Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, SP, Brazil
Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

20 novembro 2017

Cachoeira Saco Bravo - Paraty (RJ)








Aventura do feriadinho!







Feriado, e por ser perto da data do meu aniversário, eu que escolhi a trip da vez. Destino: Cachoeira do Saco Bravo.

Saímos de São Paulo às 7h do sábado, chegamos a Praia das Laranjeiras por volta das 11h. Deixamos os carros no estacionamento do Jeremias, um caiçara super animado de bem com a vida, que nos recebeu super bem, no local há banheiros com chuveiros super limpinhos. A diária do estacionamento sai por volta de R$ 20.


Arrumamos as malas, comemos o bolo de aniversário que eu ganhei dos meninos e saímos rumo a aventura. Cada um com seus 15 kg nas costas, rumo a Praia da Ponta Negra há 7,8 km dali.

A trilha é bem demarcada, limpa, com escadarias e toda sinalizada com placas de indicação. O calor e a umidade prejudicam bastante a caminhada. O suor não vai embora e te deixa super molhado. Vá com roupas leves e leve água. A hidratação é fundamental.


Após 3,1 km, chegamos a Praia do Sono, praia de águas cristalinas, com campings e alguns restaurantes. Td é bem rústico, não espere mto. (Ah, vc como bom aventureiro não espera msm, não é?!) Paramos para tomar um gelada e descansar um pouco. Em seguida, seguimos até o fim da praia, onde se inicia a trilha para a Praia dos Antigos, à 0,6 km da Praia do Sono. A subida é puxada e exposta ao sol, lá de cima, a vista da Praia do Sono, é incrível. 


A Praia de Antigos, é uma praia deserta, não tem nenhuma infraestrutura, no local é proibido o acampamento. É uma praia linda, de águas cristalinas e boa para banho. Fizemos uma pausa, andamos ao meio das pedras no canto direito da praia e logo seguimos em frente. Nosso objetivo era chegar a Praia da Ponta Negra.


A continuação da trilha é visível logo ao fim da praia, de lá até a Praia da Ponta Negra são aproximadamente 2 km, já estávamos cansados, então decidimos seguir direto e não parar na Praia dos Antiguinhos e nem na Cachoeira das Galhetas.

Enfim, depois de mto desgaste (Carregar a casa nas costa nem sempre é fácil!) chegamos a Ponta Negra, a praia é uma vila de Pescadores, a energia elétrica está chegando no local agora. Há apenas dois restaurantes, que vendem bebidas (geladíssimas, acredite!) e refeições. Td funciona a luz de velas. Há poucos campings, e mtos espaços de camping são ali msm, por onde todo mundo passa. O preço do camping é R$20/dia. 

Nessa de achar um camping e começar a montar as barracas, um casal simpático passou por nós puxando assunto. Conversa vai e conversa vem, e eu na cara de pau que todo bom viajante aventureiro tem, pleitei de acampar no quintal deles. Aceitaram!!! Opa! Foi a nossa sorte!!!

Rogéria e Paulo, o casal simpático que nos acolheu, tem uma casa um pouco mais afastada da praia, a casa é grande e bem estruturada, tem cozinha, utensílios, fogão a lenha, 2 suítes, e um quartão coletivo no andar de cima, mas nd de eletricidade ainda. Rogéria não deixou que acampássemos, colocou a gnt pra dormir na cama quentinha!!! Sorte, pq choveu as duas noite, e na última uma chuva torrencial.

Aproveitamos o final da tarde na praia, fizemos a janta no forno a lenha e passamos a noite num bate papo gostoso com nosso anfitriões.


No dia seguinte, após o café da manhã, partimos rumo a Cachoeira do Saco Bravo. E mais subida pela frente. A trilha tem cerca de 3 km, é um pouco cansativa, com algumas subidas desgastantes, e como sempre o calor e aquela umidade que num vai embora, te deixa ensopado, dificulta um pouquinho. A trilha é bem demarcada, há um ponto de água cerca de 1,5 km depois do inicio. 

Chegando lá, a vista é incrível, o mar, as pedras, a cachoeira. A descida até a cachoeira apresenta um pouquinho de dificuldade, pois é necessário descer uma pedra com uma certa altura. Há algumas cordas fixadas para auxiliar.


Passamos algum tempo por lá, aproveitamos a piscina natural que se forna no local, a bela paisagem, fizemos um lanche e retornamos. A volta é sempre mais rápida não?!

Chegamos por volta das 15h na Ponta Negra, a ideia era voltar até a praia do Sono e passar o final da tarde e a Segunda Feira lá, mas o horário não nos permitiria chegar. Decidimos passar mais uma noite em Ponta Negra, e voltar de barco até a praia de Laranjeiras, no dia seguinte.

