Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, SP, Brazil
Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

20 setembro 2014

13ª Etapa da Rota Franciscana – Conclusão da Rota Esperança

Dia 20 encerramos mais uma rota do Programa Caminha São Paulo. Dessa vez, finalizamos a Rota Esperança que liga as cidades de São Luis do Paraitinga, Lagoinha, Cunha e Guaratinguetá. Totalizando 117 km segundo o programa das rotas.

Nesse trecho retomamos a caminhada em Cunha seguindo para Guaratinguetá.


Cunha teve sua origem por volta de 1695 com a chegada de muitos aventureiros que subiam a serra com destino ao Sertão de Minas Gerais atraídos pelo ouro e pedras preciosas. Só em 1730 alguns viajantes fixaram residência na região e construíram um povoado. Em 1785 o povoado foi elevado à vila com o nome de Vila Nossa Senhora da Conceição de Cunha, em homenagem ao Governador da Província de São Paulo Capitão General Francisco da Cunha Menezes. Em 1858 com a autonomia política foi elevada à cidade e em 1883 tornou-se comarca. Em 1932 Cunha foi palco da batalha da Revolução Constitucionalista. Somente em 1993 Cunha assumiu sua identidade turística.

Logo que chegamos, passamos novamente no pórtico na Praça da Matriz e entramos na Igreja Nossa Senhora da Conceição. Considerada uma das igrejas mais bonitas do Vale do Paraíba, foi construída em 1731 em estilo barroco paulista. Após passar por cinco reformas tornou-se a Matriz. A igreja ainda possui um rico acervo de arte sacra com imagens e altares talhados em madeira.


Passamos por vários casarões do tempo dos Barões do Café e pelo Mercado Municipal da cidade.

Seguindo a rota, passamos pela Igreja do Rosário e São Benedito, mas infelizmente estava fechada.

Já saindo da cidade, percorremos por estradas rurais cortando sítios e fazendas, subindo e descendo várias montanhas. O tempo todo passamos por marcos da Estrada Real com placas contando detalhes da região a cada 400 ou 800 m. Foi bem interessante andar tantos quilômetros da Estrada Real e pisar em caminhos históricos. Pena que em muitos trechos a mata estava queimada, aparentemente houve um grande incêndio na serra entre Cunha e Guaratinguetá. Felizmente a natureza já está mostrando sua força substituindo as cinzas do queimado por mato verde.


Foi uma caminhada longa. Em determinado trecho tínhamos que caminhar pela Rodovia. Avaliando os riscos de andar na estrada sem acostamento, percorremos esse pequeno trecho no carro de apoio, preservando a integridade física do grupo.

Já quase na divisa entre as cidades de Cunha e Guaratinguetá entramos no Mosteiro e Capela de Santo Expedito.

Seguimos por mais estradas que iam cortando as montanhas. O céu ficou carregado com nuvens de chuvas anunciando que iria cair muita água. Não demorou muito e começou a chuva, bem-vinda chuva! Como não passamos por nenhuma cachoeira nesse trecho deixamos a chuva fazer a nossa alegria! Caminhamos cerca de 3 horas embaixo dela. Como foi bom! Já fazia muito tempo que não chovia e não tinha como não aproveitar esse banho de chuva.

Paramos no Bar do Jeferson no caminho para dar aquela merecida hidratada sabendo que ainda tínhamos 9 km de caminhada até Guaratinguetá para finalizar a rota.

Esses últimos quilômetros foram pela Rodovia até a entrada da cidade.

Já era noite alta quando chegamos ao pórtico de Guaratinguetá para fechar mais uma rota.

Agora falta apenas uma rota para terminar todo o programa da Rota Franciscana. Com certeza não falta ânimo para essa turma!

Parabéns a todos! Mais uma rota concluída com sucesso e muita energia positiva!

Bora pra próxima etapa finalizar a Rota Franciscana!

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Seu Carlos.

30 agosto 2014

12ª Etapa - Rota Franciscana - Rota Esperança

Continuando a Rota da Esperança, dessa vez de Lagoinha a Cunha. Esse foi o trecho mais longo do percurso, ao todo foram 41 km.

Lagoinha está situada entre São Luiz do Paraitinga e Cunha no Vale do Paraíba. Sua origem não é diferente de muitas outras cidades. Ela nasceu à margem do caminho dos tropeiros que transportavam café da região para o Porto de Ubatuba. Na época era comum todo pouso de tropeiros ficar às margens de rios ou córregos. O nome Lagoinha foi dado porque nesse trecho o pouso da tropa ficava localizado ao lado de uma pequena lagoa. Segundo a história, localizava-se sob o atual Mercado Municipal. Sua fundação está ligada à construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição em 1863. O povoado cresceu e foi elevado à Vila em 1880. Tornou-se município pela primeira vez em 1900, mas devido à crise econômica e a baixa população voltou à condição de Distrito em 1934 e somente em 1953 voltou a ser município novamente. Com o fim do ciclo cafeeiro o município passou a viver da agricultura e pecuária. Lagoinha ainda preserva várias características do tempo do café, como alguns casarões, a Festa do Divino Espírito Santo e a cultura caipira.


