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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

21 junho 2014

10ª Etapa da Rota Franciscana – Conclusão da Rota Equilíbrio

Dia 21 encerramos a Rota do Equilíbrio fechando os 82 km dessa rota.

De Lavrinhas a Cruzeiro foram apenas 7 km, mas com muitas histórias, casarões e belas paisagens. De Cruzeiro a Piquete foram mais de 39,5 km de caminhada, com mais casarões, igrejas e outros destaques como o cruzeiro, a Estação Ferroviária da cidade e a Rotunda de Locomotivas. Caminhamos por bairros e vilarejos históricos, fazendas e sítios com muito verde e animais no trecho da Trilha do Ouro e por estradas com muita subida e belas paisagens até chegarmos à cidade de Piquete.


Piquete é conhecida como “Cidade – Paisagem” graças à sua localização ao pé da Serra da Mantiqueira. Nasceu como Arraial de São Miguel em 1828. Aos poucos as roças e moradias foram se formando espalhadas ao longo do caminho e fixando moradores dando origem ao bairro de Piquete. Em 1891 era elevada a Vila e em 1915 à Cidade. Sua consolidação econômica se deu com a chegada da indústria bélica em 1909 no município.

A cidade oferece vários atrativos turísticos e possui grande parte de seu território dentro de uma área de proteção ambiental, cercada por montanhas, picos e cachoeiras. Na cidade existem alguns pontos que valem a visita, como a Igreja Matriz de São Miguel das Almas erguida em 1891 e a nova Igreja de São Miguel de 1970 com sua arquitetura diferenciada com lindos vitrais. A Estação Ferroviária Estrela do Norte que transportava passageiros somente entre Lorena e Piquete (era de uso exclusivo do Exército) foi desativada em 1985. A Estação Ferroviária Rodrigues Alves, inaugurada em 1906 com estilo eclético de padrões europeus, teve o nome como uma homenagem ao Presidente da República na época de sua construção e em 1933 foi alterado para o nome da cidade. Hoje ela abriga a Secretaria Municipal de Cultura. Outro ponto de muita importância turística para a cidade é a Fabrica de Pólvora Presidente Vargas. A antiga entrada principal da Zona Militar é um magnífico pórtico inaugurado em 1955, com ricos detalhes em relevo representando a Pátria Brasileira, Classes Armadas e a Fábrica Presidente Vargas.


Aproveitamos nossa passagem por Piquete e conhecemos todos esses locais. Claro que foi uma passagem rápida o que nos deixou com vontade de voltar logo. Piquete tem muita história e muitos locais para conhecer e descobrir.

Ao longo dessa rota, não tivemos muitos problemas com a sinalização, mas mesmo assim constatamos que muitas placas foram arrancadas entre Piquete e Guaratinguetá, deixando dúvidas em algumas bifurcações. Se não fosse o GPS certamente pegaríamos o caminho errado. Gostaria de sugerir à Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo que repensasse a forma de sinalização das rotas. Uma boa ideia seria a instalação de pórticos como os que existem na Estrada Real, feitos de concreto com o emblema da Rota, localização e uma seta indicando o sentido do caminho. É mais caro e trabalhoso, mas sem dúvida é muito mais durável do que placas pregadas em madeira fincadas no chão. Elas são muito fáceis de derrubar, arrancar ou roubar, sem contar que a madeira apodrece rapidamente.

Particularmente, desejo que todas as rotas criadas pelo Programa Caminha São Paulo sejam bem sucedidas e que mais pessoas tenham o mesmo privilégio que temos em percorrer essas cidades e em conhecer um pouco mais da riqueza do nosso Estado. Esse programa é um dos melhores já desenvolvidos pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e não pode ser abandonado. É história viva em cada trecho e cidade visitada.


Saímos de Piquete cruzando alguns vales e pequenas montanhas e passamos por várias porteiras de sítios e fazendas ao longo do caminho, estradas rurais e trilhas históricas. De Piquete a Guaratinguetá foram mais 35,5 Km. A caminhada foi um pouco puxada, forçando nossas pernas em alguns trechos. O visual nesse trecho não foi tão inspirador, mas tem muito verde e encontramos vários animais andando livremente nas estradas.

Chegamos à Guaratinguetá por alguns bairros sem muito a acrescentar aos relatos das outras caminhadas quando concluímos as Rotas da Alegria e do Conhecimento. Seria mais interessante se cada rota terminasse com um pórtico em locais diferentes aproveitando ainda mais os pontos turísticos de Guaratinguetá.


Com os registros já feitos nos pórticos, retornamos a Piquete para comer “aquele” lanche e recuperar toda energia gasta durante o último trecho da Rota do Equilíbrio.

Assim concluímos mais uma rota do programa Caminha São Paulo – Rota Franciscana.

Totalizamos até agora 422 km de caminhada, conhecimento e muita diversão.

Parabéns aos participantes pela conclusão dessa rota e obrigado pela companhia!

Até mais pessoal!

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e seu Carlos.

08 junho 2014

Trilhas, Cachoeiras e Caverna do Diabo em Eldorado

Tudo programado, reservas feitas e lá fomos nós para Eldorado.