Aproveitamos o restinho da tarde na praia, compramos um peixe fresco, umas geladas e fomos pra casa pra preparar o rango. Aproveitamos a noite com nossos anfitriões, comendo um peixe fresco feito na folha de bananeira no forno a lenha, a luz de velhas. Eita vidão!!!

No dia seguinte, pegamos um barco até a praia das Laranjeiras, o barco custa cerca de R$30/40 por pessoa. Chegando lá, seguimos até o estacionamento e retornamos a São Paulo.


Observações:

1) Pode-se chegar a Praia do Sono e da Ponta Negra por meio de barcos, eles saem de um pier que está localizado dentro de um condomínio fechado. O condomínio disponibiliza vans que transportam as pessoas de um ponto de ônibus próximo a vila até o pier, sem custo.

2) É possível chegar a Praia das Laranjeiras de ônibus partindo de Paraty.

3) Leve dinheiro em espécie, não aceitam cartões. 

4) O casal que nos recebeu disponibiliza a casa para aluguel  - contato: Rogéria (24)99860-7951

 Postado por Sara Caroline

15 novembro 2017

TRILHA DO CAMBRAIA E CACHOEIRA DO LAGEADO

Trilha realizada no meio da semana em pleno feriado de 15 de novembro.

Reunimos uma galera bem grande para essa trilha. Todos com a mesma vontade. Curtir uma caminhada e tomar um delicioso banho de cachoeira em Santo Antônio do Pinhal.

Chegamos cedo na histórica Estação de trem da cidade para um café da manhã e também um ponto de encontro para reunir todo o grupo.

Enquanto o povo ia chegando fomos até o mirante ao lado da Estação onde temos uma visão muito privilegiada da Serra da Mantiqueira com vistas para as cidades do Vale do Paraíba.

Depois de reunir a turma toda, seguimos para o inicio da trilha que começa perto do centro da cidade.

Caminhamos por estradas rurais por onde passavam tropeiros indo e vindo de Minas Gerais trazendo mercadorias e especiarias.

Próximo ao final da trilha demos uma pequena escapada para Sorveteria da cidade no meio da Serra. Sorvetes premiados direto da Fazenda, tudo de bom e em boa hora!

Após essa breve pausa seguimos até a Cachoeira do Lageado para nos refrescarmos com as águas geladas da Serra.

Nos divertimos muito, conhecemos gente nova, formamos novas amizades com pessoas que curtem e respeitam a natureza por onde andam.

Valeu galera!

Mais um dia fantástico com gente que sabe fazer a diferença!


Até a próxima aventura! 



11 novembro 2017

10ª Etapa Passos dos Jesuítas – Anchieta – 2ª Edição

Dia 11 de novembro descemos até o Forte dos Andradas no Guarujá para darmos continuidade na rota.

Nossa intenção era fazer uma visitação com tour monitorado nas instalações do Forte, previamente agendado, mas as chuvas da madrugada e o tempo muito fechado pela manhã nos impediram e por questões de segurança a visitação foi cancelada.

Então só nos restou a caminhada original da Rota.

Caminhamos até a Praia do Tombo, ponto de parada na rota anterior e seguimos nosso itinerário sempre pela orla da praia.

Em alguns trechos, sempre que podemos, abandonamos o trajeto original para conhecer alguns pontos turísticos das regiões por onde passamos e isso não foi diferente no Guarujá.

Saímos da rota para subir no Mirante da Caixa D’água. Esse Mirante é muito procurado por praticantes de Parapente, localizado entre as Praias do Tombo e das Astúrias.

Descemos o Mirante da Caixa D´água para subir outro mirante em seguida, o Mirante das Galhetas. Este tem vista para o mar aberto entre as praias citadas acima com fortes ondas batendo nas rochas criando um espetáculo à parte. Descemos nas pedras para fazer algumas belas fotos para depois seguirmos em frente.

Percorremos toda orla das praias Astúrias e Pitangueiras até chegarmos ao Morro do Maluf, localizado no final da Praia Pitangueiras divisa com a Praia Enseada.

“Nesse meio tempo paramos da Secretaria de Turismo de Guarujá onde deveria ter um pórtico para registrar nossa passagem, mas infelizmente só encontramos a base de concreto no local onde o mesmo deveria estar. Parece mentira, mas esse é o terceiro pórtico seguido que não existe nos locais indicados no programa e o pior é que nem os agentes de turismo da Secretaria de Turismo local sabiam da existência do pórtico por ali. Só não é mais decepcionante porque a rota compensa ser feita e apreciada, mas a organização do Caminha São Paulo é muito falha (bota "MUITO" nisso) na manutenção e nas informações para os caminhantes.”