Logo que chegamos a Lagoinha, passamos pelo Cristo na entrada da cidade que parecida dar boas vindas de braços abertos para o visitante. Descemos para a Praça da Matriz, registramos nossa passagem no pórtico e ainda conhecemos a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Lagoinha, subimos no Cruzeiro da cidade onde tivemos uma vista privilegiada.

Seguimos nosso caminho pelas estradas rurais, passando por sítios e fazendas com muitas montanhas a nossa volta e a serra do mar ao longe. A vista era de encantar os olhos a cada curva.


Durante o trajeto vimos alguns sítios fechados e vários animais desesperados por comida. A falta de chuva acabando com o pasto e os animais abandonados à própria sorte. Deu dó dos bichos.

Nesse trecho ouvimos muitos cantos diferentes de pássaros. Em alguns momentos parecia uma sinfonia com várias espécies cantando ao mesmo tempo. Ouvimos as maritacas, gaviões, quero-quero, tesourinhas, joão-de-barro, seriemas, corujas, pombas, periquitos, sabiás, canários... Enfim, foi bom demais ouvir tudo aquilo.


Outro momento interessante foi quando passamos por um campo onde um avião monomotor com problemas mecânicos fez um pouso forçado em julho de 1924. Ele transportava uma bomba com 3 quilos de dinamite e 50 mil panfletos com a intenção de bombardear o Palácio do Catete e convocar os cariocas para a Revolução de 1924.



O caminho todo estava bem sinalizado e foi um trecho muito fácil de percorrer com poucas, mas boas subidas. Mas no geral era quase tudo plano.

Posso dizer que o melhor momento da caminhada foi quando achamos uma cachoeira no caminho. Foi sensacional! O sol estava forte, o ar estava muito seco, só um banho de cachoeira para revigorar e recarregar as energias. Depois do banho e com baterias recarregadas voltamos à caminhada rumo ao final do trecho.

O sol já estava se pondo quando saímos de uma estrada rural e entramos na rodovia já perto de chegar ao destino final. Agora faltavam apenas 2,5 km para chegar a Cunha, mas esses últimos quilômetros, podemos dizer que foram os mais difíceis. Depois de uma longa caminhada pegar uma subida íngreme já quase sem forças nas pernas, foi bem difícil, mas encaramos!


Entramos em Cunha já à noite, passamos no pórtico para registrar nossa passagem e fomos atrás de um bom lugar para recarregar as energias.

Depois do “pequeno grande” lanche, voltamos para casa, já programando nosso retorno para concluir a Rota da Esperança!

Não preciso dizer que foi bom demais! A turma toda caminhando e rindo o tempo todo, mesmo nas horas onde bateu o cansaço.

Valeu pessoal pela disposição e pela companhia!

Até a próxima!


Caminhantes, Alexandre, Andréia, Argeu, Cláudio, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice, Rafael e Seu Carlos.

17 agosto 2014

Trilha Raiz da Serra – Paranapiacaba

Programamos essa trilha com antecedência, mas durante a semana o tempo ficou fechado, ora chovia, ora fazia sol e assim foi nos três dias que antecederam a trilha. Chegamos até a cogitar remarca-la, mas mantivemos a data. Já tínhamos reservado o ônibus para nos trazer de volta. Posso dizer que foi um festival de previsões do tempo. Acho que nem a mãe Dinah teria tantas previsões assim. Todas elas diziam que choveria, uma com mais de 25 mm, outra com 2 mm de chuva, entre outras tantas com raios e trovoadas, outras apenas uma garoa e névoa. Foi meio tenso ter tantas previsões assim. No final não caiu chuva nenhuma para a alegria geral.


Essa trilha se inicia em Paranapiacaba e desce até Cubatão. Ao todo foram 15,6 km de mata fechada, mirantes, corredeiras, barrancos, alguns abismos, pedras escorregadias e vários quilômetros caminhados por dentro do Rio Mogi.

Originalmente essa trilha era conhecida como Trilha dos Tupiniquins com alguns registros históricos datados de 1528. Começava em São Vicente percorrendo as margens do Rio Mogi até Paranapiacaba. Ao longo dos séculos foi trocando de nome e hoje é conhecida como Trilha Raiz da Serra do Mar. Algumas referências históricas dizem que essa é a primeira trilha utilizada pelos europeus em São Paulo e foi o único meio de ligação entre o litoral e o planalto paulista.


A Trilha dos Tupiniquins passava pelo território dos Tamoios que eram inimigos dos portugueses e dos tupiniquins o que deixava o caminho muito perigoso. Em 1560 o Padre Anchieta abriu uma nova trilha paralela na serra. Séculos mais tarde os ingleses a utilizaram para construir a primeira ferrovia de São Paulo. Hoje o Parque Estadual Serra do Mar protege um pequeno trecho original dessa trilha.

Foi uma trilha e tanto. Em alguns trechos passamos por uma pequena parte de calçada de pedra que lembrava muito um trecho da Estrada Velha de Santos, porém bem mais estreita. Foi muito interessante passar por esse trecho, faz a gente pensar como foi dura e sofrida a vida dos escravos que transportavam cargas pesadas subindo e descendo por aquelas trilhas, e ao mesmo tempo também foi muito gratificante poder percorrer esses trechos históricos.


