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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

09 julho 2016

7ª Etapa – Caminho da Fé – Consolação a Paraisópolis

Dia 9 de Julho é um dia que traz muitas lembranças aos paulistas. Essa data é considerada uma das mais importantes do Estado de São Paulo onde lembramos com pesar e orgulho da Revolução Constitucionalista de 1932 ou Guerra Paulista para alguns, e foi nesse dia que literalmente “invadimos” os territórios mineiros para realizar mais um trecho da caminhada.


Logo que saímos da Rodovia Fernão Dias atravessamos a cidade de Cambuí para acessar as estradas que nos levariam ao início dessa etapa. Entre Cambuí e Consolação são aproximadamente 25 quilômetros de estrada de terra passando por sítios e fazendas, mas no meio do caminho paramos na Cachoeira Três Irmãos para começarmos bem o dia.

O lugar estava em reformas devido às chuvas fortes no mês anterior que destruíram todo o entorno do sítio com a força da correnteza. Ficamos ali por alguns minutos conversando com o dono do lugar que estava trabalhando para deixar tudo arrumado a fim de reabri-lo em agosto e voltar a receber visitantes.

Depois dessa pequena parada seguimos para Consolação.


“Consolação teve sua origem um pouco diferente da maioria das cidades do Sul de Minas. No final do século XVIII o senhor Francisco Borges de Castro recebeu do Governo Português uma Sesmaria, hoje correspondente ao município de Consolação em sua totalidade e parte dos outros municípios vizinhos. Alguns registros de 1824 revelam que havia em Santana do Capivari uma capela curada e em outros registros de 1834 a população pleiteou a elevação da Capela a Curato criando assim o Curato de Nossa Senhora da Consolação do Capivari. Em 1923 a denominação do distrito mudou de Capivari para Tapari. Em 1943 o nome foi mudado novamente para Consolação com a criação do município, mas só em 1962 Consolação foi elevada a categoria de Cidade, sendo emancipada em 1963”.

Logo que chegamos à cidade fomos recebidos por um bando de pássaros de todas as espécies e cores. Foi um verdadeiro colírio para os olhos ver tanta diversidade em algumas árvores na praça central ao lado do coreto.

Passamos pela Igreja da Matriz Nossa Senhora da Consolação de Capivari. Essa igreja teve sua origem em 1821 e a sua criação foi em 1857. Já a atual igreja teve o início da construção em 1933 e foi inaugurada em 1947. 


Deixamos o coreto e a igreja para trás e seguimos rumo a Paraisópolis.

No caminho passamos por algumas capelinhas e por várias estradas rurais e aos poucos a cidade de Consolação foi sumindo no horizonte ficando encoberta pelas montanhas ao redor.

Saímos da estrada pavimentada e voltamos à estrada de terra, passamos por uma ponte interditada onde os carros de apoio não poderiam passar e tiveram que fazer um caminho alternativo.

O tempo todo encontramos com pessoas sempre dispostas a puxar “um dedo de prosa” com os caminhantes da rota esbanjando a tradicional simpatia mineira.


Passamos pela Vila da Pedra Branca, por sinal uma pedra gigante e imponente. Devemos montar uma exploração em alguma trilha por lá e também seguir para o lado oposto do Caminho da Fé atrás de uma cachoeira no bairro vizinho.

É claro que não podemos esquecer das tradicionais subidas e descidas das estradinhas mineiras, elas também fizeram parte desse trajeto o tempo todo.

Por fim chegamos à Paraisópolis quase sem forças para continuar a caminhada. Paramos na primeira igreja da cidade seguindo a rota, a Igreja Nossa Senhora Aparecida que fica dentro do Asilo São Vicente de Paula, mas infelizmente estava fechada. Logo em seguida chegamos à Praça da Igreja Matriz de São José. A Matriz foi construída no início do século passado e é o ponto central da cidade.

Ao lado da igreja paramos para tomar um lanche, diga-se que foi super-recomendado por moradores como o melhor lanche de calabresa da cidade, mas não era aquelas coisas não, além de pequeno era caro (proporcionalmente falando).

O dia estava chegando ao fim, mas resolvemos conhecer alguns pontos turísticos da cidade e alguns prédios históricos.


Descemos até a antiga Estação de Trem de Paraisópolis que é muito charmosa e bem cuidada por sinal. Ficamos por ali até o sol se pôr criando um espetáculo à parte para completar nosso dia de caminhada.

Na volta ainda passamos em frente ao Paço Municipal da cidade, um prédio imponente e muito bonito, construído na década de vinte para abrigar o Fórum da cidade. Hoje o prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico do Município.

Voltamos para a praça central e nos preparamos para voltar para casa. Estamos certos que ainda passaremos por mais alguns pontos importantes nessa cidade, mas ficará para a próxima etapa.

Por hoje foi isso, pessoal.

Até a próxima etapa!

Caminhantes: Cris Senkiw, Jane Ribeiro, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Rosangela Sotelo, Wilma Custódio e Seu Carlos Tsuda.

26 junho 2016

Tribo Guarani Itaóca – Mongaguá – SP

Dia 26, reunimos a turma para uma aventura cultural diferenciada. Descemos até Mongaguá no litoral sul de São Paulo rumo à Aldeia Indígena Guarani Itaóca onde fomos recepcionados por nosso amigo, o Cacique Verá Mirim, nome de registro Danilo.

Durante nossa permanência na aldeia tivemos uma grande aula sobre a cultura e costumes da tribo. Ouvimos uma palestra bem descontraída, mas muito educativa sobre a luta indígena pelo reconhecimento e manutenção da cultura entre eles e o convívio com o homem branco.

