financeiro e a economia voltou-se para a pecuária leiteira. Após a construção da represa de Paraibuna muitas terras foram alagadas prejudicando a produção pecuária. Hoje a economia da cidade gira em torno da agropecuária, artesanato e turismo.

Chegamos bem cedo na praça central ao lado da Igreja Matriz de Santo Antônio de Paraibuna para registrar nossa passagem pelo pórtico da cidade. A construção da Igreja começou originalmente em Taipa (à base de barro pilado) em 1872 e inaugurada em 1886.


Descemos até a Bica D’água que era ponto de parada dos cavaleiros que chegavam das cidades vizinhas ou da zona rural onde matavam a sede e refrescavam os animais antes de negociar suas mercadorias no Mercado Municipal. A bica ainda fornecia água para algumas ruas da cidade. Depois da Bica seguimos para a Praça do Mercado Municipal. O Mercado foi construído em 1880 onde era comercializado o que era produzido na cidade: animais, frutas, verduras, tecido, artesanatos entre outros. Passamos ainda pelo prédio da Prefeitura construído por volta de 1917 que segundo relatos também foi a cadeia pública municipal. E ainda vimos dezenas de casarões antigos no centro ao redor da igreja.


Seguindo nossa rota saímos da cidade e entramos na zona rural. Percorremos por estradas de terra passando por várias fazendas e sítios com plantações variadas e muito gado.

O cenário não muda. São montanhas e mais montanhas cercando a estrada. Algumas casas isoladas, uma igrejinha aqui outra ali, algumas completamente abandonadas e várias entradas de grandes fazendas em meio ao verde abundante.

Após outra longa caminhada chegamos à Santa Branca para registrar nossa passagem pelo segundo pórtico do dia. Ainda tivemos tempo para conhecer a Igreja Matriz de Santa Branca, o Edifício Ajudante Braga que é atual Câmara Municipal de Santa Branca e é claro, para a nossa merecida parada estratégica na padaria para repor as energias consumidas.


Santa Branca ainda tem muito para ser explorado, mas vai ficar para a próxima etapa.

Agora falta pouco para chegarmos a São Paulo.

Até a próxima etapa pessoal!

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Wilma.

20 abril 2015

Trilhas do Feriadão

Dia 18 juntamos a turma para mais uma aventura em Paranapiacaba. Marcamos um ponto de encontro em Rio Grande da Serra e lá fomos nós para o mato no meio da serra do mar.

A trilha escolhida foi a Trilha Lago de Cristal, mas com a finalidade de descer até outra cachoeira conhecida por muitos como Cachoeira Escondida.

Passamos por trechos de lama e barrancos. Cruzamos o rio por algumas vezes até o destino final da trilha.

O dia rendeu muita risada, escorregões e tombos.

Conhecemos mais pessoas com sangue aventureiro nas veias e terminamos o dia na Vila de Paranapiacaba com um almoço tardio ao som do Festival de Música que estava rolando na Vila.



Já no dia 20 em plena segundona do feriadão, juntamos quem estava de folga e seguimos até Cubatão para mais uma trilha no meio da serra do mar.

O destino foi a Trilha da Cachoeira do Lago Azul. Deixamos nosso carro no km 52 e lá fomos nós.

Entramos na mata e seguimos a trilha para a cachoeira, mas logo que chegamos à trilha percebemos que o mato estava mais alto que o normal e tudo indicava que ninguém passava por lá há dias por causa do acidente ocorrido nos tanques de combustível em Santos que deixou toda área fechada para o tráfego de carros e transporte de cargas, mas assim que começou a subida a trilha ficou mais larga e foi bem mais tranquila sem tanto mato cobrindo o caminho.

A trilha é uma subida constante sem trégua. Andamos seguindo os tubos de captação de água utilizados pelos moradores locais até uma pequena cachoeira onde paramos para um pequeno descanso. Depois seguimos em frente até um pequeno platô e de lá foi só descer até o grande lago azul natural formado pelo rio que desce da encosta.


Tomamos um bom banho no lago, descansamos um pouco para depois seguir por mais alguns metros passando por cima das pedras, galhos e raízes para enfim chegar a uma das cachoeiras mais bonitas de Cubatão.

Com aproximadamente 40 m de altura e com um bom volume de água cristalina a cachoeira forma mais um grande lago azul tão lindo que encanta os olhos pela beleza.

Foi mais uma pausa obrigatória para mergulhos e fotos. Ainda subimos em uma pedra que fica bem em frente à cachoeira onde se tem uma visão privilegiada da queda d’água. Vontade não faltou para pular lá de cima naquele poço profundo e azulado. Faltou coragem mesmo!

Depois de aproveitarmos as belezas exuberantes daquele pedacinho de Cubatão voltamos para São Paulo com as forças recarregadas.

Valeu pessoal!

Até a próxima aventura.

11 abril 2015

18ª Etapa da Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Dia 11, voltamos à Redenção da Serra para continuarmos a Rota Sabedoria.