Essa trilha não é nada fácil e exige um bom preparo físico e resistência, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças.

Ela pode ser dividida em três partes:

1 – trecho de mata fechada, descendo a encosta até chegar ao Rio Mogi, foram cerca de 5 km de trilha saindo de 830 m para 35 m de altitude até o leito do rio com muitos barrancos, abismos, pedras soltas e vários mirantes;

2 – trecho de caminhada por dentro do rio, foram aproximadamente 6 km de pedras lisas, correnteza e muitos escorregões até a estação de trem abandonada dentro da COSIPA;

3 – finalizando em 4 m de altitude do nível do mar e mais uns 4 km de caminhada entre a estação abandonada e a saída da COSIPA onde pegamos nosso ônibus para voltar à Paranapiacaba.


Ao todo foram 12 horas de caminhada, respeitando o limite de cada participante e a segurança do grupo. Fizemos algumas paradas no caminho para descansar e relaxar nos poços criados pelo rio. Parecia até que foram criados como pontos de paradas estratégicas, o que era muito convidativo para alguns mergulhos e para recarregar as energias.

Foi uma travessia daquelas que vale cada metro andado na trilha. Ressalto o empenho do grupo que em todo tempo foi participativo ajudando um ao outro nos momentos mais difíceis e a experiência e o companheirismo do Ricardo e da Flavia que foram fundamentais desde que surgiu a ideia de fazer essa trilha até a sua conclusão.

Claro que não podemos deixar de agradecer ao nosso motorista Alex que além de nos trazer de volta em segurança ainda trouxe uma revigorante caixa cheia de cervejas, sucos, energéticos, água, refrigerantes, enfim... Valeu Alex!

Agora é se preparar para a próxima aventura.

Obrigado a todos que participaram e aos novos amigos que fizeram a primeira trilha com o Grupo Ação Natural Trilheiros, bem-vindos sempre!

Até a próxima!

20 julho 2014

Pico do Urubu

Domingo reunimos a turma para uma caminhada em Mogi das Cruzes com o objetivo de subir até o cume do Pico do Urubu.

Localizado no ponto mais alto da Serra do Itapety, o Pico do Urubu com seus 1.150 m de altitude é uma das atrações turísticas da cidade de Mogi das Cruzes atraindo praticantes de voo livre e é um local muito agradável para se passar algumas horas admirando o horizonte.

Em dias claros e com o céu limpo, podemos avistar ao longe a Serra da Cantareira e da Mantiqueira, as cidades de Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, a Serra do Mar ao fundo e ao longe a cidade de São Paulo sumindo no horizonte.


Após sairmos da estação, seguimos por algumas ruas e avenidas, passamos pela ponte sobre o rio Tietê e chegamos à avenida que dá acesso ao Pico.

A caminhada começou por ruas planas até que começamos a subir e quase não paramos mais. Foram cerca de 7 km de subida puxada até o cume. O caminho em alguns trechos era asfaltado, em outros era de paralelepípedos e em outros era de terra.

Passamos por vários sítios no caminho e fomos ultrapassados por vários carros, motos e ciclistas que seguiam para o mesmo local que o nosso grupo.


A subida não dava trégua, a cada curva vencida vinha outra curva com mais inclinação.

Durante a subida não faltou diversão, o astral do povo estava alto. Muitas conversas descontraídas o tempo todo.

A chegada ao cume foi um misto de alegria e alivio por termos vencido a subida. Totalmente compensados pela vista a nossa frente.

Para todos os lados que você virasse para olhar era um espetáculo. O dia estava limpo e a vista podia alcançar até as montanhas e serras mais longínquas no horizonte.

Dia perfeito para fotos panorâmicas. Foi fantástico!


O local é muito frequentado por turistas de todos os lugares. Alguns acampam no cume para ver o pôr e o nascer do sol que certamente são espetáculos a se contemplar.

Pena que muitos turistas deixam seus lixos espalhados por todos os lados e alguns ainda tem o “capricho” de pichar as pedras que dão um toque especial ao cume poluindo um pouco da beleza do lugar. É uma pena que ainda temos pessoas com mentalidade tão pequena e que fazem esse estrago na natureza.

Depois de algumas horas descontraídas no cume, descemos pelo mesmo caminho até a estação de Mogi das Cruzes.

Passar o Dia do Amigo entre amigos e fazendo novos amigos, não tem preço!

Valeu pessoal pela companhia e disposição!

Até a próxima!

19 julho 2014

11ª Etapa da Rota Franciscana – Rota Esperança

Dia 19 seguimos para São Luiz do Paraitinga e demos início à penúltima rota do programa Caminha São Paulo – Rota Franciscana. Essa rota percorre São Luiz do Paraitinga, Lagoinha, Cunha e termina em Guaratinguetá.