Nossa aventura começou cedo, mal pegamos a estrada e alguns quilômetros após o Rodoanel ocorreram dois acidentes com dois caminhões com uma distância de apenas um quilômetro entre eles. Um com carga de madeira e o outro de produtos químicos. O segundo fez com que ficássemos cinco horas parados na Rodovia Regis Bittencourt. Carros, ônibus e caminhões com motores desligados até liberarem a rodovia, a espera parecia interminável e ainda tínhamos que encarar quase 300 km de viagem até Eldorado.

Passado o acidente, seguimos sem trânsito até o hotel no centro de Eldorado. Saímos de São Paulo as 16:00 e por causa do acidente chegamos em Eldorado as 03:00 da manhã.


Com o descanso de apenas algumas horas fomos para o Parque da Caverna do Diabo.

Além da própria caverna que dá nome ao local, no parque existem algumas trilhas onde o visitante pode aproveitar o contato com a natureza e o núcleo do parque tem toda infraestrutura para receber o turista com loja, um pequeno museu contando a história do parque, um viveiro de mudas onde o visitante pode plantar ao longo do parque, sanitários, estacionamento e um restaurante.

Iniciamos nosso dia subindo a Trilha do Mirante do Governador com aproximadamente 1,6 km até 740 m de altitude. O nível de dificuldade é médio segundo a placa (ela pode ser hard se você não dormiu a noite anterior). A subida é toda demarcada e bem puxada, com degraus que vão ficando cada vez mais íngremes até chegar ao topo do mirante. É exaustivo, mas compensa o esforço. Pena que estava com muita neblina. Lá em cima tivemos a sensação de estar sobre as nuvens.

Descemos para o almoço no próprio parque e depois seguimos para a caverna.


A Caverna do Diabo também é conhecida como Gruta da Tapagem, tem ao todo 7 km de extensão, mas a visitação permitida aos turistas é de apenas 600 m. Esse trecho é todo adaptado com escadas e luz artificial para facilitar o acesso e a contemplação dos espeleotemas gigantescos que impressionam qualquer pessoa. Esta caverna é considerada uma das mais bonitas do Brasil. O Parque foi criado em 1969 e é a segunda maior Unidade de Conservação do Estado, abrigando extensões da Mata Atlântica e outros ecossistemas em seu interior.

Contemplar as esculturas feitas há milhares de anos gota a gota como: colunas, esculturas em formas de animais, coração, igrejas, a Torre de Pisa, bolo de noiva, as velas, o espaço do índio, até um rosto enigmático entre tantas outras formações, ouvir o som do rio passando por baixo da caverna e o som constante de chuva, isso tudo não tem preço! Posso dizer que foi uma experiência quase mágica.


Já no final do dia ainda seguimos para a Trilha do Araçá com aproximadamente 850 m com uma cachoeira no final. Destaques dessa trilha são: as árvores centenárias, a Mata Atlântica e a cachoeira que dá nome à trilha.

E assim terminamos nosso primeiro dia.

Depois do descanso merecido seguimos para o Vale das Ostras para fazermos a trilha pelo caminho das cachoeiras até a Cachoeira do Meu Deus.

Deixamos os carros na entrada da estrada do Vale das Ostras por recomendação do nosso monitor por causa das chuvas nos dias anteriores para evitar que os carros encalhassem no caminho. Isso aumentou nossa caminhada de ida e volta em mais 3 km.

Chegamos à entrada da trilha do Jacaré que desce até o rio e lá seguimos subindo e descendo morros e barrancos. Em cada curva uma nova queda d’água ou uma piscina natural. Ao todo foram 11 cachoeiras, uma mais bela que a outra, cada uma com sua própria característica, sempre formando piscinas naturais próprias para banhos. E claro, entramos em quase todas no caminho.


O caminho todo é cheio de belas imagens. Passamos pela cachoeira Véu da Noiva, a Trigêmeas, a cachoeira Escondida na curva, mais uma aqui, outra ali e claro a tão esperada cachoeira do Meu Deus. E a expressão é essa mesmo: MEU DEUS!

Chegar embaixo dessa cachoeira foi uma aventura. A trilha exige um pouco de preparo físico e disposição. Não é uma trilha com grau de dificuldade elevado, mas precisa ter atenção e respeitar os limites de segurança, pois são muitas pedras escorregadias no caminho e em vários momentos caminhamos dentro do rio. Subimos e descemos vários barrancos. Só as cachoeiras que antecedem a do Meu Deus já valeriam a caminhada, mas contemplar aquele cartão postal ao vivo e a cores, sentir a força da queda d’água e a ficar tomando aquela brisa da cachoeira sem dúvidas foi fantástico.

Não é por menos que a Cachoeira do Meu Deus foi eleita pelos telespectadores do programa Antena Paulista da Rede Globo como a mais bonita do estado de São Paulo com 73% dos votos entre as demais cachoeiras apresentadas no programa.

Eldorado oferece outras atrações além da Caverna do Diabo. Você pode conhecer o Mirante do Cruzeiro, a Trilha do Lamarca, o Parque do Salto da Usina, o Circuito Quilombola, entre tantas outras cachoeiras.

Nosso final de semana foi programado pelo monitor Jorlei. Desde o começo ele planejou nossas aventuras, reserva no hotel, passeios e alimentação. Tudo com muito profissionalismo e competência. Obrigado, Jorlei! 

Pode contar com a Ação Natural em outras aventuras!