Depois da aula subimos para a aldeia onde os mirins fizeram uma apresentação de dança e logo em seguida fomos convidados a participar de outra dança, essa conhecida como: “Xondaro”.

Foi muito bonito ver nosso grupo e o pessoal da tribo lancharem juntos. Sem dúvida foi uma das imagens mais bonitas do dia! Aproveitamos para comprar alguns artesanatos produzidos por eles.

Atualmente a tribo está reconstruindo a Casa de Reza e torço para que tudo fique pronto logo. Danilo! Estamos à disposição para amassar barro e ajudar no que for preciso. É só chamar!

Foi um dia muito especial. Todos colaboraram e doaram alimentos e valores. Diga-se que a tribo não cobra absolutamente nada para apresentar a sua cultura a quem estiver interessado, mas fizemos questão de ajudar de alguma forma. Isso é muito pouco comparado ao que aprendemos com eles em poucas horas.

Agradeço a todos que participaram desse evento cultural.

E um grande obrigado ao Danilo pela disposição e atenção ao nosso grupo durante todo tempo que estivemos na aldeia. Conte com a gente sempre que precisar!



Até a próxima pessoal!

12 junho 2016

Rapel na Pedreira de Rio Grande da Serra

Em pleno Dia dos Namorados juntamos uma galera disposta a encarar novos desafios e o próprio medo.

O dia amanheceu mais gelado que o normal para essa época do ano e mesmo assim a turma não se rendeu ao frio.


Subimos a trilhazinha na encosta da pedreira até alcançarmos o topo e iniciarmos a nossa diversão.

Do alto da pedreira temos uma boa visão da região. Para todos os lados a vista é de uma grande área verde preservada e isso tudo tão perto da grande cidade de São Paulo.

Começamos descendo uma parede com aproximadamente 20 m servindo de treinamento para encararmos o desafio ainda maior bem ali ao lado, o outro paredão com os seus 50 m de altura.


Não preciso dizer que os rostos dos participantes demonstrava tudo. Estava tudo ali, um verdadeiro mesclado de medo, adrenalina, apreensão, ansiedade, nervosismo, alegria e felicidade pela superação e conquista.

Todo trabalho foi executado com muita segurança e responsabilidade através da Equipe Vertical Ecofun que o tempo todo auxiliou e motivou o grupo.


Apesar do friozinho na espinha, na barriga e no estomago, a aventura foi um sucesso.

Valeu pessoal pela disposição

Obrigado Ecofun pela parceria.

Até a próxima aventura.

07 maio 2016

6ª Etapa – Caminho da Fé – Tocos, Estiva e Consolação

Dia 7 de maio, retornamos ao último ponto da caminhada anterior para completar o trecho entre Tocos do Moji e Estiva.


Após uma longa pausa na caminhada, percorremos os trechos com mais desníveis do Caminho da Fé. Entre as cidades citadas e até o final dessa etapa em Consolação, o percurso todo é marcado por tantas subidas e descidas que dá para perder as contas. Cada descida era acompanhada de uma subida ainda maior e assim por diante. Segundo muitos caminhantes, esse trecho é um dos mais difíceis do Caminho devido esta grande quantidade de declives e aclives quase intermináveis. Porém, até agora é o mais belo trecho de todos. Recheado de muitas montanhas e vales, com sítios e fazendas repletas de diversos tipos de cultura, mas em grande parte o cultivo de morangos. Não é por acaso que estas cidades são conhecidas pela produção nacional desse fruto (ou, pseudofruto).


Tocos do Moji, Estiva e Consolação são cidades que pertencem ao Circuito Serras Verdes do Sul de Minas. O nome “Serras Verdes” se justifica pela beleza ímpar dessas montanhas com clima agradável durante o ano todo, com verões amenos e invernos com temperaturas negativas sendo comparadas a regiões montanhosas europeias. Para nossa sorte o dia estava muito agradável e propício para encarar aquela região montanhosa.

Depois de algumas subidas e descidas chegamos à Comunidade São Benedito onde paramos por alguns minutos para tomar água e descansar antes de seguir em frente e subir mais uma grande ladeira para enfim chegarmos a Estiva.


“Estiva teve a mesma origem que as demais cidades do Sul de Minas. Muitos Bandeirantes em busca de metais preciosos e índios para mão de obra necessitavam de novos caminhos para ir à capitania de São Paulo e a única passagem existente era próxima à foz de um Ribeirão que aos poucos foi habitado. Esse caminho era muito ruim, toda aquela região era um pântano e gerava grande prejuízo e atrasos. Em 1720 foi construída uma estiva de madeira roliça de 210 m (local onde hoje se ergue um Obelisco comemorativo da criação do município). O local ficou conhecido como “Brejo de Estiva” e mais tarde apenas Estiva. Registros mostram que o primeiro morador fixou residência em 1757. Em 1841 iniciou-se a construção da primeira capela em Estiva. O povoado foi elevado a Distrito de Paz em 1858 e em 1948 foi emancipado, mas só em 1949 se tornou município”.


Chegamos à Praça da Igreja Matriz, carimbamos nossos passaportes em uma das pousadas cadastradas. Aproveitamos a parada para tomar um lanche e recarregar as forças para seguir em frente até a próxima cidade.

Passamos pelo Obelisco e aos poucos saímos da área urbana. Depois de cruzarmos a Via Dutra voltamos a caminhar em estradas rurais seguindo as setas amarelas indicativas do caminho.

Esse trecho era mais plano, mas o descanso durou pouco. Aquelas estradas foram ficando cada vez mais inclinadas e novamente estávamos subindo mais montanhas intermináveis. Diga-se de passagem, as maiores até agora.