Voltando ao Morro do Maluf. O visual é belíssimo! As ondas batendo na encosta e paredes do morro são de causar um certo encantamento com a beleza do local. Só isso já valeria a pena subir até ali andando fora da rota, mas somos exploradores natos, pulamos o muro sem cerimônias e subimos uma pequena trilha até o cume do Morro.

O Morro é um lugar perfeito para praticantes de rapel. Uma das paredes tem até 100 metros de altura proporcionando muita adrenalina aos corajosos e também é ideal para voos de parapente e outros esportes radicais. Curtimos o visual, tiramos mais fotos e seguimos em frente.

Percorremos toda extensão da Praia Enseada passamos em frente ao Aquário da cidade e seguimos até o final da orla onde somos obrigados a dar a volta no morro por conta dos condomínios fechados.

Um pouco mais a frente saímos da rota mais uma vez para conhecer mais uma das belas praias do Guarujá, a Praia do Éden.

O nome já diz muito sobre o local. A Praia do Éden é uma pequena praia escondida atrás de um dos morros da cidade, o acesso é bem fácil, mas recomenda-se um pouco de cuidado, por conta de assaltos no entorno. Vimos vários vidros de carros quebrados e alguns garotos de bicicleta rondando os carros estacionados na rua. Não existe qualquer tipo de segurança no local, até mesmo porque para acessar a praia é necessário descer uma pequena trilha e os carros ficam fora da vista dos visitantes, mas falando sobre a Praia vale dizer que é belíssima! Tem uma pequena extensão de areia e muitas pedras na encosta onde as ondas criam um espetáculo a parte com um visual digno de praias paradisíacas com montanhas, mar aberto, areia, águas cristalinas e típica praia de tombo.

Depois de mais alguns cliques, resolvemos finalizar nossa caminhada com esse visual.

Ao todo somamos mais de 20 km de caminhada só nessa etapa.

Agora falta pouco para finalizar o trecho que envolvem a cidade e as praias do Guarujá.

Até a próxima etapa!







04 novembro 2017

Pedra da Macela e Cachoeiras - Cunha (SP)






3 dias por uma região encanadora!!!





Feriadão, e é claro, não iriamos ficar atoa. Partimos rumo a Cunha!!! Saímos de São Paulo aproximadamente as 7 h da manhã, chegamos a Cunha por volta das 10 h. Uma parada rápida na padaria para um café e uma volta na praça central da cidade, para matar a curiosidade.

Após, seguimos para a Cachoeira do Desterro, cerca de 11 km do centro da cidade. A Cachoeira é linda, pertence a uma propriedade particular, pedimos a permissão aos proprietários para conhece-la, a entrada foi gratuita.

Para chegar até a queda, existe uma pequena trilha, curta, bem demarcada e de nível fácil. Há acesso a parte superior e inferior da Cachoeira. O local é bem gostoso e oferece uma pequena "prainha" e poços para banho.

Cachoeira do Desterro

Após o banho gelado, partimos rumo ao nosso próximo destino, a Cachoeira do Pimenta. A Cachoeira fica na mesma estrada da cachoeira do Desterro, alguns quilômetros à frente. É possível vê-la da estrada. É linda e enorme!! O acesso também é gratuito, e o local conta com uma lanchonete. A Cachoeira possui diversas quedas que podem ser acessadas por trilhas. 

Uma das quedas da Cachoeira do Pimenta

Saindo da Cachoeira do Pimenta, seguimos rumo a Pedra da Macela, o tempo estava feio, fechado e a neblina tomava conta da paisagem. Mas chegamos, arrumamos as mochilas e seguimos morro acima.

OBS.: Ao chegar no estacionamento na base da pedra da Macela, observamos muitos vidros de carros quebrados no chão, e ultimamente há muitos relatos de furtos aos carros no local. Então deixamos os carros em uma propriedade particular próxima do estacionamento, conversamos com o dono e ele cobrou R$20 por carro. Fica a dica!!

A subida para o cume, cerca de 2,5km, é íngreme, feita por uma estrada desativada. Um pouco cansativa quando se carrega a "casa" nas costas.

Subida - Pedra da Macela

Ao alcançarmos o cume, ainda sem visibilidade nenhuma. Montamos acampamento, fizemos o jantar e aproveitamos a noite. Nada de pôr do sol.

No dia seguinte, acordamos com um surpreendente nascer do sol. Que valeu a noite fria e fechada no cume. Assistimos o espetáculo, tomamos café da manhã e arrumamos as "tralhas" para descer.