Posso dizer que foi um final de semana inesquecível!

A companhia dos amigos dispensa comentários. “Tamo junto galera!”

Agradeço a todos pela confiança e pelo companheirismo nas nossas aventuras!

Valeu pessoal!

Bora programar a próxima!

(Se quiser contratar os serviços do monitor Jorlei, entre em contato: Cel. 13 – 99795-4148 ou 13 – 98166-6269 e-mail: dujhorlei@hotmail.com).

17 maio 2014

9ª Etapa Rota Franciscana – Rota Equilíbrio

Retomamos nossa caminhada da Rota Franciscana iniciando a Rota do Equilíbrio que vai de Lavrinhas à Guaratinguetá somando 82 km.

Tudo preparado para a nova rota e lá fomos nós para Lavrinhas.

Lavrinhas está situada na divisa dos estados de São Paulo, Rio e Minas, aos pés da Serra da Mantiqueira e às margens do Rio Paraíba. Teve sua origem no povoado fundado em 1828 em torno da Igreja de São Francisco de Paula. Em 1874 foi inaugurada a Estação Ferroviária. O povoado se desenvolveu com a exploração da bauxita, pecuária leiteira, carvão vegetal para uso das caldeiras e locomotivas, tendo a principal economia em torno do café. Vestígios desses tempos podem ser vistos nos casarões antigos ao longo de toda a cidade. No local foram encontradas pequenas lavras de ouro dando origem ao nome da cidade.


Logo que chegamos à estação de Lavrinhas registramos nossa passagem no primeiro pórtico dessa rota.

Visitamos a estação aparentemente abandonada como a maioria das estações ferroviárias do Estado de São Paulo. Infelizmente nosso país não investe em malha ferroviária deixando parte de nossa história morrer com o abandono de muitos prédios históricos. Também caminhamos pela ponte férrea que passa sobre o Rio Paraíba. Lavrinhas possui muitas belezas naturais e tem a Serra da Mantiqueira como cartão de visita.

Seguindo em frente, caminhamos ao lado da estrada de ferro até o limite da cidade de Cruzeiro.

Cruzeiro também nasceu da ferrovia ligando três estados brasileiros: São Paulo, Minas e Rio. O município se desenvolveu às margens da estrada de ferro e cresceu com a chegada dos migrantes mineiros e paulistas. O mais importante marco histórico de Cruzeiro foi ser o último município a se render na Revolução Constitucionalista de 1932. Nele foi assinado o seu armistício no dia 2 de outubro de 1932 na atual escola Arnolfo Azevedo que na época foi transformada em quartel general das tropas paulistas. Em 2008 recebeu o honroso título de “Capital da Revolução Constitucionalista de 1932” em virtude dos marcantes episódios dos conflitos ocorridos no município.


Percorremos por ruas e avenidas da cidade e passamos em frente ao Museu Major Novaes que estava fechado para reformas. O Casarão construído em 1815 em estilo colonial possui dois andares feitos de taipa e alvenaria e sua arquitetura reflete a opulência dos casarões antigos dos barões do café.

Seguimos para o segundo pórtico que deveria estar na Rua Engenheiro Antônio Penido nº 834 no Centro, mas estava na Praça Professora Aurora Coelho cerca de 300 m fora da rota, isso fez o grupo perder alguns minutos tentando achá-lo.

Depois de registrarmos nossa passagem no pórtico de Cruzeiro, saímos um pouco da rota para conhecer alguns pontos turísticos da cidade. Fomos até Rotunda de Locomotivas, o cruzeiro e a antiga estação ferroviária. É uma pena que a Rotunda está para ser fechada. Fomos informados que está sendo desativada e na parte do museu agora só restam entulhos e ferro velho. Outra decepção foi ver a estação de Cruzeiro de 1884 completamente abandonada, sem telhado e quase em ruínas. O pátio da estação virou um grande depósito de locomotivas e máquinas antigas deixadas ao tempo. Já no cruzeiro a vista é privilegiada. Na parte mais alta da cidade podemos ver toda sua extensão e as montanhas da Serra da Mantiqueira.

Voltamos à rota e seguimos em frente passando por estradas entre sítios e fazendas repletas de animais. Cercados por montanhas chegamos à Brejetuba onde fomos recebidos por simpáticos e hospitaleiros moradores da região e ouvimos a história da Igreja de São Sebastião de 1897. Depois de tomarmos um cafezinho com eles, seguimos nosso caminho. Obrigado Sr. Paulinho pela disposição e generosidade em nos receber!


Continuamos seguindo a rota rumo à Piquete. No caminho passamos por muitas paisagens de encantar os olhos e já pensando na possibilidade de voltarmos para descobrir novas trilhas por aquelas terras.

Já era noite e decidimos encerrar a caminhada para não corrermos riscos desnecessários.

Agora falta pouco para encerrarmos mais uma rota do Programa Caminha São Paulo.

Não faltaram risadas durante a caminhada. Como sempre o pessoal estava muito animado, mesmo no final com as pernas doloridas.

Fechamos a caminhada com um belo lanche em Piquete repondo toda energia consumida na caminhada.

Depois de saciarmos a fome, retornamos a São Paulo com uma nova data programada para encerrarmos esse trecho.

Valeu pessoal pela companhia e descontração na caminhada!