A vista foi mudando, em pouco tempo já não se via mais a cidade, mas sim um grande cinturão verde com montanhas e vales. Do alto via-se parte de Estiva e Cambuí como pequenas manchas cinza na imensidão verde da Serra.

Na medida em que nos aproximávamos de Consolação o dia deu lugar a noite, quando passamos pelo portal da cidade já estava escuro. Paramos na Praça da Igreja onde carimbamos nosso passaporte mais uma vez e tomamos um lanche para repor as forças e encarar a estrada de volta para casa.

Dessa vez o dia rendeu mais que as últimas duas etapas. Conseguimos realizar um bom trecho da rota totalizando 34 km de caminhada. Caminhada essa bem exaustiva, mas muito proveitosa.


Conhecemos novas pessoas no caminho e curtimos cada metro percorrido sempre em alto astral e em boa companhia.

Valeu pessoal, vencemos mais uma etapa!

Até a próxima!

Caminhantes: Argeu Alamino, Cris Senkiw, Jane Ribeiro, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Wilma Custódio e Seu Carlos Tsuda.

10 abril 2016

Trilhas e Camping em Eldorado - SP

Depois de negociar uma programação diferenciada para o grupo com o nosso amigo e Monitor Ambiental Jorlei, seguimos para Eldorado, interior de São Paulo, em busca de mais uma aventura.

Dessa vez optamos em passar o fim de semana em um camping da região para facilitar o acesso às trilhas.  

Programamos duas trilhas: no sábado a do Complexo Cavuvu e a da Luz, e no domingo a Trilha do Rolado com cavernas preservadas e rústicas, bem diferente da Caverna do Diabo toda preparada e estruturada para o turismo de contemplação.

Nossa aventura começou cedo. De São Paulo a Eldorado são aproximadamente 300 quilômetros pela Rodovia Régis Bittencourt, conhecida como a Rodovia da Morte. Para nossa felicidade a viagem correu tranquilamente até o início da serra do cafezal onde fomos obrigados a percorrer o trecho bem devagar por causa do excesso de caminhões seguindo para o sul do Brasil. Só nesse trecho levamos mais de uma hora para percorrer apenas 15 quilômetros de serra.

Por fim, chegamos ao camping quase as duas da manhã para montar as barracas e preparar tudo para trilha dali a poucas horas.


As seis já estávamos em pé andando de um lado para outro esperando pelo café da manhã. Aproveitamos para ver o nascer de um novo dia. Aos poucos a luz do sol foi iluminando e tomando conta das margens do rio atrás do nosso camping criando a primeira de muitas belas imagens que teríamos no decorrer do dia.

Após o café seguimos ao encontro do guia para iniciar a aventura.

Infelizmente o Jorlei teve um contratempo e não pôde nos acompanhar nas trilhas, mas não nos deixou sozinhos. Ele convocou o seu irmão que carinhosamente apelidamos de JJ (Jorlei Júnior) e o Monitor Ambiental Carlinhos. Como esses complexos não são muito explorados e raramente visitados, nossos novos guias tiveram uma pequena dificuldade para achar o caminho para o inicio das trilhas. O único que conhece bem aquelas bandas é o Jorlei. Por isso, cada vez que o Monitor Carlinhos entrava em uma estrada errada era uma aventura à parte. Entramos em alguns sítios, passamos por pontes que não tinham nada a ver com o nosso caminho original, mas tiramos de letra e rimos muito. Posso dizer que todos do grupo se divertiram com as caretas que o Carlinhos fazia quando percebia que estava no caminho errado. Não é atoa, aquelas estradas são muito parecidas, com rios e nascentes por todos os lados. Com certeza isso colaborou para a confusão, o que é bem compreensível em se tratando de trilhas novas.

Enfim, chegamos ao primeiro complexo de cachoeiras, o Cavuvu. Pegamos a trilha margeando o rio e logo que começamos a natureza se fez ser vista. Bem acomodada embaixo de uma pedra quase dentro da água uma cobra jararaca descansava ou aguardava a passagem do seu café da manhã. Como não somos parte dele, resolvemos não incomoda-la, passamos com todo o cuidado ao lado dela. Deixamos a "amiga" em paz e seguimos nosso caminho.


Passamos por pequenas quedas d’água até chegar a uma cachoeira bem maior com aproximadamente 40 m de altura e uma ducha gelada e muito refrescante. A diversão estava garantida, uhuh!

Após tomar uma ducha deliciosa subimos a encosta beirando a cachoeira tomando toda precaução necessária para evitar uma queda. Vencida a encosta chegamos à outra cachoeira com a mesma proporção de tamanho e tão linda quanto a anterior.

Descemos e reagrupamos a turma para seguir ao outro complexo de cachoeiras.

A trilha do Complexo da Luz é um pouco mais longa que a do Cavuvu e tem várias quedas de 3 a 6 metros de altura com pequenas piscinas naturais bem apropriadas e convidativas para banhos deliciosos, mas nosso objetivo era chegar à cachoeira com mais de 70 m de altura no final dessa trilha. Essa trilha é bem mais acidentada que a anterior, mas não impediu nossa chegada ao pé da cachoeira.

Paramos na cachoeira anterior à gigante de 70 m e aguardamos os monitores verificarem o caminho para a subida até a grande queda. Confesso que me faltaram pernas para encarar aquela última subida no paredão ao lado da cachoeira, mas quem subiu relatou a grandiosidade da cachoeira. Segundo a Valéria, ela não deixa nada a desejar se comparada à cachoeira do Meu Deus, também em Eldorado. (Tudo bem, eu vou voltar lá mesmo!).


Depois de tantas cachoeiras e belas paisagens voltamos para o camping após o anoitecer com uma fome de leão. Ainda bem que o jantar já estava preparado!