Chegamos cedo à Praça da Igreja Matriz onde fizemos nosso registro no pórtico. Logo em seguida visitamos a Igreja São Luiz de Tolosa (Matriz), construída no século XIX. Desde os tempos da Colônia e do Império até hoje o povo se reúne na Praça da Matriz para as festas tradicionais. Alguns anos atrás ela foi totalmente destruída durante uma enchente que devastou a cidade. A Igreja foi reaberta recentemente após uma grande obra de reconstrução trazendo de volta orgulho e alegria para a cidade.


São Luiz do Paraitinga possui o maior número de casas e sobrados tombados pelo CONDEPHAAT e pelo IPHAN no Estado de São Paulo. São aproximadamente 450 imóveis e é a cidade paulista que melhor conservou o patrimônio arquitetônico, tradições, festas populares e toda cultura do passado.

Fundada em 1769 como povoação de São Luiz e Santo Antonio do Paraitinga e elevada a Vila em 1773. Em 1857 foi elevada a categoria de cidade e foi em 1873 que obteve a denominação de “Imperial Cidade de São Luiz do Paraitinga”.

Parahytinga – em Tupi-Guarani – “Águas Claras”.

Passamos ainda pela Capela Nossa Senhora das Mercês, construída no fim do século XVII. Conserva as características da época da Colônia. Também foi totalmente reconstruída após a inundação.

Seguindo a rota passamos pela Igreja do Rosário construída no final do século XIX, localizada na parte alta da cidade.


Saímos da cidade seguindo a rota rumo à Lagoinha. Encontramos muitas placas indicando o caminho e tudo parecia perfeito no início da rota, mas em uma bifurcação uma placa indicava o caminho para a direita e a rota disponibilizada no site para o GPS indicava para a esquerda. Decidimos seguir as placas, já que até o momento tudo estava muito bem sinalizado. Passamos por outra placa que indicava a necessidade de entrar por uma porteira de uma fazenda e seguimos em frente até chegarmos a um cruzamento que nos deixou sem saída. Em frente ao cruzamento existe uma placa da rota indicando para seguir em frente o que seria impossível já era mata fechada e totalmente cercada com arames farpados. Atrás da cerca de arames farpados havia uma placa informando que se tratava de uma área de propriedade particular. Para não ficarmos dando volta à toa ou corrermos riscos de caminhar em mata fechada, retornamos até o ponto onde a rota do GPS indicava e seguimos o seu caminho. Tudo indica que quem fez a rota para o GPS não foi a mesma pessoa que fez a colocação das placas nesse trecho ou pior quem colocou as placas ignorou completamente a rota traçada no GPS. Erraram feio novamente.

Percorrendo pela rota do GPS passamos por muitas fazendas. A vista é encantadora, belas paisagens, muitas montanhas, animais, pássaros e por um bom trecho caminhamos margeando o Rio Paraitinga.

No caminho passamos pela Capela do Carioca onde está uma vértebra com uma bala de fuzil do Tenente Carioca morto no local durante a Revolução Constitucionalista. Aquela região foi marcada por intensos combates. Este é um dos pequenos detalhes da caminhada que a torna muito interessante, a cada trecho sempre temos algo diferente para aprender e admirar. Assim como uma cena inusitada de um rebanho de vacas brancas em um campo de futebol com uma vaca negra entre elas, parecia um time inteiro de futebol com o juiz em campo aguardando o time das vacas malhadas que estava do outro lado da cerca chegar para começar a partida. Foi hilário!


Depois de uma longa caminhada voltamos a encontrar placas da rota indicando o trajeto como se as duas rotas (do GPS e das placas) voltassem a se encontrar em algum ponto desconhecido e continuasse o caminho como se nada tivesse acontecido.

Já no final da tarde chegamos à Cachoeira da Pedra Grande. Sem dúvida foi uma excelente parada para reabastecer as energias. Aquela cachoeira linda de aproximadamente 35 m de altura e uma queda d’água muito convidativa para um banho. Claro que não passou em branco e entramos na cachoeira! Bom, pelo menos três doidos, já que estamos no inverno e a água estava extremamente gelada.

Foi muito revigorante, posso dizer.

Depois de lancharmos no local decidimos encerrar nossa caminhada por lá mesmo.

Ainda demos uma volta por Lagoinha que estava comemorando a tradicional Festa do Divino com muita cantoria, feira de artesanatos e barracas de comes e bebes. Temos muita coisa para ver e conhecer em Lagoinha e muita história para ouvir e contar.

Até a próxima caminhada!

Caminhantes: Argeu, Alexandre, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marcos Vinícius.
Motoristas de apoio: Seu Carlos e Mônica Gavarron

09 julho 2014

Vila de Paranapiacaba e Vila Taquarussu

Nada com aproveitar o feriado de 9 de julho com uma caminhada na Vila de Paranapiacaba!

Depois de reunir a galera no ponto de encontro lá fomos nós para mais uma caminhada descontraída cheia de cultura e história.

“Paranapiacaba” originou-se do termo Tupi que significa “lugar de onde se vê o mar”, através da junção de paranã (mar), epiak (ver) e aba (lugar).


Paranapiacaba é um distrito do município de Santo André. Surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia de trens São Paulo Railway. A companhia foi inaugurada em 1867 realizando o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos.