Nascer do Sol - Pedra da Macela

Na sexta-feira, após descer da Pedra da Macela, partimos rumo ao Parque da Serra do Mar, onde fizemos uma trilha de 14 km (ida e volta), passando por algumas Cachoeiras. Essa trilha deve ser agendada com antecedência.

O parque possui uma boa estrutura, com banheiros, chuveiros, bebedores. Há outras trilhas no local que podem serem feitas sem agendamento e monitoria.

Uma das cachoeiras do Parque Estadual Serra do Mar - Cunha

Após deixarmos o parque, fomos até a pequena Vila que fica na estrada de acesso ao Parque para almoçar. Depois de "matar o que estava nos matando" seguimos para o Camping Tangará, a 8 km do Parque.

O Camping é aconchegante, bem estruturado, com banheiros, chuveiros quentes, um fogareiro com 2 bocas, pequena pia, uma messa grande para refeições. Fica ao lado do rio, e é possível ver alguns pássaros, como beija-flor e pica-pau.

Sidney, o proprietário, nós acolheu super bem. É super prestativo, atencioso, e muito cuidadoso com o local. É possível, encomendar com ele garrafas de café, bolos e coxinhas para o café da manhã se desejar.

Passamos a noite em volta da fogueira, bebendo a cerveja gelada no rio, e babata assada na brasa.

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã. As coxinhas são fantásticas!!!! Depois saímos rumo a Cachoeira do Faé, que fica praticamente dentro do Camping.

Após voltarmos da Cachoeira, desmontamos acampamento e partimos rumo a São Paulo, no entanto fizemos uma paradinha na Cachoeira Grande, que fica em Lagoinha.

O local é bem estruturado, conta com lanchonete, restaurante, banheiros, vestiários. É possível fazer rapel e tirolesa no local. Paga-se a entrada.

Cachoeira Grande - Lagoinha

Participantes: Sara, Marcos, Tsuda, Ana, Joyce, Jane, Luis, Bruno e David.

 Contatos:

Parque Estadual da Serra do Mar - Cunha: (12) 3111-2353

Camping Tangará: (12) 99775-9833


Postado por Sara Caroline

16 outubro 2017

Pirenópolis - GO




Feridão do dias das Crianças no Planalto Central






Partimos rumo ao Planalto Central para conhecer Pirenópolis, nosso voo saiu cedinho de SP com destino a Goiânia, chegando lá alugamos um carro para ter autonomia durante nossa aventura. Para nossa estadia em Pirenópolis, alugamos uma casa.

Pirenópolis é uma cidade pequena, fica a 130 km de Goiânia e a 152 km de Brasilia. Bem aconchegante, charmosa, com muitos restaurantes, bares e comodidades, museus, igrejas e toda a parte histórica, mas o que encanta mesmo são os atrativos naturais: as cachoeiras.

Nossa primeira parada foi a Cachoeira da Usina Velha, a escolha foi pela proximidade da cidade, e devido ao tempo que tínhamos. O local é estruturado com banheiro e uma pequena lanchonete. É possível subir ao longo do rio e encontrar algumas piscinas naturais para fugir da muvuca. Conta com uma cachoeira e com a queda que provem da antiga barragem.

 Cachoeira da Usina Velha - Queda da Barragem

No segundo dia seguimos para a Cachoeira dos Dragões, distante uns 40 km da cidade. O complexo conta com 8 cachoeiras que podem ser visitadas por meio de uma trilha circular de aproximadamente 4,5 km. Na recepção há banheiros. E é aconselhável ir de tênis e levar água e um lanchinho pra enganar a fome.

3ª Cachoeira - Pérola do Dragão

 4ª Queda - Cachoeira das Nuvens do Dragão

Saindo da Cachoeira dos Dragões seguimos para a Cachoeira do Rosário, é bem próxima e fica na mesma estrada. O local conta com um restaurante, duas piscinas naturais, uma queda de 22 m, uma gruta, e tudo pode ser aproveitado seguindo por uma trilha circular de 1,5 km. Aproveitamos para ver o por do sol lá. E é lindo!!!

Cachoeira do Rosário

No terceiro dia fomos para a cachoeira Bonsucesso, próxima a cidade, está distante uns 5 km. O complexo conta com um restaurante, banheiros, algumas lojinhas de "souvenirs" e 5 cachoeiras. A trilha tem cerca de 2 km.