Caminhantes: Alexandre, Andréia, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice, Rafael e Sr. Carlos.

26 abril 2014

Trilha em Mongaguá

Fechando o mês de abril, descemos para Mongaguá, litoral sul de São Paulo para fazermos algumas trilhas no Poço das Antas.

Galera reunida e lá fomos nós!

Durante o trajeto pegamos chuva no alto da serra, parecia que nossa trilha seria embaixo d’água. Mas, felizmente o tempo se firmou e começamos a caminhada sem chuva.


Tiramos algumas fotos no poço maior onde a maioria dos frequentadores fica e percebemos que o nível do rio estava mais alto que o normal.

Subimos as escadas e antes da primeira ponte entramos à esquerda para a trilha da gruta com a cachoeira. A água estava gelada e mesmo assim alguns dos aventureiros encararam o frio e tomaram o primeiro banho de cachoeira do dia.

Tomando cuidado por causa das pedras escorregadias, seguimos para a Trilha das Borboletas. Essa trilha tem esse nome porque na primavera o caminho fica cheio de borboletas de diversos tamanhos e formas. Ela é muito frequentada e a maioria das pessoas não sabe que tem esse nome.


Chegando ao portão da SABESP, descemos uma trilha que mais parecia um barranco, com aproximadamente 40 m de altura passando por baixo de uma árvore caída até chegarmos ao rio que estava com o nível mais alto e com as pedras mais escorregadias que o normal.

Seguimos em frente para a gruta escondida. Essa gruta é pouco conhecida do público e o acesso até ela dessa vez foi mais complicado. A correnteza e o volume de água estavam maiores na entrada da gruta. A queda d’água estava muito forte e certamente a gruta estava alagada. Pensando na segurança do grupo deixamos a gruta para uma próxima aventura no parque.


Depois de alguns momentos contemplando a natureza e tomando um banho de cachoeira, retornamos para a trilha novamente passando com cuidado por cima de pedras e mais pedras até chegarmos à trilha quase vertical que dá acesso à Trilha das borboletas.

Voltamos à entrada do parque.

O Poço das Antas é um parque bem estruturado preparado para receber turistas e banhistas, com quiosques, banheiros, área de piqueniques, playground, lanchonetes e muitos atrativos naturais.

Após nossa trilha, aproveitamos uma das lanchonetes abertas e encerramos a trilha com estilo.

Obrigado a todos que compareceram. Foi muito bom passar essas horas com vocês!


Até a próxima pessoal! 

24 abril 2014

Ação Natural no Palácio dos Bandeirantes

Dia 24 de abril fomos convidados pela coordenação do Programa Caminha São Paulo para representar a Rota Franciscana Frei Galvão no Palácio dos Bandeirantes e assistir a posse do Conselho Estadual de Turismo de São Paulo com a presença do Governador Sr. Geraldo Alckmin e do Secretário de Turismo do Estado de São Paulo Sr. Cláudio Valverde.

Recebemos nosso kit da Rota Franciscana composto de chapéu, camiseta e cajado.

Assistimos alguns discursos, a posse do Conselho e um vídeo com os programas de turismo desenvolvidos pela Secretaria.

Vestidos a caráter ainda tiramos fotos com o Governador e com o Secretário de Turismo. Nossa foto com o Governador foi postada no Portal do Governo com a matéria da posse do Conselho. 


Após a cerimônia, descemos ao salão principal para a confraternização com degustação de alguns quitutes da Rota Gastronômica e visitamos alguns stands com kits e informações dos programas de turismo do Estado de São Paulo.

Foi muito bom participar desta festa representando a Rota Franciscana e o nosso grupo Ação Natural Trilheiros.

O Programa Caminha São Paulo – Rota Franciscana Frei Galvão é composto de cinco rotas com 818 km passando por 31 cidades e municípios do Estado de São Paulo. Já concluímos duas das cinco rotas, visitamos quatorze cidades e percorremos 348 km do total das rotas.

Após conclusão de cada rota recebemos um certificado. Eu chamo esse certificado de “pequeno mimo” para os caminhantes como reconhecimento pelo esforço no trecho percorrido.


Existem pequenas falhas com a sinalização em algumas rotas, mas a coordenação do programa não tem medido esforços para corrigi-las.

Recomendo a todos que querem ter uma experiência diferente e única, seja religiosa, turística ou cultural. Valem todos os km de história nessas rotas.

Agradecemos a Ana Carolina Cunha e Thiago Fogaça da secretaria de Turismo de São Paulo pelo empenho e o suporte ao nosso grupo desde o momento das nossas inscrições no programa. O apoio de vocês tem sido muito importante, em nome do grupo Ação Natural Trilheiros nosso muito obrigado!

PARABÉNS AÇÃO NATURAL TRILHEIROS!

“Nunca desista dos seus objetivos, eles podem levá-los longe!”

19 abril 2014

Trilha Pico do Olho D’água – Mairiporã

Sábado do feriadão com temperatura agradável, ideal para fazer uma trilha. Bora chamar os amigos! Depois de uma ligação aqui e outra ali, reunimos quem não foi viajar e lá fomos nós conhecer um novo caminho em Mairiporã.