Desta vez, entramos pela parte velha da cidade ao lado da Igreja Matriz. Construída em 1882, hoje é considerada um monumento histórico de valor arquitetônico e urbanístico de interesse religioso tombado pelo Governo do Estado de São Paulo através do CONDEPHAAT desde 1982. A Igreja é o cartão de boas-vindas para todos que chegam à cidade. Como a maioria das cidades ela foi a referência para o surgimento de Redenção da Serra. Pena que a igreja estava fechada quando chegamos. Mesmo sabendo que poderia ser aberta para conhecê-la não quisemos incomodar o caseiro tão cedo.


Pegamos a única rua da vila e seguimos nossa rota. Era só a primeira subida do dia!

Contornamos a cidade por uma estrada de terra subindo uma pequena colina. No alto da colina do lado esquerdo fica a cidade velha com a igreja, o casarão e o cemitério, parecendo mesmo uma pequena vila antiga. Em frente, fica a represa que virou pasto e passagem de carros e por fim mais à frente à direita fica a cidade nova no alto da serra.

Seguindo a rota passamos por várias entradas de chácaras, sítios e fazendas com muitos animais pastando onde deveria ser a represa de Redenção da Serra. Vimos muitos pesqueiros desativados e abrigos para pescadores completamente abandonados por causa da estiagem.

Continuamos andando pela estrada que liga Redenção a Paraibuna. A paisagem não cansa os olhos. Muito verde, pássaros e animais de todos os tamanhos pastando de olho no movimento próximo a eles. Se a represa estivesse cheia seria mais um espetáculo a parte e enriqueceria nosso álbum com belas fotos.


Saímos um pouco da rota para conhecer o Alambique no sítio São José que produz a cachaça de forma artesanal. Foi uma parada obrigatória, claro!

Felizmente esse trecho da rota ainda está bem sinalizado com placas. Alguns moradores da região pararam para conversar com a gente e nos parabenizaram por estarmos fazendo a rota, e mais uma vez constatamos a mesma história de outros trechos, até então nenhum dos moradores locais tinha visto alguém fazer estas rotas.

Infelizmente parece que o Programa Caminha São Paulo está completamente abandonado. Tentamos por diversas vezes contato com a Secretaria de Turismo de São Paulo para saber mais sobre a volta do site e confirmar as informações, mas ninguém responde. É de causar revolta tanto descaso. Foi muito dinheiro investido sem nenhuma manutenção adequada. Falta muito interesse político para o desenvolvimento cultural e turístico aqui no Estado de São Paulo. Uma verdadeira pena ver um programa tão interessante para o turismo em geral ser tão mal tratado e sem coordenação adequada.

Por outro lado, ainda podemos comemorar algumas iniciativas em prol da cultura e da história como é o caso da Fazenda Valsugana.


Localizada na Estrada do Itapeva km 11,5 (trecho da rota), a fazenda está aberta desde 2009 para visitação. O turista que busca uma experiência rural regada à história cafeeira da região só tem a ganhar visitando o lugar. Fomos recebidos por Fabiano Margaritelli proprietário da fazenda que abriu as portas e nos convidou para tomar o café lá produzido. Ele nos apresentou as dependências da Casa Grande, o Museu particular, o Terreiro de Secagem de Grãos e a Casa dos Colonos. Tivemos uma aula de como viviam os Barões do Café, e claro, degustamos o saboroso café da fazenda. Foi sem dúvida nosso ponto alto do dia.

Os cafés produzidos na fazenda são: o Grão Mestre e Morro Alto. Em 2014 o Café Grão Mestre foi premiado como o Melhor Café Premium e o Morro Alto recebeu o prêmio de Melhor Café Especial nos últimos três anos. Sem contar ainda que a fazenda produz mel, cachaça, queijos, licores e doces. Agende uma visita e conheça um pouco da cultura cafeeira com quem entende do assunto. Você não vai se arrepender.


Voltamos para a estrada e alguns quilômetros à frente chegamos à Vila Itapeva. Nesse trecho fomos enganados por uma única placa da rota fora do percurso. Logo após a vila, tem uma rua de terra à direita e a estrada asfaltada à frente, por ambas se chega a Paraibuna. A tal placa está a 10 m à frente da rua à direita indicando seguir em frente pela estrada asfaltada, depois de subirmos por aproximadamente 700 m, e foi uma subida bem íngreme, percebemos que estávamos fora da rota indicada no GPS, então voltamos até a vila novamente para entrar na rua à direita e continuar nossa rota até Paraibuna. Mais uma vez quem colocou as placas não seguiu as coordenadas criadas para os caminhantes.


A tarde já estava terminando quando passamos por mais uma ponte onde certamente deveria ter água represada embaixo, mas a seca revelou a ruína de uma ponte antiga que certamente estava coberta pela água.

Por fim, a luz do sol foi brilhar em outras terras e a noite nos fez companhia por mais uma hora de caminhada até chegarmos à Rodovia dos Tamoios, bem próxima ao nosso destino final.

Demos o dia por encerrado para não corrermos o risco de caminhar pelo acostamento na Rodovia durante a noite.

Por razões que fogem ao nosso controle, infelizmente o Alexandre, o Argeu e a Cris não puderam estar com a gente nesse trecho percorrido. Que fique registrado: vocês fizeram muita falta!

E foi isso!

Até a próxima etapa!

Caminhantes: Jane, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Wilma.
Motorista de apoio: Sr. Carlos