  1ª Queda  - Cachoeira Bonsucesso
3ª Queda - Cachoeira Bonsucesso

Pela tarde queríamos ir a cachoeira do Abade, mas ouvimos que houve fila de espera para entrar nela no dia anterior, decidimos então seguir para cachoeira do Lazaro e Santa Maria, no entanto também achamos que iria estar super lotada e um dos nossos amigos já tinha estado lá. Decidimos então seguir para a Cachoeira do Coqueiro e da Garganta.

O local conta com um quiosque, banheiros, piscinas naturais e duas cachoeiras. 

Cachoeira do Coqueiro

Já que seria nosso último dia em Pirenópolis, queríamos ver nosso último pôr do sol em um lugar privilegiado. Saímos da cachoeira rumo ao Pico do Pirineus, com 1.385 m é o ponto mais alto da região, em seu topo existe uma capela dedicada a Santíssima Trindade, a subida tem cerca de 400 m.

Pôr do Sol no Pico dos Pirineus

No domingo, ajeitamos as coisas e seguimos rumo a Brasilia, de onde partia nosso voo para casa. Aproveitamos para conhecer um pouco a cidade e esturricar no sol.

Memorial JK - Brasília

Observações:

Todas as cachoeiras são em propriedades particulares e o custo é entre R$ 20 e R$40.

Participantes: Sara, Tsuda, Will, Jane, Joyce e Aninha.

Postagem por Sara Caroline

07 outubro 2017

9ª Etapa Passos dos Jesuítas – Anchieta – 2ª Edição

Dia 7 de outubro descemos mais uma vez para baixada santista para realizarmos mais um trecho da rota, dessa vez entre Santos e Guarujá.

Mas antes de seguirmos em frente, nossa primeira parada foi para ver os destroços que surgiram com a maré baixa na Praia do Embaré.

Segundo documentos e registros antigos, trata-se do veleiro Kestrel de três mastros, de bandeira inglesa que naufragou naquele trecho da orla de Santos em 11 de fevereiro de 1895.

Logo em seguida paramos próximo ao Aquário de Santos por dois motivos. Primeiro para ver se alguém saberia nos informar onde foi parar o Pórtico que deveria estar ali, mas quem possivelmente poderia saber até aquela hora não tinha aparecido para trabalhar na Secretaria de Turismo de Santos. Mais uma vez ressalto a necessidade da coordenação do Programa Caminha São Paulo rever a questão dos pórticos e sinalização para auxiliar os caminhantes. Nosso segundo motivo foi para visitar os destroços da outra embarcação que surgiu com a maré baixa. Esse destroço se trata do navio Recreio encalhado desde 1971 na faixa de areia da Ponta da Praia. 


Apesar da prefeitura local ter cercado os dois locais, presenciamos vários turistas andando descalços por cima dos destroços correndo riscos de acidentes.

Voltando a nossa rota.

Atravessamos mais uma vez o canal em direção a Fortaleza Santo Amaro da Barra Grande localizada no Guarujá. Aguardamos o Monitor Ivan terminar uma excursão com um grupo de estudantes para enfim nos guiar pela Trilha do Paiol. Essa trilha passa por um antigo Mirante e o Paiol da Fortaleza, ambos em ruínas. A trilha é bem curta, não deve ter mais que 300 m e não requer nenhum preparo físico do aventureiro, mas valeu muito a pena esperar e registrar mais um monumento esquecido da nossa história.

Logo em seguida descemos por uma trilha de encosta em direção à Praia do Góis. Com aproximadamente 250 m de faixa de areia, ela é uma praia bem pequena e tranquila. O principal objetivo da nossa ida até lá foi visitar as ruínas do Fortim do Góis ou Forte Góis. Essas ruínas fazem parte do Complexo da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande. O Fortim foi construído em 1765 para auxiliar na proteção da entrada do canal de Santos. Infelizmente esse forte está em ruínas e em completo abandono apesar de ser mais um monumento tombado pelo IPHAN desde 1964, uma situação bem diferente da que encontramos na Fortaleza vizinha. Uma pena vê-lo com lixo acumulado em seu entorno e algumas pichações em sua muralha de pedra. O forte foi importante para a segurança e defesa da entrada de Santos. Ele defendia desde a Ponta dos Limões até a praia e cruzava fogos com o Forte Augusto* contra os ataques e invasões de piratas.
*também conhecido como: Forte da Estacada, Forte da Trincheira ou Forte do Castro, hoje é o Museu da Pesca de Santos.


