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Aqui você saberá, quando, onde e quem, participou de nossas aventuras e trilhas. Sempre a procura de novos amigos e companheiros com disposição para aventuras e curtir a natureza. Participem do nosso Blog. SEJAM BEM VINDOS!

21 março 2015

Trilha em Boiçucanga

Dia 21 juntamos a turma para mais uma trilha. Dessa vez, descemos para Boiçucanga no litoral norte de São Paulo.

Depois de rodar aproximadamente 170 km, chegamos a São Sebastião e entramos nas ruas que dão acesso à Cachoeira do Ribeirão do Itu. Estacionamos o carro e lá fomos nós!

Seguimos beirando o rio por uma estrada pouco usada. Atravessamos para o outro lado da margem para seguir a trilha. Andamos aproximadamente 100 m e tivemos que cruzar o rio novamente para chegar à primeira cachoeira conhecida como Véu da Noiva. Alguns metros mais à frente, chegamos à Cachoeira da Pedra Lisa, essa bem maior, com grande volume de água e uma piscina natural bem convidativa para o primeiro mergulho do dia.


Depois de algum tempo contemplando e aproveitando aquela cachoeira pegamos o caminho de volta para o início da trilha e começamos a subida para a Cachoeira da Samambaiaçu, essa um pouco menor na altura, mas com piscina natural bem maior. Claro que foi nosso segundo mergulho.

Lanchamos por ali mesmo para recompor as forças e seguimos em frente para mais uma cachoeira.

Cerca de 150 m trilha acima, chegamos à Cachoeira da Serpente, essa bem menor que as anteriores tanto na altura quanto no tamanho da piscina abaixo da queda d’água, mas com a correnteza bem mais forte que as outras.


Olhamos para a pedra que forma a cachoeira e vimos que era possível chegar a ela pela trilha. Subimos a trilha para ver se acima dessa cachoeira havia outra piscina, mas para nossa surpresa e sorte acabamos encontrando outra cachoeira com mais uma piscina.

Claro que mergulhamos em cada piscina que passamos!

Aproveitamos o máximo! Foram muitos mergulhos e risadas.

Para fechar o dia descemos a trilha embaixo daquele pé d’água! Ironicamente, quem não se molhou nas cachoeiras voltou molhado de chuva.

E assim terminou mais uma aventura com a galera.

Valeu pessoal!

Até a próxima!

14 março 2015

17ª Etapa da Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Dia 14 de março seguimos para Taubaté para darmos continuidade a nossa caminhada.

O nome Taubaté é de origem Tupi e significa: “pedras altas”.

“Taubaté destacou-se como cidade pioneira no Vale do Paraíba. Em 1645 foi reconhecida como Vila. Prosperou no período das bandeiras entre 1690 e 1715. Foi importante ponto de abastecimento dos bandeirantes ajudando na fundação de inúmeras cidades históricas em Minas Gerais como Mariana, Ouro Preto, São João Del Rei, Tiradentes e Campinas em São Paulo. Em 1831 tornou-se cabeça de comarca, em 1842 tornou-se cidade imperial e em 1981, centro industrial.”

Logo no início da caminhada paramos no Parque Municipal do Vale do Itaim. O parque conta com uma grande área verde com várias árvores típicas brasileiras como o Ipê, Pau-brasil entre outras. Dentro do parque existe uma réplica da casa do Sítio do Pica-pau Amarelo, mirante, trilhas, passeios de Maria Fumaça e outras atrações.

Fomos bem recepcionados pelo pessoal do Sítio. Conversamos com o Pedrinho, Dona Benta, Narizinho, Emília, o Jeca e o Rabicó. Esse pessoal vive mesmo os personagens de Monteiro Lobato dentro da casa. São muito simpáticos e estão sempre no maior alto astral. Parabéns! Vocês são fantásticos!


Voltamos à caminhada e nem tínhamos colocado o pé na estrada e paramos novamente, dessa vez no Museu do Mazzaropi ou seria do “Marazzopi” Tsuda?

O Museu foi criado para homenagear um grande cineasta brasileiro. Está localizado onde ficavam os estúdios da PAM Filmes – Produções Amacio Mazzaropi. Contém mais de 20.000 itens em seu acervo entre filmes, objetos de cenários, móveis, documentos, fotos e equipamentos.

Vimos um pouco da vida e da história dele muito bem preservada. Parabéns aos organizadores. O Museu é um show!

Saímos do museu e botamos o pé na estrada. Ainda tinha muito chão pela frente até o final do dia.

Não demorou muito, saímos da área urbana entrando em estradas rurais com vários sítios e fazendas ao redor. Fazia um bom tempo que não caminhávamos entre as montanhas e vales.


Daí para frente a paisagem não mudava muito, ora fazendas de gado leiteiro ora sítios de plantações variadas. E assim foi até Redenção da Serra.

A origem de Redenção da Serra está ligada diretamente à Lei Áurea - Abolição da Escravatura, por ser a primeira cidade do município paulista a libertar seus escravos em 1888.