No ano de 1898, foi erguida uma nova estação com madeira, ferro e telhas francesas trazidos da Inglaterra. Esta estação tinha como característica principal o grande relógio fabricado pela Johnny Walker Benson de Londres, que se destacava no meio da neblina muito comum na região.

Em 15 de julho de 1945, a Estação do Alto da Serra passou a ser chamada de Estação de Paranapiacaba. Em 13 de outubro de 1946 a companhia São Paulo Railway foi incorporada a União, criando-se a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí e em 1950 uni-se à Rede Ferroviária Federal.

Na vila você tem uma aula de história visitando diversos pontos turísticos como:

Museu do Funicular, com exposição de objetos de uso ferroviário, fotos e fichas funcionais de muitos ex-funcionários da ferrovia.

A Igreja de Paranapiacaba, originalmente chamada de Capela do Alto da Serra e recebeu licença quinquenal para celebração de missas pela primeira vez em 8 de agosto de 1884. Sua construção foi iniciada naquele ano.

O Museu do Castelo, localizado no alto de uma colina, com uma excelente vista privilegiada para toda a vila ferroviária, foi construída por volta de 1897 para ser a residência do engenheiro-chefe, que gerenciava o trafego de trens na subida e descida da Serra do Mar, o pátio de manobras, as oficinas e os funcionários residentes na vila.

O Antigo Mercado, construído em 1889 para abrigar um empório de secos e molhados. Posteriormente uma lanchonete. Após muitos anos fechado, foi restaurado pela prefeitura de Santo André e tornou-se um centro multicultural. Com sua posição central privilegiada, permite que os eventos realizados tenham um cenário charmoso na serra.

O Pau da Missa, o “pau da missa” é um eucalipto centenário originalmente utilizado para avisos relacionados às missas de sétimo dia. Devido a sua boa localização entre a parte alta e a parte baixa, esta árvore tornou-se um dos símbolos de Paranapiacaba, pois servia como suporte para informações da comunidade, integrando as duas partes da vila.

Passamos por ruas e casas dos antigos funcionários da ferrovia. Cada uma com característica diferente para identificar os moradores. Como as casas geminadas de quarto em madeira eram de ferroviários que possuíam famílias, construídas em madeira e cobertas por tolhas de zinco. Já as casas dos engenheiros eram casas de alto padrão, grandes e avarandadas. Foram construídas em madeira nos tempos da São Paulo Railway, com plantas baixas individualizadas, depois em alvenaria nos tempos da Rede Ferroviária Federal no mesmo padrão das plantas e as casas de solteiros eram casas conhecidas como barracos, foram construídas em madeiras. A planta dessas casas possui dormitórios, sanitários e cozinha, serviam para alojar o grande fluxo de homens solteiros da ferrovia.

Depois de passarmos pela locomotiva abandonada seguimos para a Vila Taquarussu.

É uma caminhada de aproximadamente 5 km entre a Vila de Paranapiacaba e a Vila Taquarussu, andando por estrada de terra e pedras em meio a mata atlântica, ouvindo o som da natureza misturada ao longe com os sons da Maria Fumaça levando e trazendo os turistas em uma curta viagem de apenas 5 minutos entre o Museu Funicular e a plataforma desativada da Estação de Paranapiacaba.

A Vila Taquarussu é uma vila do distrito de Quatinga, município de Mogi das Cruzes, ela foi formada por imigrantes italianos no início dos anos de 1910. Chegou a ter 30 a 40 casas, além de um pequeno empório e uma bomba de gasolina.

A vila fornecia lenha e carvão para as máquinas da companhia São Paulo Railway em Paranapiacaba. Todo material era transportado em lombo de burros e mulas sendo substituídos gradualmente por caminhões. A vila cresceu durante a Segunda Guerra Mundial, mas com a substituição das máquinas da estrada de ferro, a vila entrou em decadência. Atualmente há poucos imóveis no local, mas em excelente estado de conservação.

No centro da vila existe uma pequena capela em homenagem a Santa Luzia construída em 1945. Em frente à capela tem um coreto muito bonito e bem conservado, onde a maioria dos visitantes faz uma parada para lanchar e apreciar o local.

Depois de uma boa parada para as fotos e um pequeno descanso fizemos o caminho de volta para Paranapiacaba com mais uma parada estratégica para um bom almoço na vila.

Com a tradicional névoa cobrindo tudo, nos despedíamos de Paranapiacaba e voltamos para São Paulo depois de um dia muito agradável na companhia dos amigos.

Valeu galera!!!!

Até a próxima!!!

21 junho 2014

10ª Etapa da Rota Franciscana – Conclusão da Rota Equilíbrio

Dia 21 encerramos a Rota do Equilíbrio fechando os 82 km dessa rota.

De Lavrinhas a Cruzeiro foram apenas 7 km, mas com muitas histórias, casarões e belas paisagens. De Cruzeiro a Piquete foram mais de 39,5 km de caminhada, com mais casarões, igrejas e outros destaques como o cruzeiro, a Estação Ferroviária da cidade e a Rotunda de Locomotivas. Caminhamos por bairros e vilarejos históricos, fazendas e sítios com muito verde e animais no trecho da Trilha do Ouro e por estradas com muita subida e belas paisagens até chegarmos à cidade de Piquete.