Depois de alguns momentos por lá retornamos ao caminho original da rota seguindo pela Estrada Santa Cruz dos Navegantes. Essa estrada serpenteia alguns morros e montanhas do Guarujá escondendo algumas praias desertas como: Praia do Sangava, Ilha das Palmas e Saco do Major, essa última dentro da boca do Dragão. Nossa intensão era percorrer por trilha todas essas praias, mas infelizmente as chuvas que caíram durante a noite anterior ainda persistiam pela manhã e por motivo de segurança preferimos não varar o mato para alcança-las, mas não deixamos por menos, após percorrermos a estrada, saímos da rota original mais uma vez para visitarmos a bela Praia do Guaiuba.

Cercada por montanhas dos dois lados, a Praia Guaiuba é uma praia bem tranquila, pouco movimentada na baixa temporada, com águas claras e cristalinas e pequenas ondas. Sua extensão é de aproximadamente 900 m e é uma excelente escolha para dar aquela relaxada longe da agitação e correria da cidade.

Por fim, chegamos a Praia do Tombo onde finalizamos nossa caminhada somando pouco menos de 15 km entre as trilhas, praias e monumentos.

Ah! É claro que não faltou muita risada o tempo todo.

Valeu turma!

Até a próxima etapa.







01 outubro 2017

Trilha das Árvores Gigantes e Acampamento Cachoeira do Saltão

Juntamos a turma mais uma vez para encararmos outro acampamento no interior de São Paulo.

Rodamos mais ou menos 550 km entre São Paulo e nossos destinos (ida e volta).

Nossa primeira parada foi no Parque Estadual de Porto Ferreira na cidade que leva o mesmo nome do parque.

A vegetação do Parque é tipicamente de Cerrado e Floresta estacional semidecídua. Lá fizemos a Trilha das Árvores Gigantes, piso de terra batida com aproximadamente 3,5 km de extensão (ida e volta), essa trilha é bem demarcada com placas indicativas durante o trajeto.

Essa é uma das 40 trilhas do Passaporte Trilhas de São Paulo, uma ideia do Governo Paulista para incentivar a visitação nos parques estaduais. Pena que esse programa de incentivo está abandonado, raramente se encontra alguém fazendo essas trilhas e carimbando os passaportes (outro item raro de ser encontrado).

Mas voltando a trilha. Ela é bem suave e não requer nenhum preparo físico especial do aventureiro, apenas atenção e admiração pela natureza em sua essência. Durante a trilha encontramos muitos macacos-prego, uma infinidade de árvores de todos os tipos e tamanhos (figueiras, jatobás, pau d’alho, entre outras, por fim chegamos ao ponto alto da trilha que é o Jequitibá-Rosa gigante com 2,54 m de diâmetro, sua altura gira em torno de 40 m e idade estimada em 600 anos.

Após a trilha rodamos uns 100 km de estrada rumo a melhor parte da aventura: o Acampamento em Itirapina na Cachoeira do Saltão.

Ah! Chegamos embaixo de chuva, montamos as barracas uma a uma com a ajuda dos amigos e quando tudo estava pronto, parou de chover. Legal né!

O camping é bem estruturado com restaurante, mercearia, piscinas adulto e infantil, quiosques com churrasqueiras, banheiros com chuveiros quentes e excelente área de camping. Sem contar a grande variedade de pássaros cantando o tempo todo. Não dá pra esquecer é claro das famosas cachoeiras: do Saltão com seus 75 m de altura, da Ferradura com 47 m, mas essa cachoeira está mais para uma pequena nascente com pouca água que escorre pelas paredes e vegetação parecendo chuva constante e finalmente a cachoeira do Monjolinho com aproximadamente 12 m de altura.

Nem preciso dizer que entramos nas duas principais cachoeiras né? Além do nosso grupo, tinha várias pessoas admirando as cachoeiras, mas ninguém com coragem de entrar na água. Bastou “os doídos” entrarem e alguns visitante “mais corajosos” seguiram nossos passos. É causamos isso nas pessoas rs.

Mas infelizmente o fim de semana acabou. Então desmontamos nossas barracas e tomamos o rumo para São Paulo sãos e salvos e de alma lavada com mais uma bela aventura na memória. 





10 setembro 2017

Acampamento na Serra da Bocaina

Nada como pegar a estrada para ficar completamente isolado de tudo, sem TV, sinal de celular, wifi, sem contato com a poluição das cidades grandes.

Aproveitamos o feriadão para fazer algumas trilhas no Parque Nacional da Serra da Bocaina em São José do Barreiro, SP.

1º dia - montagem do camping e Trilha da Pedra da Bacia somando 18 km de trilhas subindo e descendo algumas montanhas com direito a um pôr do sol inesquecível.





2º dia - trilhas das cachoeiras. Na sequência: Cachoeira do Paredão, Cascata da Onça, Cachoeira Santo Isidro e das Posses, uma melhor que a outra somando mais 25 km de trilhas.