Após a janta ainda sobrou ânimo para algumas pessoas do grupo acender uma fogueira, assar uns marshmallows e admirar o céu estrelado. Estrelas essas que foram sumindo com a chegada de algumas nuvens anunciando que viria uma chuva daquelas.

A chuva chegou com força no camping, trovões e relâmpagos iluminaram a noite, a ventania foi tão forte que algumas pessoas pensaram que suas barracas seriam arrastadas pelo vento. Uma das consequências da forte chuva foi saber na manhã seguinte que algumas pessoas tiveram o privilégio de ter uma cachoeira particular dentro da própria barraca, mas também teve quem nem se quer viu ou ouviu a chuva no camping.

Logo que amanheceu, juntamos a turma depois do café para uma pequena reunião de orientação sobre a trilha que iríamos fazer.


O Jorlei nos apresentou os Monitores Mauricio e Adilson que nos acompanhariam naquele roteiro. Os dois são monitores experientes e conhecedores da região.

Partimos para o Parque Estadual Caverna do Diabo. Nossa trilha começa dentro do parque subindo a Trilha do Araçá. Logo no começo da trilha o Monitor Mauricio nos contou algumas histórias bem populares na comunidade, uma delas é a do Soldado morto na região após a Guerra do Paraguai. “Dizem que o soldado ainda anda por aquelas bandas.”

Seguindo em frente passamos por mais algumas cobras que estavam caprichosamente tomando o sol da manhã no meio da trilha para aquecer o corpo após a noite fria e chuvosa e também por muitas outras pequenas cachoeiras até a entrada da primeira Caverna do Rolado.

Essas cavernas conforme já citado anteriormente, não possuem nenhuma benfeitoria como escadas, corrimão, luzes artificiais, nada disso. São bem rústicas e preservadas. A movimentação dentro delas requer algumas condições básicas para manter a segurança, como lanternas, capacetes e cordas para passar de um lado para outro, além de um pouco de flexibilidade e equilíbrio para pular de uma pedra a outra e não ter nenhum receio de sujar as roupas sentando no chão molhado e andar com água gelada até a altura dos joelhos.

Passar pelos corredores rústicos e ver formas esculpidas pela ação da natureza ao longo de milhões de anos é sem sombra de dúvidas uma experiência única e encantadora. A cada curva novas figuras se desenhavam nas pedras diante de nossos olhos. Essas cavernas são espetaculares e interessantes ao mesmo tempo. As suas formações fazem a trilha valer cada escorregada e metro andado.


Depois de sairmos da Caverna I, percorremos mais um trecho de trilha até a entrada da Caverna II. A formação geológica é a mesma que a anterior, subimos e descemos por dentro dela. Em alguns momentos ela ficava toda iluminada por causa de algumas claraboias naturais e em outros era um breu total sem qualquer chance de andar ali dentro sem uma lanterna para identificar o caminho a ser percorrido.

Na volta da trilha ouvimos mais alguns causos contatos por Mauricio. Histórias verídicas do lobisomem e da bruxa que viveram na região. Até aprendemos como se faz para identificar uma bruxa usando uma armadilha com pinga de risco.

Descemos a trilha bem acidentada até a entrada do Parque onde iniciamos o caminho.

Nos despedimos dos monitores e seguimos para o camping para preparar nossa tralha e encarar a estrada de volta a São Paulo.


Até aqui tudo transcorreu de forma perfeita e harmoniosa, mas...

Quando chegamos ao camping, fomos informados que um maluco havia entrado lá e roubado duas mochilas. Chamamos a polícia que prontamente chegou ao camping. O maluco era vizinho do camping e quando viu o carro da polícia o cara sumiu no mato. Foi um bafafá daqueles.

Foi só a policia ir embora que o fulano reapareceu. Os dois que tiveram suas mochilas roubadas e mais alguns amigos do camping foram atrás do dito cujo. Conversa vai, conversa vem e o cara negava ter roubado o nosso camping, mas ele não contava com a voz da autoridade de um dos nossos amigos. Ele enquadrou o cara de tal forma que não teve jeito e as mochilas reapareceram milagrosamente.

Fora outras coisas hilárias que aconteceram no desenrolar desse episodio, mas prefiro mantê-las no grupo. Não tem como não lembrar sem rir da gafe da Rosangela e da atitude revoltosa da Sil (coberta de razão, é claro), mas fica no grupo. (estou rindo até ficar velho)

Depois dessa “aventura” paralela ser resolvida, pegamos a estrada de volta para casa, sem incidentes e cheios de histórias para contar.

Jorlei! Obrigado pela organização, agilidade e compromisso com tudo!

Em breve voltaremos a Eldorado para novas aventuras. Essa foi boa demais!

Até a próxima!

19 março 2016

5ª Etapa - Caminho da Fé – Tocos do Moji a Estiva

Dia 19, retornamos a Tocos do Moji – MG para completar o trecho que faltava entre Inconfidentes e Tocos. Seguimos até o mesmo ponto onde finalizamos a caminhada anterior e partimos para encarar as tais subidas difíceis que tanto nos falaram.

De fato eram subidas fortes e bem íngremes e a força nas pernas foi muito exigida, mas o trecho não impõe tanta dificuldade como pintaram para o nosso grupo, ou estamos mais preparados do que imaginamos. Por outro lado, o fator complicador naquelas subidas foi encara-las com o digníssimo Astro Rei em toda sua glória queimando, torrando e cozinhando a pele dos caminhantes debaixo de um céu azul magnífico sem nenhuma nuvenzinha ou sombra de árvores para dar um alento para o povo por longos trechos. Para nossa sorte pudemos contar com a bondade de algumas famílias que construíram ao longo do percurso algumas bicas de água potável onde o caminhante/peregrino pode aproveitar um pouco de água fresca e uma boa sombra até repor um pouco das forças antes de seguir em frente subindo e descendo as montanhas da Serra da Mantiqueira.