Piquete é conhecida como “Cidade – Paisagem” graças à sua localização ao pé da Serra da Mantiqueira. Nasceu como Arraial de São Miguel em 1828. Aos poucos as roças e moradias foram se formando espalhadas ao longo do caminho e fixando moradores dando origem ao bairro de Piquete. Em 1891 era elevada a Vila e em 1915 à Cidade. Sua consolidação econômica se deu com a chegada da indústria bélica em 1909 no município.

A cidade oferece vários atrativos turísticos e possui grande parte de seu território dentro de uma área de proteção ambiental, cercada por montanhas, picos e cachoeiras. Na cidade existem alguns pontos que valem a visita, como a Igreja Matriz de São Miguel das Almas erguida em 1891 e a nova Igreja de São Miguel de 1970 com sua arquitetura diferenciada com lindos vitrais. A Estação Ferroviária Estrela do Norte que transportava passageiros somente entre Lorena e Piquete (era de uso exclusivo do Exército) foi desativada em 1985. A Estação Ferroviária Rodrigues Alves, inaugurada em 1906 com estilo eclético de padrões europeus, teve o nome como uma homenagem ao Presidente da República na época de sua construção e em 1933 foi alterado para o nome da cidade. Hoje ela abriga a Secretaria Municipal de Cultura. Outro ponto de muita importância turística para a cidade é a Fabrica de Pólvora Presidente Vargas. A antiga entrada principal da Zona Militar é um magnífico pórtico inaugurado em 1955, com ricos detalhes em relevo representando a Pátria Brasileira, Classes Armadas e a Fábrica Presidente Vargas.


Aproveitamos nossa passagem por Piquete e conhecemos todos esses locais. Claro que foi uma passagem rápida o que nos deixou com vontade de voltar logo. Piquete tem muita história e muitos locais para conhecer e descobrir.

Ao longo dessa rota, não tivemos muitos problemas com a sinalização, mas mesmo assim constatamos que muitas placas foram arrancadas entre Piquete e Guaratinguetá, deixando dúvidas em algumas bifurcações. Se não fosse o GPS certamente pegaríamos o caminho errado. Gostaria de sugerir à Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo que repensasse a forma de sinalização das rotas. Uma boa ideia seria a instalação de pórticos como os que existem na Estrada Real, feitos de concreto com o emblema da Rota, localização e uma seta indicando o sentido do caminho. É mais caro e trabalhoso, mas sem dúvida é muito mais durável do que placas pregadas em madeira fincadas no chão. Elas são muito fáceis de derrubar, arrancar ou roubar, sem contar que a madeira apodrece rapidamente.

Particularmente, desejo que todas as rotas criadas pelo Programa Caminha São Paulo sejam bem sucedidas e que mais pessoas tenham o mesmo privilégio que temos em percorrer essas cidades e em conhecer um pouco mais da riqueza do nosso Estado. Esse programa é um dos melhores já desenvolvidos pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e não pode ser abandonado. É história viva em cada trecho e cidade visitada.


Saímos de Piquete cruzando alguns vales e pequenas montanhas e passamos por várias porteiras de sítios e fazendas ao longo do caminho, estradas rurais e trilhas históricas. De Piquete a Guaratinguetá foram mais 35,5 Km. A caminhada foi um pouco puxada, forçando nossas pernas em alguns trechos. O visual nesse trecho não foi tão inspirador, mas tem muito verde e encontramos vários animais andando livremente nas estradas.

Chegamos à Guaratinguetá por alguns bairros sem muito a acrescentar aos relatos das outras caminhadas quando concluímos as Rotas da Alegria e do Conhecimento. Seria mais interessante se cada rota terminasse com um pórtico em locais diferentes aproveitando ainda mais os pontos turísticos de Guaratinguetá.


Com os registros já feitos nos pórticos, retornamos a Piquete para comer “aquele” lanche e recuperar toda energia gasta durante o último trecho da Rota do Equilíbrio.

Assim concluímos mais uma rota do programa Caminha São Paulo – Rota Franciscana.

Totalizamos até agora 422 km de caminhada, conhecimento e muita diversão.

Parabéns aos participantes pela conclusão dessa rota e obrigado pela companhia!

Até mais pessoal!

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e seu Carlos.

08 junho 2014

Trilhas, Cachoeiras e Caverna do Diabo em Eldorado

Tudo programado, reservas feitas e lá fomos nós para Eldorado.

Nossa aventura começou cedo, mal pegamos a estrada e alguns quilômetros após o Rodoanel ocorreram dois acidentes com dois caminhões com uma distância de apenas um quilômetro entre eles. Um com carga de madeira e o outro de produtos químicos. O segundo fez com que ficássemos cinco horas parados na Rodovia Regis Bittencourt. Carros, ônibus e caminhões com motores desligados até liberarem a rodovia, a espera parecia interminável e ainda tínhamos que encarar quase 300 km de viagem até Eldorado.