Chegamos cedo à cidade, procuramos informações com alguns moradores para subir no Pico do Olho D’água e ficamos sabendo da existência de dois caminhos para se chegar ao cume, um que passa pelo Cruzeiro e outro que começa na estrada ao lado do Clube de Campo.

Rota escolhida e lá fomos nós! Pegamos a estrada ao lado do Clube e começamos a subida e põe subida nisso!


Uma pena que a maior parte da caminhada foi em estrada asfaltada. Procuramos por trilhas, mas infelizmente os caminhos nos levariam para alguns quintais de chácaras ou paredões que precisariam ser escalados para voltarmos à estrada. Sem muita alternativa ficamos na estrada mesmo.

Já no final da subida chegamos a uma pequena praça circular. Nesse ponto saímos do asfalto e entramos em uma pequena trilha ao lado das torres de transmissão. Passamos por um portão e chegamos ao cume do Pico do Olho D’água com 1.168 m de altitude. O visual lá em cima é de encantar os olhos, muitas montanhas com vários tons de verde. Lá avistamos Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato, Bairro Terra Preta, Atibaia, Guarulhos, Nazaré Paulista, Santa Isabel e a Zona Norte de São Paulo.


Depois de contemplarmos as montanhas em volta do cume, caminhamos mais um pouco e fomos surpreendidos novamente pela vista do outro lado da montanha. Foi um espetáculo! Vimos muitas pedras de diversos tamanhos, algumas tinham formatos distintos, outras davam a impressão de terem sido caprichosamente colocadas por cima das outras criando um visual e tanto!

Vimos alguns grampos nas pedras maiores, o que indica que alguns aventureiros fazem rapel lá de cima. Vale a dica para explorar o local com equipamentos adequados.

Resolvemos descer a montanha pelo lado das pedras. Embalados pela inclinação da montanha, a descida foi tranquila, fazendo ziguezague e desviando das pedras e inventando uma trilha para descermos até a estrada de terra na parte baixa do Pico.


Seguimos pela estrada de terra até voltarmos ao asfalto. Descemos pelo caminho que leva ao Cruzeiro para completarmos a volta. Depois de uma breve parada no Cruzeiro para algumas fotos, retomamos nosso caminho e descemos rumo ao centro de Mairiporã.

Para nossa sorte havia uma feira na entrada da cidade e ela ainda não havia terminado. Não deu outra, fechamos a caminhada comendo pastel com caldo de cana. Eita vida dura!

Ao todo foram 9,2 km percorridos com uma subida bem íngreme e um visual que não se vê todos os dias.

Valeu pessoal pela disposição e companhia!


Até a próxima!

12 abril 2014

8ª Etapa da Rota Franciscana – Conclusão da Rota Conhecimento

Chegamos à última parte da Rota do Conhecimento. Passamos por Bananal, Arapeí, São José do Barreiro, Areias, Silveiras e Cachoeira Paulista. Só faltavam alguns quilômetros para encerrarmos a rota passando por Canas, Lorena e Guaratinguetá.

Ao todo foram 155 km de caminhada e pedalada. Esta sem dúvidas foi uma rota difícil, não pelo caminho em si, mas pelos obstáculos que encontramos. A falta de placas e informações desencontradas na maior parte da rota foram os destaques negativos, mas os pontos positivos são muitos! Muitas histórias, culturas, paisagens, monumentos, igrejas centenárias, estradas rústicas e a Estrada Real, casarões antigos do tempo dos Barões do Café, fazendas centenárias, muitos atrativos naturais, entre outros. Foram bons momentos em cada cidade envolvida na rota.


Nesse último trecho caminhamos aproximadamente 25 km para encerrarmos a rota até Guaratinguetá passando por Canas e Lorena.

Canas é uma pequena cidade com pouco mais de quatro mil habitantes. Tem como principais fontes a agricultura: plantio de arroz e horticultura; pecuária: gado leiteiro; indústria: cerâmica, pré-moldados plásticos e minério.

Poucos minutos de caminhada e chegamos à divisa com Lorena.

A cidade teve sua origem em um povoado do final do século XVII. Conhecida como Vila de Guaypacaré* em 1705, foi elevada à freguesia em 1718 e a município em 1788 e recebeu o nome de Lorena pelo decreto do Capitão Geral Bernardo José de Lorena.


Lorena foi elevada à cidade em 1856. Era conhecida pelas terras das Palmeiras Imperiais e recebeu a Monarquia Imperial. D. Pedro I, durante sua estadia, plantou pessoalmente uma das palmeiras da Rua das Palmeiras.

*Guaypacaré – nome tupi guarani que quer dizer: braço ou seio da lagoa torta, em virtude de um braço do rio Paraíba que existia na época, mas segundo o Relatório da Província de São Paulo de Azevedo Marques, guaypacaré significa lugar das goiabeiras. (fonte: site oficial da cidade)

Tivemos como boas vindas a Floresta Nacional de Lorena, com mais de 249 hectares de área com trilhas, plantas, área de lazer, lago natural, auditório para atividades de educação ambiental e uma ruína do galpão do aeroporto de Lorena.


Depois de passarmos pela Floresta seguimos para a cidade. Passamos pelo 5º Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, destaque para o mural contando todas as participações históricas do Batalhão nas guerras, revoluções, campanhas, entre outras missões.