Depois de algumas subidas e decidas chegamos a uma vilazinha, bem pequena mesmo, onde encontramos os portões da Igreja São Francisco de Assis que ficam abertos. Quem estiver com sede pode beber água na fonte, quem estiver cansado pode descansar em um de seus bancos, ou ainda, simplesmente se jogar por ali mesmo para ouvir os pássaros cantar no jardim bem arrumado ao redor da igreja até tomar coragem para continuar a caminhada.

Da vila até o centro de Tocos foram mais alguns quilômetros com pequenas e não menos cansativas subidas e decidas.

Por fim chegamos à cidade de Tocos do Moji.

“Tocos do Moji é a cidade mais nova do Sul de Minas com aproximadamente quatro mil habitantes. Sua origem é a mesma das outras cidades da região, iniciando com a formação de um pequeno povoado com a chegada dos bandeirantes por volta de 1870 que subiram o Rio Mogi Guaçu à procura de ouro. O nome Mogi Guaçu tem origem indígena: Moji = Rio e Guaçu = Grande. (A palavra Mogi se escreve em Tupi-guarani com a letra “J”). Já a palavra Tocos é originaria da língua Grega Tókos que significa: nascimento, parto, ou seja, nascente do Rio Moji. Outra versão é que Tocos seriam tocos de árvores mesmo, pois conta-se que a vegetação de Tocos do Moji era constituída essencialmente de araucárias e outras árvores de madeira de lei que eram derrubadas e vendidas, por consequência a parte mais plana do vilarejo foi ficando conhecida na região por tocos, por conta dos tocos das árvores que restaram. Tocos foi Distrito de Pouso Alegre até 1938 quando passou a pertencer a Borda da Mata, em 1951 a construção da Ponte de Pedra sobre o Rio Moji facilitou o acesso dos moradores e o comércio entre Tocos e Borda. Só em 1995 o Distrito de Tocos do Moji se emancipou e em 1997 tomou posse o primeiro Prefeito da cidade”.*


Paramos na avenida da cidade e literalmente nos jogamos nos bancos e gramado da ilha central da avenida.

Carimbamos mais uma vez nosso passaporte para registrar nossa passagem na cidade e ainda assinamos o livro de visitas da Casa da Cultura.

Comemoramos por ter vencido as montanhas com uma “gelada” pra variar. Lanchamos ali mesmo no meio da rua e descobrimos que bem pertinho da cidade tinha uma cachoeira. Não houve discussão, partimos para a cachoeira.

A cachoeira em si não era muito grande. O rio estava com a água turva e com boa correnteza bem característica após pancadas de chuvas, mas o sol estava forte e a água muito além do convidativo. Mesmo turva, posso dizer que estava simplesmente maravilhosa!

Ficamos por ali o suficiente para descansar e refrescar o corpo. Retornamos à rota original e passamos pela Igreja da cidade que fica na parte alta. Lá de cima dá para ver toda a extensão do centro e alguns bairros do outro lado do rio.


Existe uma história interessante sobre a construção dessa igreja.

A primeira capela da cidade foi construída nos arredores da fazenda de Vicente Garcia da Rosa, até que uma mulher morreu de “bexiga” (doença corriqueira na época) e foi enterrada nela. Com medo de contágio os moradores nunca mais rezaram na capela. Foi então que um homem de fé juntou um saco de moedas e partiu para Aparecida do Norte no lombo de um burro ou cavalo (meio de transporte comum em curtas ou longas viagens da época) e trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que existe até hoje na Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida. Após a chegada da imagem, a comunidade se mobilizou e construiu uma nova Capela em 1919.

Depois de passarmos pela igreja seguimos rumo a Estiva. Tocos do Moji foi ficando para trás no meio do vale cercado por montanhas e fazendas e mais fazendas de morangos. (preciso voltar lá no festival do morando e conhecer as outras cachoeiras que ficaram do outro lado da rota).


Entre Tocos e Estiva são 21 quilômetros de caminhada, mas quando registramos mais de 20 quilômetros andados entre o último ponto de parada e o meio do caminho para Estiva, resolvemos encerrar o dia deixando para a próxima etapa a conclusão desse trecho.

Céu azul, sol, subidas, montanhas, fazendas de morangos, história, cultura, cachoeiras e muita descontração. Acho que não preciso dizer mais nada sobre essa etapa né?

Caminhantes: Adriana e Argeu Alamino, Cris Senkiw, Gilson Lopes, Jane Ribeiro, Marcos Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice Ruy Carral, Val Martini, Wilma Custódio e Seu Carlos Tsuda.


28 fevereiro 2016

Trilha da Cachoeira da Escadaria – Votorantim


Mais uma aventura realizada com sucesso.

Juntamos a turma para mais uma trilha, dessa vez guiada por nossa amiga Elaine Figueiredo que conhecia bem o caminho e não hesitou quando surgiu a ideia de ir para lá.

Agrupamos o povo nos pontos de encontros e seguimos em direção à cachoeira. Saímos da área urbana de Votorantim no sentido da Represa de Itupararanga, mas antes dela pegamos uma estradinha de terra por longos quatro quilômetros com muito sobe e desce, desviando de buracos e das poças de lamas no caminho. Parecia que não chegaria nunca e para ajudar o tempo fechou e a névoa baixou tanto que não dava para ver a copa de algumas árvores. Ficou meio tenso o caminho, mas por fim chegamos à ponta da represa para iniciar a trilha.

A névoa sumiu, o tempo firmou e ficou aberto, afastando a possibilidade de chuva para nossa felicidade.