Passado o acidente, seguimos sem trânsito até o hotel no centro de Eldorado. Saímos de São Paulo as 16:00 e por causa do acidente chegamos em Eldorado as 03:00 da manhã.


Com o descanso de apenas algumas horas fomos para o Parque da Caverna do Diabo.

Além da própria caverna que dá nome ao local, no parque existem algumas trilhas onde o visitante pode aproveitar o contato com a natureza e o núcleo do parque tem toda infraestrutura para receber o turista com loja, um pequeno museu contando a história do parque, um viveiro de mudas onde o visitante pode plantar ao longo do parque, sanitários, estacionamento e um restaurante.

Iniciamos nosso dia subindo a Trilha do Mirante do Governador com aproximadamente 1,6 km até 740 m de altitude. O nível de dificuldade é médio segundo a placa (ela pode ser hard se você não dormiu a noite anterior). A subida é toda demarcada e bem puxada, com degraus que vão ficando cada vez mais íngremes até chegar ao topo do mirante. É exaustivo, mas compensa o esforço. Pena que estava com muita neblina. Lá em cima tivemos a sensação de estar sobre as nuvens.

Descemos para o almoço no próprio parque e depois seguimos para a caverna.


A Caverna do Diabo também é conhecida como Gruta da Tapagem, tem ao todo 7 km de extensão, mas a visitação permitida aos turistas é de apenas 600 m. Esse trecho é todo adaptado com escadas e luz artificial para facilitar o acesso e a contemplação dos espeleotemas gigantescos que impressionam qualquer pessoa. Esta caverna é considerada uma das mais bonitas do Brasil. O Parque foi criado em 1969 e é a segunda maior Unidade de Conservação do Estado, abrigando extensões da Mata Atlântica e outros ecossistemas em seu interior.

Contemplar as esculturas feitas há milhares de anos gota a gota como: colunas, esculturas em formas de animais, coração, igrejas, a Torre de Pisa, bolo de noiva, as velas, o espaço do índio, até um rosto enigmático entre tantas outras formações, ouvir o som do rio passando por baixo da caverna e o som constante de chuva, isso tudo não tem preço! Posso dizer que foi uma experiência quase mágica.


Já no final do dia ainda seguimos para a Trilha do Araçá com aproximadamente 850 m com uma cachoeira no final. Destaques dessa trilha são: as árvores centenárias, a Mata Atlântica e a cachoeira que dá nome à trilha.

E assim terminamos nosso primeiro dia.

Depois do descanso merecido seguimos para o Vale das Ostras para fazermos a trilha pelo caminho das cachoeiras até a Cachoeira do Meu Deus.

Deixamos os carros na entrada da estrada do Vale das Ostras por recomendação do nosso monitor por causa das chuvas nos dias anteriores para evitar que os carros encalhassem no caminho. Isso aumentou nossa caminhada de ida e volta em mais 3 km.

Chegamos à entrada da trilha do Jacaré que desce até o rio e lá seguimos subindo e descendo morros e barrancos. Em cada curva uma nova queda d’água ou uma piscina natural. Ao todo foram 11 cachoeiras, uma mais bela que a outra, cada uma com sua própria característica, sempre formando piscinas naturais próprias para banhos. E claro, entramos em quase todas no caminho.


O caminho todo é cheio de belas imagens. Passamos pela cachoeira Véu da Noiva, a Trigêmeas, a cachoeira Escondida na curva, mais uma aqui, outra ali e claro a tão esperada cachoeira do Meu Deus. E a expressão é essa mesmo: MEU DEUS!

Chegar embaixo dessa cachoeira foi uma aventura. A trilha exige um pouco de preparo físico e disposição. Não é uma trilha com grau de dificuldade elevado, mas precisa ter atenção e respeitar os limites de segurança, pois são muitas pedras escorregadias no caminho e em vários momentos caminhamos dentro do rio. Subimos e descemos vários barrancos. Só as cachoeiras que antecedem a do Meu Deus já valeriam a caminhada, mas contemplar aquele cartão postal ao vivo e a cores, sentir a força da queda d’água e a ficar tomando aquela brisa da cachoeira sem dúvidas foi fantástico.

Não é por menos que a Cachoeira do Meu Deus foi eleita pelos telespectadores do programa Antena Paulista da Rede Globo como a mais bonita do estado de São Paulo com 73% dos votos entre as demais cachoeiras apresentadas no programa.

Eldorado oferece outras atrações além da Caverna do Diabo. Você pode conhecer o Mirante do Cruzeiro, a Trilha do Lamarca, o Parque do Salto da Usina, o Circuito Quilombola, entre tantas outras cachoeiras.

Nosso final de semana foi programado pelo monitor Jorlei. Desde o começo ele planejou nossas aventuras, reserva no hotel, passeios e alimentação. Tudo com muito profissionalismo e competência. Obrigado, Jorlei! 

Pode contar com a Ação Natural em outras aventuras!

Posso dizer que foi um final de semana inesquecível!

A companhia dos amigos dispensa comentários. “Tamo junto galera!”

Agradeço a todos pela confiança e pelo companheirismo nas nossas aventuras!

Valeu pessoal!

Bora programar a próxima!