3º dia - trilha Pico Tira Chapéu o mais alto do Estado de São Paulo. Essa foi a mais puxada em intensidade pela grande subida até o cume, mas o visual compensa qualquer esforço gasto para contemplar aquelas montanhas e ondulações verdejantes por todos os lados. Na descida passamos pelas Ruínas da Casa de Pedra e encerramos o dia na Cascata do Lagarto somando 18 km de caminhada.






4º dia - finalizamos nossa aventura com um passeio mais tranquilo, dando uma passada rápida pela Rampa de Voo Livre para mais alguns clicks e fechamos nosso fim de semana no Cachoeirão nas proximidades do Bairro do Formoso.



Ufa!

Foi intenso! Mas valeu cada minuto por lá!

Na região existem boas pousadas com área de camping como: Lageado, Recanto da Floresta, Conde D'éu, Dona Esmeralda...

Cada uma com características únicas. Dos estilos mais rústicos aos mais aconchegantes.

Custo médio para um fim de semana de feriado prolongado varia entre R$ 320,00 a R$ 480,00 por pessoa com café da manhã e janta inclusos (questão de negociar com cada um deles o que é mais conveniente para seu grupo).

A distância de São Paulo até São José do Barreiro é de 280 km e da praça central da cidade até o Parque Nacional da Serra da Bocaina são mais 25 km de estrada de terra subindo a Serra.

Região fria por natureza, recomenda-se ir bem preparado para enfrentar o frio da madrugada.

02 setembro 2017

8ª Etapa Passos dos Jesuítas – Anchieta – 2ª Edição

Dia 02 de setembro descemos novamente até a baixada santista para mais uma etapa da rota. Dessa vez fizemos o trecho alternativo que liga a cidade de Cubatão ao Centro Histórico de Santos. Sem dúvidas foi o trecho com mais atrativos turísticos e culturais até agora.

Nossa primeira parada foi na Praça do Cruzeiro Quinhentista um monumento de 1922. Esse é mais um monumento integrante do circuito histórico da Estrada Velha de Santos, apesar de estar localizado fora do Parque Estadual Serra do Mar. A praça é uma referência entre o caminho antigo que ligava o Porto de Cubatão ao Planalto de Piratininga (São Paulo) construído no ponto de encontro do Caminho do Mar com o Caminho do Padre José de Anchieta (hoje inexistente nesse trecho). A praça é toda azulejada com os mesmos detalhes encontrados ao longo da Estrada Velha de Santos.

Após alguns metros de caminhada e encontramos o Marco Zero de Cubatão. Se não prestar atenção esse pequeno monumento pode passar despercebido.

Seguindo nosso roteiro paramos no Largo do Sapo para registrar nossa passagem no oitavo pórtico da rota, já que o pórtico de Santos em frente ao aquário sumiu.

Esse Largo não foi escolhido à toa para receber um pórtico da rota. Ele faz parte da história. No século XVII foi desenvolvido ali o primeiro posto alfandegário do País, representado pelo “pedágio” que os padres jesuítas cobravam dos tropeiros que subiam as encostas da Serra do Mar com suas cargas para São Paulo de Piratininga. No centro da Praça existe um monumento que relembra os canoeiros que faziam o transporte de mercadorias para o porto.

Continuando a caminhada passamos em frente a Biblioteca Municipal de 1936 com sua fachada tombada pelo patrimônio histórico. Um pouco mais a frente entramos no Parque Anilinas, antiga Fábrica de Anilinas de Produtos Químicos. O local hoje é um belo parque com animais silvestres, casas antigas que serviam de moradia para os trabalhadores da Fábrica, uma pequena Capela dedicada a São Lázaro, um parque com quadras poliesportivas, teleférico, Casa da Memória, cinema e uma locomotiva antiga em exposição permanente.

Na mesma calçada ainda passamos pela Estação Ferroviária de Cubatão, hoje abriga a Estação da Artes, mas até poucos anos atrás (1995) ainda transportava passageiros. Uma verdadeira pena constatar que nossa história férrea está abandonada. Estações como a de Cubatão tem uma grande importância histórica para ficar em desuso. Lamentável!

Depois desse ponto seguimos para Santos onde viajamos literalmente pela história.

Nossa primeira parada foi no MASS – Museu da Arte Sacra de Santos, Igreja Nossa Senhora do Desterro e Mosteiro São Bento. A construção da Igreja é datada de aproximadamente 1630, seu interior é retratado pelo estilo Barroco, rica em ornamentos decorativos. O Museu conta com acervo com mais de 600 peças sacras e religiosas. Todo complexo é tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

Em nosso roteiro original não envolvia uma visita ao Palácio Saturnino de Brito, mas já que estávamos por lá não nos custou nada fazer uma parada rápida para conhecer suas dependências e história de um dos mais importantes sanitarista do Brasil. No Palácio existe uma exposição de fotos, documentos, plantas, materiais e móveis. Tudo voltado para construção dos canais de Santos e todo o processo de saneamento da baixada.