Cruzamos o rio para continuar na trilha e depois de alguns minutos de caminhada paramos em uma grande pedra onde tivemos uma visão privilegiada e panorâmica da cidade ao fundo após o cinturão verde da mata.

Descemos a trilha e passamos por algumas quedas d’água, mas tínhamos em mente a tal cachoeira da escadaria. Seguimos mais um pouco pela trilha e paramos na cachoeira anterior a escadaria e ficamos por lá bons momentos curtindo a cachoeira, refrescando o corpo e renovando a alma.

Após essa breve parada percorremos por mais um trecho de trilha um pouco mais acidentado, mas sem muita dificuldade e enfim, chegamos a tal escadaria que antecede a cachoeira. Descemos degrau por degrau e nos deparamos com mais uma bela cachoeira, e claro, mais um bom banho regado a muita risada por causa dos “doidos” que tentavam ficar em pé debaixo da cachoeira e acabavam indo ao chão com a força da água. Foi muito divertido ver a teimosia do povo. Eram todos “crianças crescidas” se divertindo muito.

Vale resaltar a atitude do grupo que recolheu uma grande quantidade de lixo deixado por outros “aventureiros” sem educação ou respeito pela natureza. Esse povo que diz “gostar de uma boa cachoeira e que ama a natureza” deveria ter no mínimo higiene e a consciência de preservação. Foi triste ver lixo até embaixo da cachoeira.

Tenha dó, se você não tem capacidade de levar seu próprio lixo de volta, não faça trilhas e vá frequentar um lixão ou um aterro sanitário urbano, lá é o seu lugar. Por isso me pergunto por que esse povo ainda respira o meu ar?

Retornamos ao local onde deixamos nossos carros e lá encontramos com o Grupo Suçuarana fazendo uma grande faxina na região. Juntamos o lixo que retiramos na base da cachoeira com os grandes sacos de lixo que eles recolheram. Conversamos e ouvimos uma palestra sobre o projeto Suçuarana. Foi muito bom conhecê-los!

*O grupo Suçuarana foi fundado em 1994 com objetivos de preservar a vida e o meio ambiente. A finalidade do grupo é: treinar e aprimorar técnicas e equipamentos para buscas e salvamentos em qualquer tipo de ambiente; a defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. Tudo isso sem fins lucrativos.* (detalhes e informações do grupo no facebook: https://www.facebook.com/GrupoSucuarana/timeline).

Depois de tudo pegamos nosso caminho de volta, mas antes de encerrar o dia ainda demos uma parada rápida na barragem da represa para fazer algumas fotos e encerrar a aventura do dia.

Obrigado a todos que participaram desta aventura e um agradecimento especial à Elaine que nos conduziu em belas paisagens e cachoeiras que literalmente tiraram o fôlego de alguns.

Até próxima aventura!

27 fevereiro 2016

4ª Etapa – Caminho da Fé – De Inconfidentes a Tocos do Moji

Dia 27, retornamos a Inconfidentes – MG para seguir por mais um trecho da caminhada.

Começamos pelo Bar do Maurão onde o Gilson, novo integrante do grupo, adquiriu o seu passaporte para nos acompanhar nas próximas etapas.

Percorremos a avenida principal da cidade até o final e seguimos pela rodovia até uma estrada de terra, sempre seguindo as setas amarelas.

Esse trecho da caminhada foi um pouco mais desafiador para os carros de apoio por causa das chuvas constantes na região, já que a caminhada é feita em grande parte por estradas de terra e elas sofreram um bocado com deslizamentos e erosões, mas esse foi só mais um obstáculo a ser superado.


De Inconfidentes à Borda da Mata foram 21 quilômetros de caminhada. Passamos por várias fazendas e sítios (já é corriqueiro dizer isso), mas dessa vez estávamos cercados por muitas nascentes e córregos. O barulho das pequenas corredeiras era agradável e ao mesmo tempo “irritante”, já que não dava para entrar em nenhuma delas por estarem dentro de propriedades particulares. A única que daria para aproveitar e tomar um bom banho estava com um volume de água muito grande decorrente das fortes chuvas e acabamos ficando só na vontade mesmo.

Um pouco mais a frente paramos em um galpão onde o caminhante pode usar o sanitário e até tomar banho se quiser. Gentilezas de pessoas como o Sr. Joaquim que se preocupa e apoia os caminhantes durante a jornada. É raridade, mas ainda existe bondade na terra!


Por fim, chegamos à divisa entre Inconfidentes e Borda da Mata.

Borda da Mata é uma típica cidade do Sul de Minas com aproximadamente 17 mil habitantes. É uma das cidades que integram o Circuito Turístico das Malhas do Sul de Minas. Possui um grande potencial para indústria têxtil e se destaca pela produção de pijamas, por isso ganhou a fama de “Capital Nacional do Pijama”.

"O povoado de Borda do Campo (atual Borda da Mata) nasceu nos caminhos que ligavam a Vila de São Francisco de Paula de Ouro Fino (hoje Ouro Fino) ao Registro do Mandu (hoje Pouso Alegre). A emancipação política do município aconteceu em 1924. Existe uma grande quantidade de documentos sobre a fundação de Borda da Mata que se funde com a fundação da Igreja Nossa Senhora do Carmo".


Nosso cartão de boas-vindas foi uma rua alagada devido às chuvas. Nosso carro de apoio ficou impedido de prosseguir e teve que dar uma volta considerável para retornar ao caminho original. Já os caminhantes, tiraram os tênis e botaram os pés na água para cruzar o pequeno trecho alagado. Foi hilário e divertido para dizer o mínimo.

Depois seguimos para a Igreja Matriz da cidade.