(Se quiser contratar os serviços do monitor Jorlei, entre em contato: Cel. 13 – 99795-4148 ou 13 – 98166-6269 e-mail: dujhorlei@hotmail.com).

17 maio 2014

9ª Etapa Rota Franciscana – Rota Equilíbrio

Retomamos nossa caminhada da Rota Franciscana iniciando a Rota do Equilíbrio que vai de Lavrinhas à Guaratinguetá somando 82 km.

Tudo preparado para a nova rota e lá fomos nós para Lavrinhas.

Lavrinhas está situada na divisa dos estados de São Paulo, Rio e Minas, aos pés da Serra da Mantiqueira e às margens do Rio Paraíba. Teve sua origem no povoado fundado em 1828 em torno da Igreja de São Francisco de Paula. Em 1874 foi inaugurada a Estação Ferroviária. O povoado se desenvolveu com a exploração da bauxita, pecuária leiteira, carvão vegetal para uso das caldeiras e locomotivas, tendo a principal economia em torno do café. Vestígios desses tempos podem ser vistos nos casarões antigos ao longo de toda a cidade. No local foram encontradas pequenas lavras de ouro dando origem ao nome da cidade.


Logo que chegamos à estação de Lavrinhas registramos nossa passagem no primeiro pórtico dessa rota.

Visitamos a estação aparentemente abandonada como a maioria das estações ferroviárias do Estado de São Paulo. Infelizmente nosso país não investe em malha ferroviária deixando parte de nossa história morrer com o abandono de muitos prédios históricos. Também caminhamos pela ponte férrea que passa sobre o Rio Paraíba. Lavrinhas possui muitas belezas naturais e tem a Serra da Mantiqueira como cartão de visita.

Seguindo em frente, caminhamos ao lado da estrada de ferro até o limite da cidade de Cruzeiro.

Cruzeiro também nasceu da ferrovia ligando três estados brasileiros: São Paulo, Minas e Rio. O município se desenvolveu às margens da estrada de ferro e cresceu com a chegada dos migrantes mineiros e paulistas. O mais importante marco histórico de Cruzeiro foi ser o último município a se render na Revolução Constitucionalista de 1932. Nele foi assinado o seu armistício no dia 2 de outubro de 1932 na atual escola Arnolfo Azevedo que na época foi transformada em quartel general das tropas paulistas. Em 2008 recebeu o honroso título de “Capital da Revolução Constitucionalista de 1932” em virtude dos marcantes episódios dos conflitos ocorridos no município.


Percorremos por ruas e avenidas da cidade e passamos em frente ao Museu Major Novaes que estava fechado para reformas. O Casarão construído em 1815 em estilo colonial possui dois andares feitos de taipa e alvenaria e sua arquitetura reflete a opulência dos casarões antigos dos barões do café.

Seguimos para o segundo pórtico que deveria estar na Rua Engenheiro Antônio Penido nº 834 no Centro, mas estava na Praça Professora Aurora Coelho cerca de 300 m fora da rota, isso fez o grupo perder alguns minutos tentando achá-lo.

Depois de registrarmos nossa passagem no pórtico de Cruzeiro, saímos um pouco da rota para conhecer alguns pontos turísticos da cidade. Fomos até Rotunda de Locomotivas, o cruzeiro e a antiga estação ferroviária. É uma pena que a Rotunda está para ser fechada. Fomos informados que está sendo desativada e na parte do museu agora só restam entulhos e ferro velho. Outra decepção foi ver a estação de Cruzeiro de 1884 completamente abandonada, sem telhado e quase em ruínas. O pátio da estação virou um grande depósito de locomotivas e máquinas antigas deixadas ao tempo. Já no cruzeiro a vista é privilegiada. Na parte mais alta da cidade podemos ver toda sua extensão e as montanhas da Serra da Mantiqueira.

Voltamos à rota e seguimos em frente passando por estradas entre sítios e fazendas repletas de animais. Cercados por montanhas chegamos à Brejetuba onde fomos recebidos por simpáticos e hospitaleiros moradores da região e ouvimos a história da Igreja de São Sebastião de 1897. Depois de tomarmos um cafezinho com eles, seguimos nosso caminho. Obrigado Sr. Paulinho pela disposição e generosidade em nos receber!


Continuamos seguindo a rota rumo à Piquete. No caminho passamos por muitas paisagens de encantar os olhos e já pensando na possibilidade de voltarmos para descobrir novas trilhas por aquelas terras.

Já era noite e decidimos encerrar a caminhada para não corrermos riscos desnecessários.

Agora falta pouco para encerrarmos mais uma rota do Programa Caminha São Paulo.

Não faltaram risadas durante a caminhada. Como sempre o pessoal estava muito animado, mesmo no final com as pernas doloridas.

Fechamos a caminhada com um belo lanche em Piquete repondo toda energia consumida na caminhada.

Depois de saciarmos a fome, retornamos a São Paulo com uma nova data programada para encerrarmos esse trecho.

Valeu pessoal pela companhia e descontração na caminhada!

Caminhantes: Alexandre, Andréia, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice, Rafael e Sr. Carlos.