Passamos pela Estação Ferroviária de Lorena. Hoje a Praça da Estação abriga a Secretaria de Segurança de Lorena e o Espaço Cultural Carlos E. Marcondes. Seguindo em frente passamos pela Igreja do Rosário, mas infelizmente estava fechada. Essa Igreja foi formada pela Irmandade do Rosário dos homens pretos, composta em sua maioria por escravos e ex-escravos.

Percorrendo nossa rota chegamos ao pórtico na Praça Baronesa de Santa Eulália onde registramos nossos cartões.


Na praça também está a Igreja Nossa Senhora da Piedade erguida em 1705 e outra vez não tivemos sorte, a igreja também estava fechada.

Ainda passamos em frente ao Palacete Veneziano construído em 1919 que hoje é a atual UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo).

Depois de uma breve parada para o lanche, seguimos nosso caminho para Guaratinguetá.

Por um bom tempo caminhamos pela Estrada Real, nome dado aos caminhos onde a Coroa Portuguesa permitia o transporte de ouro, diamantes, a circulação de pessoas e mercadorias entre a região mineradora nas Minas Gerais e a cidade do Rio de Janeiro para serem embarcados nos navios com destino à Europa.

Chegando a Guaratinguetá, passamos por alguns bairros até chegarmos novamente ao pórtico na Praça Santo Antônio onde registramos nossa passagem concluindo a Rota do Conhecimento.

A noite estava chegando, mas ainda visitamos a Casa do Frei Galvão e a Catedral de Santo Antônio.

Missão cumprida, mais uma rota terminada. Foi uma experiência e tanto desde o primeiro dia até o final dessa etapa.


Já programamos a próxima. Foi bom demais terminarmos essa rota!

Esperamos que as outras rotas tenham boas surpresas e mais sinalização no caminho.

Até a próxima etapa!


Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto e Marcos Tsuda.

29 março 2014

Trilha e Rapel na Pedra Grande em Atibaia

Chegou o final de semana e o que tínhamos para hoje? Trilha com rapel!

Depois de tudo acertado com o Rodriguez da TNT Adrenalina, lá fomos nós!

Seguimos para a base da montanha e começamos a subida da trilha.

No começo, a trilha era uma leve inclinação, mas aos poucos foi ficando cada vez mais íngreme. Saímos de 830 m de altitude para 1.492 m onde foi realizado o rapel.

A trilha sobe em zigue e zague serpenteando a montanha. A caminhada que a princípio seria entre 3 e 5 km acabou se revelando uma trilha de 10 km ida e volta.

10 km são tranquilos para uma trilha, mas essa não é uma trilha qualquer!



O acesso ao cume é cheio de pedras, algumas pequenas outras enormes e por isso tivemos que fazer escalaminhadas (mistura de escalada com caminhada). Para alguns certamente foi um desafio e tanto vencer o medo da altura e manter o equilíbrio em cima das pedras para seguir em frente na trilha.

A cada parada durante a subida para recuperar o fôlego e as energias, o visual enchia os olhos. Ver aquelas pedras soltas por todos os lados como se alguém caprichosamente tivesse colocado cada uma no lugar certo, realmente impressiona qualquer um!

Com o corpo descançado encaramos mais um trecho de subida agora bem mais íngreme, aumentando ainda mais a dificuldade com tantas pedras e a mata quase encobrindo a trilha. Se você pensou que alguém iria desanimar e se entregar por causa da dificuldade, pensou errado!

Fomos subindo, subindo e subindo cada vez mais a encosta da Pedra Grande e a todo o momento olhávamos para ela, já que era nossa referência. Parecia que não chegaríamos nunca. A trilha era interminável e a Pedra era um destino ainda distante.



Claro que durante toda a subida houve vários "ta ta ta" (nome carinhoso para os tombos), que foram bons motivos para risos e descontração, tudo encarado com muito bom humor dos "tatatazoados". Imagine a preocupação, se na subida foram mais ou menos dez ta ta tas, na descida quantos não seriam?

Quase no topo da Pedra Grande seguimos uma parede de pedra, com aproximadamente 2,5 m de largura com uma altura entre 30 e 40 m. Um tombo ali não seria nada agradável de ver!

Finalmente chegamos à Pedra Grande! Que visual incrível! A sensação de conquista é indescritível!

Mas você pensou que a aventura terminou? Não terminou não!

Ainda seguimos mais alguns metros acima para o ponto mais alto da Pedra Grande a 1492 m de altitude para fazermos o rapel.

Lá em cima com tudo preparado começamos o rapel. Depois de toda a caminhada, nada como um rapel no meio de muitas abelhas e zangões voando por todos os lados. 

Descemos o rapel em silêncio para não atrair os insetos e voltarmos para casa picados. Foi uma aventura e tanto! Felizmente ninguém foi picado.



Para aumentar as emoções do dia, tivemos uma grande lição! Nunca deixe de levar bastante água para as trilhas!

Imaginem a situação, todos lá em cima contando com uma bica d’água, que segundo informações estava muito próxima de onde seria o rapel, mas não estava.

Então lá vamos nós estrada abaixo atrás da bica. Descemos mais de 1 km da estrada até acharmos a tal bica d’água. Quase já sem forças, tivemos que subir tudo novamente para nos juntarmos com a outra parte do grupo e começar a descida montanha abaixo.