A Igreja Nossa Senhora do Carmo é de 1858, em 2005 foi elevada à Basílica pelo Papa Bento XVI.

Conhecemos pouco de Borda da Mata, infelizmente nossa passagem por lá foi mais rápida do que nas outras cidades.


Carimbamos nosso passaporte no Hotel Village e em seguida na própria Basílica onde fizemos uma breve pausa cercados por lindos vitrais e um silêncio gostoso. Saímos da igreja e tomamos um lanche ali mesmo na Praça da Matriz para repor um pouco de energia e seguimos rumo a Tocos do Moji.

Depois de mais algumas subidas e decidas encerramos nossa caminhada ainda faltando alguns quilômetros para chegar a Tocos do Moji. Pelos relatos que ouvimos dos moradores locais a partir daquele ponto era só subida, e segundo eles, os próximos quilômetros seriam os mais difíceis da caminhada e como já faltava força nas pernas resolvemos deixar esse desafio para a próxima etapa.


Particularmente falando, cada vez mais me encanto com esse caminho. Muita tranquilidade e o verde sempre saltam aos olhos. O povo mineiro é outro detalhe a parte, ele está sempre disposto a puxar assunto quando encontra um caminhante/peregrino. Como um senhor bem velhinho provavelmente com seus 80 e tantos anos, cheio de graça contando piadas que não dariam para divulgar no blog sem uma pequena censura.

Rimos muito e como sempre aproveitamos bem o dia.

Agora vamos aguardar o que os próximos quilômetros nos reservam na próxima etapa.

Caminhantes: Adriana e Argeu Alamino, Cris Senkiw, Gilson Lopes, Jane Ribeiro, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Val Martini, Wilma Custódio e Seu Carlos Tsuda.

13 fevereiro 2016

Pico das Agulhas Negras – Parque Nacional do Itatiaia


A ideia surgiu em 2014: subir o 5º maior pico do Brasil, com 2791 m de altitude. Após mais de um ano pesquisando, em novembro de 2015 o planejamento toma forma e os detalhes se fundem.

Marcado para 13 de fevereiro de 2016, Tamara, Aline, Moisés e eu, finalmente, íamos subir o famoso pico do Parque Nacional do Itatiaia.

A cada dia a ansiedade aumentava e os assuntos sobre o que precisávamos levar, como nos preparar, iam ficando cada vez mais intensos e frequentes. Chegou o dia 12 de fevereiro, a data marcada para partida, estávamos lá no Terminal Rodoviário do Tietê, às 23:00, junto com o restante do grupo (nós iríamos de carro e eles de van). Saímos as 23:50. 

O objetivo era ir acompanhando a van, mas o motorista “vazou” sem esperar. Paciência, isso não nos abalou, até porque “quem tem boca vai a Agulhas”. Seguimos pela Ayrton Senna e Carvalho Pinto até Taubaté, onde acessamos a Dutra. Escolhemos o trajeto por ter quase a mesma distância e pedágios mais baratos, além do limite de velocidade ser maior (120 contra 110 da Dutra).

Fomos até o AMAN (Academia Militar do Agulhas Negras), em Resende/RJ, pois não sabíamos qual portaria (1 ou 2) era utilizada para acesso ao Pico. Lá, nos informaram que teríamos de ir até a Portaria 1 (Parte Baixa), pegando a Dutra sentido SP e acessar a saída 317, conforme indicaram as placas Itatiaia / Parque Nacional. Feito, andamos 12 km na BR-116 e mais 6,5 km até chegar à Portaria da Parte Baixa.

Destino alcançado, mais uma surpresa... O acesso ao Pico se dá pela Portaria 2, conhecida como Posto Marcão, que fica na cidade de Itamonte/MG, a 56 km dali...

Voltamos para a Dutra, sentido SP, e pegamos a saída 330, no bairro de Engenheiro Passos, com destino a Itamonte, pela BR-354. Subindo a serra, muitas curvas, estrada simples de mão dupla e sem acostamento (quem sofre com curvas, tome remédio!). Quando demos conta, já estávamos descendo a serra, chegamos à cidade de Itamonte e pedimos informações. É, havíamos passado a estrada que dá acesso ao Posto. Subindo a serra, vimos o Hostel que nos hospedaria, logo não foi de tudo ruim ter errado (rs).


Subimos 20 km até localizarmos a Garganta do Registro, local onde fica a estrada. Faltava pouco, 14 km de estrada de terra (carro baixo sofre!). Poucas paradas para fotos acima das nuvens, apreciando o maravilhoso visual.

E a via sacra teve fim às 6:27 da manhã, quase 6:40 após a saída do Tietê. Para efeito de comparação, levamos 3:30 para voltar...

Sem descansar, nos arrumamos para iniciar a trilha, pois estava marcada para as 7:00. Assinamos a ficha de responsabilidade e, quando pensamos que era a hora de seguir, o guia nos diz que o fiscal pedia uma segunda corda de 30 m (já tínhamos uma), pois o Parque exige uma corda a cada 13 pessoas e nosso grupo contavam com 25 integrantes. Caso contrário, o grupo seria dividido em dois. Um iria para o Pico e o outro curtiria trilhas e cachoeiras, e no domingo inverteria. O guia disse que no hostel em que hospedaríamos teria a corda que precisávamos. Me disponibilizei para levá-lo. Deu certo. Em uma hora fomos e voltamos. O fiscal olhou e autorizou o grupo a seguir. Ufa!


As 8:40 estávamos iniciando a trilha de 3 km até o Abrigo Rebouças, onde comeríamos algo e abasteceríamos as garrafas com água, além de usar o banheiro. Ficamos 10 minutos e continuamos a seguir até a base do Pico, que está a 2,5 km do Abrigo.