A poucos metros na mesma calçada chegamos à escadaria e ao Bonde que leva até o cume do Morro de Mont Serrat. Aqui você pode escolher como deseja subir, encarando os 409 degraus, ou sobe de bonde, diga-se de passagem, o único em atividade no Brasil que ainda usa o sistema funicular. No nosso caso subimos de bonde mesmo. No final da subida chegamos no antigo Cassino Mont Serrat, hoje abriga uma cafeteria com muito espaço e geralmente é alugado para festas em geral.

No alto do morro está a Igreja de Mont Serrat. São mais de 400 anos de história onde a Nossa Senhora de Mont Serrat atendeu as preces do povo e frustrou os planos dos piratas holandeses durante a invasão da cidade em 1614. Segundo relatos o povo se refugiou no alto do morro e um desmoronamento soterrou os corsários. Esse evento foi interpretado como um milagre atribuído à Nossa Senhora de Mont Serrat.

Ainda por lá tivemos uma aula de como funciona o sistema funicular vendo as engrenagens rodando e todo sistema sendo operado pelos funcionários da casa de máquinas.

Depois de muitas fotos e ter contemplado a cidade de Santos lá do alto, seguimos para nosso nono pórtico da rota no Outeiro de Santa Catarina que para variar o mesmo se encontrava fechado dentro das dependências do Outeiro. Esse fato deixa o caminhante em uma situação embaraçosa, já que o pórtico está mais ou menos 15 metros do alcance dos caminhantes. Nossa solução foi pular o portão para registrar nossa passagem e voltar para a nossa caminhada. Fica a dica para os futuros caminhantes e para a coordenação do programa para reverem esses pequenos erros de instalação (que são muitos) e mudarem a localização para mais perto do portão facilitando a vida do caminhante e evitando desgastes desnecessários.

Bem ao lado do Outeiro está a Casa do Trem Bélico, um antigo prédio de edificações militares de 1640 e tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1940. Claro que paramos lá também. Rimos muito com a apresentação do Zé Corneteiro e suas brincadeiras cheias de histórias. Tivemos uma verdadeira aula divertida sobre o local, sua função e uso. Foi muito bom ter interagido com nossos anfitriões.

No caminho ainda passamos em frente à Igreja do Carmo que infelizmente estava fechada, e bem ao lado da Igreja paramos no Pantheon do Andradas.

O Pantheon dos Andradas é o jazigo das cinzas de José Bonifácio de Andrade e Silva, o Patriarca da Independência e seus irmãos. Abriga valiosos quadros em bronze que descrevem cenas da vida do Patriarca. O Monumento foi tombado pelo CONDEPASA (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos) em 1993.

Durante nossa caminhada pelo Centro Histórico ainda passamos pela Casa da Frontaria Azulejada, construída em 1865 para residência e armazém. Ela tem a fachada em estilo neoclássico toda decorada com mais de sete mil azulejos em alto relevo.

Estávamos quase no final do dia de caminha e um dos pontos mais importantes de Santos não poderia ficar de fora da rota. Estou falando da Bolsa do Café. A Bolsa do Café foi criada em 1917, o prédio que passou a abriga-la foi inaugurado em 1922 em estilo eclético inspirado no Renascimento Italiano. Construído com materiais importados, em seu interior poder ser apreciadas obras importantes de Benedicto Calixto. Tombado pelo CONDEPHAAT em 1981 e pelo CONDEPASA em 1990 e em 2006 pelo IPHAN. O prédio abriga o Museu do Café com obras e exposição permanente sobre a história do café no Brasil, além de uma cafeteria na entrada onde o turista pode degustar bons cafés revivendo um pouco da história.

Para finalizar o roteiro cheio de estilo, fizemos um passeio de bonde pelas ruas e avenidas do Centro Histórico de Santos, revendo basicamente tudo por onde passamos durante o dia na caminhada.

Sem dúvida foi um dia muito especial, cultural e cheio de histórias.

Com certeza andamos bastante! 

Não há forma melhor para fechar esse dia do que sentando em um dos botecos antigos no centro velho e rir das nossas histórias com essa turma sempre animada até o último instante.

Valeu turma pelo dia.

Que venham novas e boas histórias nos próximos trechos da rota!

Até a próxima caminhada.