Retornamos por outra trilha que parecia mais fácil, mas só parecia!

Não deu outra! Foram outros tantos ta ta tas até chegarmos à base da montanha já anoitecendo.

Essa sem sombras de dúvidas foi uma das trilhas mais difíceis que eu já fiz, espero voltar lá novamente muito em breve. Já estou procurando outra trilha que supere o seu nível de dificuldade.

Parabéns a todos os participantes que encararam esse desafio, mesmo com tombos e escorregões, todos vocês foram bravos e determinados!

Obrigado ao Rodriguez e a Thais da TNT Adrenalina que nos proporcionaram uma das melhores trilhas do ano!

Até a próxima pessoal!

22 março 2014

Trilha na Serra do Itaberaba – Reserva Ibirapitanga

Sábado logo pela manhã seguimos para Santa Isabel, cidade próxima a São Paulo para encontrarmos com o pessoal disposto a caminhar na Serra do Itaberaba.

Turma reunida, alguns pela primeira vez com o nosso grupo, e lá fomos nós. Que estreia em pessoal!

Quando perguntarem para vocês: vamos fazer uma trilha em uma serra? Lembrem-se do significado de serra:

- Serra: Terrenos acidentados com fortes desníveis, cadeia de montanhas, cordilheira e podem variar entre 600 a 3000 metros de altitude.


Seguimos para o Parque Estadual do Itaberaba e Reserva Ecológica Ibirapitanga em Santa Isabel.

Itaberaba em Tupi significa “Pedra Reluzente”.

Ibirapitanga é o nome do pau-brasil em Tupi e significa “Madeira Vermelha”.

Começamos andando em um terreno com poucas elevações, passamos pela igrejinha e seguimos pela esquerda, cerca de 600 m à frente entramos a direita para nossa primeira subida. Começava o desafio!

Esse trecho de subida até que foi tranquilo, passamos pelas torres de transmissão e continuamos subindo.


Passadas as torres a inclinação aumentou e começou a verdadeira subida. Partimos de 730 m para 985 m de altitude.
Passamos por vários mirantes naturais durante a subida da serra.

O dia parecia que seria chuvoso, mas só parecia! Foi perfeito! Clima ameno e sem chuva, ideal para uma boa caminhada e excelentes fotos do pessoal encarando a subida.

Chegamos ao cume da montanha e a visão do alto da serra é linda, cercada de verde por todos os lados, coisa rara hoje em dia tão perto de São Paulo.

Guiados pelo Rafael do Turismo de Aventura, descemos a montanha até uma cabana abandonada caindo aos pedaços. Certamente daria um cenário ideal para um filme de terror com lago e o píer para pesca. Deve ter sido um bom lugar para passar um final de semana com os amigos pescando no lago e jogando muita conversa fora!

Depois de uma breve parada na cabana pegamos a trilha de volta. Fizemos o retorno por outro caminho, subindo por dentro da mata fechada saindo nos dutos da Petrobrás onde paramos mais uma vez para apreciar outro mirante natural. Não cansa dizer que essas montanhas enchem os olhos com uma beleza sem igual!


Voltamos à nossa caminhada descendo a montanha até que chegamos a uma porteira que dá acesso a estrada que nos levaria até a igrejinha novamente.

Agora faltava pouco para chegar onde deixamos nossos carros, mas as pernas, uh! As pernas já estavam cansadas depois de tanto esforço.

Se nos perguntarem:

- Vocês farão essa trilha outra vez?

A resposta é:

- Claro! Não tenham dúvidas que voltaremos outras tantas vezes!

Essa trilha foi um teste de resistência realizado com muito gosto! Ao todo foram 17 km de caminhada pela serra.

No final demos uma parada estratégica no mercadinho para uma hidratação básica e seguimos para o centro de Santa Isabel.

Já no centro paramos em uma lanchonete onde tomamos um lanche e depois o Rafael nos levou para o mirante com uma vista privilegiada da cidade e ainda fomos conhecer a Igreja Matriz de Santa Isabel.

Posso dizer que foi um dia completo!

Bons amigos reunidos para uma trilha, muita risada, um passeio e tanto pela Serra do Itaberaba, terminando o dia conhecendo um pouco mais da cidade de Santa Isabel.

Obrigado a todos que se dispuseram a passar algumas horas no meio da Serra do Itaberaba e um agradecimento especial ao Rafael do Turismo de Aventura por sua disposição e parceria!

Esperamos por vocês nas próximas aventuras! 

08 março 2014

7ª Etapa Rota Franciscana – de Areias até Canas

Dia 08 retomamos nossa caminhada da Rota do Conhecimento na cidade de Areias.

Areias inicialmente foi freguesia, criada em 1748 com nome de Santana da Paraíba Nova, que serviu de pouso para tropeiros de São Paulo e Minas Gerais que iam para o Rio de Janeiro.

Em 1801 ganhou denominação de Distrito de Paz, em 1816 passou para Vila de São Miguel dos Areias e em 1857 passou definitivamente a se chamar Areias, que deriva do Tupi haie, que significa atalho.


O casario colonial da cidade é do século XIX e foi a antiga Casa da Câmara e Cadeia, hoje Casa da Cultura. Vale destacar também a Igreja Matriz Senhora Sant’Ana de 1874 e o Hotel Solar Imperial erguido em 1798 e que em agosto de 1822 serviu de pouso para Dom Pedro I durante a viagem na qual proclamaria a Independência do Brasil.