O sol estava bem forte, mas o vento leve e gelado da altitude (2430 m) aliviava.

Pouco antes da base, um riacho com água gelada e limpa, que aproveitamos para reabastecer garrafas, pois a partir dali não teríamos mais pontos de água.

A partir de agora é só pedra. Calçado faz toda a diferença. Subida íngreme e, em alguns pontos, sendo preciso ajoelhar ou mesmo encostar o peito na pedra, no melhor estilo Homem Aranha. As escalaminhadas são de nível médio a difícil e desgastante. São 02 pontos de corda, o primeiro na metade da subida e o segundo na última parte, já para alcançar o falso cume.

Terminamos a subida as 14:00, tarde para podermos ir até onde fica o livro, infelizmente, mas valeu muito, sensação inigualável e indescritível!

As meninas (Tamara e Aline) não foram o falso cume, ficaram no ponto da última corda, por questões de dores no joelho.

As 14:40 iniciamos a descida, com os mesmos perrengues da subida, mas judiando ainda mais dos joelhos. Usar joelheiras e tornozeleiras pode ser muito válido, principalmente para quem já tem algum histórico. A volta foi mais rápida, óbvio, e às 18:00 já estávamos no Posto para seguirmos até o Hostel.

O Hostel Picus é muito bem estruturado e o indico tranquilamente.

Jantamos e fomos dormir umas 22:00, não dava para enrolar tamanho o cansaço.

No domingo acordamos as 6:30, tomamos café e organizamos as coisas no carro, assim não seria necessário voltar ao hostel após sairmos do parque.

Chegamos ao parque, nos apresentamos e... Adivinhem! Sem o comprovante de pagamento não poderíamos entrar... Um sufoco para achar um local com o mínimo de sinal para contatar o responsável pelo grupo. Uns 100 m após, consegui o contato e a imagem do comprovante.

Uma vez dentro do parque, fomos até a Cachoeira das Flores, 500 m a frente do Abrigo Rebouças, em direção ao Pico das Prateleiras. Cachoeira com água extremamente gelada, arrisco dizer que é a mais gelada que já entrei. Fizemos um cercado com pedras e alocamos nossas garrafas, para mantê-las geladas. Ficamos lá por volta de 1:30.

Seguimos até a base do Pico das Prateleiras, mas não podíamos subir, pois além da falta de equipamento, não tínhamos guia.

Voltamos os 6 km (base até Posto) e, as 17:00 já estávamos saindo do parque. Leves e felizes com nossos desempenhos.

Paramos em uns quiosques de beira de estrada, na Garganta do Registro, onde compramos algumas coisas. 17:30 encaramos a estrada até SP, chegando na Salim Farah Maluf as 20:45.

Fim do rolê e várias aventuras. Muito bom e merecedor de replay.

Resumo da viagem:
SP até Posto Marcão: 294 km
Posto Marcão até SP: 300 km
Ida e volta: Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Dutra e BR-354
Combustível: R$ 265,00 (gasolina, Uno Evo, 1.0, às vezes usando o ar condicionado)
Pedágio: R$ 48,40
Alimentação (água, isotônico, lanches, barras, energéticos e macarrão instantâneo): R$ 185,00
Locação do carro: R$ 360,00
Total Coletivo: R$ 858,40
Partilha: R$ 214,60 (04 pessoas)
Hostel: R$ 45,50 (1 pernoite)
Entrada no Parque: R$ 22,50 (R$ 15,00 sábado e R$ 7,50 domingo, valores para brasileiros)
Total Individual: R$ 68,00
Total Investido/cada: R$ 282,60

Por Everthon Moraes

07 fevereiro 2016

Torre de Pedra

“Nada como ir atrás de um caminho que você não conhece e descobrir que valeu a pena seu esforço!”

Juntamos um pequeno grupo disposto a encarar alguns bons quilômetros de estrada para ir até a cidade de Torre de Pedra. A cidade ganhou esse nome por causa do monumento natural montanhoso conhecido como “Capricho da Natureza” ou “Troféu de Deus”. Com cerca de três mil habitantes a pequena cidade ainda dispõe de outros pontos turísticos interessantes como: a Cachoeira e Morro do Agudo.

Chegando à cidade partimos atrás do caminho para a Torre e ai começou o “sobe um morro aqui” e “desce outro morro ali” até que de repente a Torre sumiu de vista! Paramos para perguntar o caminho certo para a Torre e lá fomos nós para o local indicado.


Deixamos nossos carros na base e subimos a pequena trilha até a Torre.

Seguindo a trilha demos uma volta completa na base da Torre com a esperança de achar alguma entrada para subir, mas a trilha só dava a volta e mais nada. Existe até um trecho que permite ao aventureiro com experiência em escalada subir rumo ao cume da montanha, mas estava fora da nossa alçada, infelizmente.

Encontramos com outras pessoas que se aventuravam na Torre e conversa vai, conversa vem, descobrimos que havia uma cachoeirinha por ali perto. Não deu outra! Partimos em busca da tal cachoeirinha para refrescar o corpo.

Mais uma vez, sobe morro, desce morro. Pergunta aqui, pergunta ali. Até que enfim achamos a cachoeira.


De fato não era grande coisa. Tinha aproximadamente uns dez metros de altura e pouca água, mas posso dizer que foi muito bem-vinda e refrescante.

Ficamos por ali algumas horas, batendo papo e curtindo a água gelada da cachoeira.

Toda alegria dura pouco. Depois disso era voltar para a estrada e encarar aqueles quilômetros de volta para casa.

Valeu galera, mais uma conquista desse grupo fora de série!

Foi uma aventura diferente e bem interessante.

Nos vemos na próxima!