Voltando à nossa rota, registramos nossa passagem no pórtico da Praça Nove de Julho e conhecemos a Igreja Matriz de Sant’Ana. Visitamos a Casa da Cultura com lindas esculturas em madeira dos personagens de Monteiro Lobato que foi promotor público da cidade e ainda subimos no Mirante do Cruzeiro onde tivemos uma visão privilegiada de toda cidade.


Seguimos nossa rota para a cidade de Silveiras.

A previsão do tempo era de chuva durante o dia todo e não deu outra, pegamos muita chuva no caminho. Foi uma aventura passar por estradas de terra, ou melhor, de lama até chegar a Silveiras.

Silveiras surgiu no final do século XVIII em torno de um rancho de tropas, o da família Silveira, daí o seu nome.  Em 1830 surgia a Freguesia dos Silveiras pertencente ao município de Lorena. O desenvolvimento constante a elevou à condição de vila em 1842 desmembrando-se de Lorena. Em 1844 ocorreu a primeira eleição para vereadores. Em 1864 Silveiras passou a cidade e em 1888 foi implantada a comarca, mas com o enfraquecimento do café a estrada de ferro não passou pelo município e a abolição da escravatura e a mudança da ordem política atingiram a comunidade. Em 1938 a comarca foi extinta. A partir de 1978 um movimento comunitário trouxe de volta o valor do patrimônio cultural e ambiental resultando na interrupção da decadência. Com o fortalecimento do artesanato, tropeirismo e a valorização da história local a cidade ganhou vida novamente.

A cidade oferece vários atrativos turísticos como a Fundação Nacional do Tropeirismo e a Trilha da Independência (1822). De longe se vê as trincheiras nos morros da cidade utilizadas na Revolução Liberal de 1842 e na Revolução Constitucionalista de 1932. Temos ainda a Cadeia de Euclides da Cunha do Século XIX, a Estrada dos Tropeiros, cachoeiras e o Pico da Boa Vista com 2050 metros de altitude.

Nossa passagem foi rápida, mesmo assim conversamos um pouco com alguns moradores sempre dispostos a falar das qualidades e das festas culturais da cidade.


Seguimos nossa rota e passamos pela Praça Padre Antônio Pereira de Azevedo onde encontramos outro pórtico instalado. Mesmo sem entender porque outro pórtico, paramos para registrar nossos cartões. Continuando o caminho, logo à frente chegamos ao portal da cidade e para nossa surpresa mais um pórtico, ou seja, três pórticos na mesma cidade.

(Encontrar três pórticos na mesma cidade onde deveria ter apenas um e não encontrar placas durante o percurso chega a ser um insulto aos caminhantes. Alguém está recebendo por serviços mal feitos e muito desorganizados. Acho que a Secretaria de Turismo deveria cobrar providências aos seus prestadores de serviços).

Continuando o caminho, seguimos para a cidade de Cachoeira Paulista. 

Já no centro da cidade passamos pelo Memorial dos Soldados da Revolução de 1932, pelas Igrejas São Sebastião e Santo Antônio, mas infelizmente estavam fechadas.

Conhecemos boa parte do centro da cidade com pouco movimento naquele horário.

Registramos nossa passagem no pórtico da Praça Prefeito Prado Filho no centro.


O município de Cachoeira Paulista teve sua origem em 1780, quando o Capitão Manoel da Silva Caldas e sua esposa doaram o terreno ao Senhor do Bom Jesus de Cana Verde. Em 1876 foi elevada a freguesia com nome de Santo Antônio de Cachoeira. Em 1880 foi constituída vila com denominação de Santo Antônio da Bocaina. Em 1890 foi anexada ao município de Cruzeiro, virou comarca em 1892 e em 1895 foi elevada a cidade. Em 1944 passou a se chamar Valparaíba e finalmente em 1948 recebeu o nome definitivo de Cachoeira Paulista.

Depois de uma pausa em Cachoeira Paulista, seguimos para Canas, a última cidade do dia.

Canas é uma pequena cidade com pouco mais de quatro mil habitantes, de forte influência de imigrantes italianos que chegaram no ano de 1887 para movimentar a economia do cultivo de cana-de-açúcar e mais tarde do arroz. Está apenas a 7 km de distância de Cachoeira Paulista.

A colônia de Canas foi iniciativa do Barão da Bocaina, Comendador Francisco de Paula Vicente de Azevedo. Dentro da evolução Canas passou de Núcleo Colonial Agrícola em 1890 para bairro, distrito e finalmente município. Em 1992 houve um Plebiscito Popular que optou pela emancipação de Canas.

Passamos pelo Espaço Cultural Cerâmica, mas infelizmente fomos impedidos de fotografar o interior do prédio. O lugar é muito bonito e interessante. Vale a visita. E ainda passamos pela Igreja Matriz de Nossa Senhora Auxiliadora e para variar estava fechada.

Registramos nossa passagem na Praça São José e com isso chegamos ao final da nossa programação para esse dia.

Foi um dia diferente, com várias cidades visitadas e sempre com o mesmo alto astral.

Caminhantes: Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e o novo integrante Alexandre Xella.