“Redenção da Serra era um pequeno vilarejo em 1850 quando construíram a pequena capela de Santa Cruz com duas torres e um sino. Em 1860 o povoado foi elevado à freguesia e em 1877 à categoria de município. Em 1944 passou a ser chamada de Redenção da Serra devido a sua situação geográfica e por ser pioneira na libertação dos escravos”.

Hoje Redenção da Serra é dividida em duas, a cidade velha e a nova. Na década de 1970 teve parte das suas terras inundadas para construção da represa, deixando de um lado a Igreja Santa Cruz e muita história e do outro uma nova cidade construída na parte alta da Serra.


Chegamos à cidade já no final da tarde. Vimos que a Represa de Redenção da Serra está completamente vazia. A cena é tão impressionante que até uma estrada que ligava a cidade velha à nova há mais de quarenta anos submersa agora é usada como atalho. Caminhamos sobre ela até uma pequena ponte onde ainda corre um riacho. Segundo o dono do quiosque onde lanchamos o ponto onde estávamos deveria estar a dezoito metros de profundidade. Foi muito triste ver aquela cena. Tomara que um dia a gente possa vê-la cheia novamente.

Passamos pela Praça da Estátua dos Escravos e em seguida subimos para registrar nosso cartão no pórtico da cidade.

Esse foi o trecho mais longo da Rota Sabedoria. Agora falta muito pouco para terminar a rota toda.

Paraibuna, aí vamos nós!

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Wilma.

28 fevereiro 2015

16ª Etapa Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Continuando nossa caminhada, dia 28 fomos à Pindamonhangaba para mais uma etapa da Rota Sabedoria.

Pindamonhangaba na língua indígena significa: “Lugar onde se fazem anzóis”. A cidade também recebe o nome carinhoso de: “Princesa do Norte”.

Existem duas teorias para sua data de fundação. A primeira é de 12/08/1672, tendo como seus fundadores os irmãos Leme. Foram eles que iniciaram a construção da capela São José fundando o povoado de São José de Pindamonhangaba. A segunda é de 17/05/1649 que diz que as sesmarias vão sendo concedidas nas zonas de Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, destacando a concessão dada ao Capitão João do Prado Martins. O povoado cresceu ao longo dos anos e depois construíram a Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso. Em 1704 teve sua emancipação política, em 1849 a Vila Real de Pindamonhangaba foi elevada à cidade e em 1877 Pindamonhangaba é elevada à cabeça de Comarca.


Voltamos ao ponto onde paramos na Praça Monsenhor Marcondes ao lado do pórtico. Passamos pelo Mercado Municipal e pela Estrada de Ferro Campos do Jordão inaugurada em 1914 que felizmente está ativa realizando passeios entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão em datas especiais e passeios regulares para alguns bairros turísticos da cidade.

Seguimos para a Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso construída no Séc. XVIII. Parte das suas colunas tem estilo gótico e parte o estilo romano. Mais alguns passos e já estávamos em frente ao Palacete 10 de Julho. Essa construção de 1200 metros quadrados era a residência do Barão de Itapeva. Inaugurado em 1856, o prédio é tombado pelo CONDEPHAAT e é atualmente a sede da Prefeitura da cidade. No quarteirão seguinte passamos pelo Palacete Visconde de Palmeira, construído entre 1859 e 1864. Com estilo neoclássico, é considerado a única lembrança da nobreza rural cafeeira paulista. Atualmente abriga o Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro I e D. Leopoldina. Logo atrás do Palacete está o Bosque da Princesa. O Bosque foi construído em 1879 às margens do Rio Paraíba com alguns lagos com várias espécies de peixes, coreto, parque infantil, pistas para caminhadas protegidas do sol pelas sombras de muitas espécies de árvores e plantas.


Ainda seguindo a rota pelas ruas da cidade passamos pela Igreja Nossa Senhora do Socorro, que teve sua origem em 1859 quando uma senhora trouxe ao povoado uma imagem da santa que dizia que a guiava e socorria. Ao lado da Igreja passamos pela Rotatória do Anel Viário “Amacio Mazzaropi” contendo um pequeno monumento dedicado a esse grande comediante. Seguimos em frente até a cidade de Tremembé.

Tremembé – palavra de origem Tupi que significa: jorro, cursos de água que se abranda.

Tremembé foi fundada em 1660 pelo Capitão Mor Manuel Costa Cabral que possuía parte das terras do sitio Tremembé. Ele ordenou a construção de uma capela em sua propriedade para Nossa Senhora da Conceição até então padroeira da freguesia. Em 1663 a capela recebeu a imagem do Senhor Bom Jesus e muitos romeiros se estabeleceram ao redor da capela. Em 1866 o povoado foi elevado à freguesia, em 1890 tornou-se distrito, em 1896, município e em 1993 Tremembé tornou-se Estância Turística.


Logo que chegamos a Tremembé paramos na Praça da Estação para registrarmos nossa passagem no segundo pórtico do dia. Passamos em frente à Igreja São Benedito construída em 1906, mas estava fechada.

Seguimos em frente e chegamos à Basílica do Senhor Bom Jesus. Ela tem sua origem em 1663 segundo registros antigos. A Basílica foi construída em taipa e pilão, mas um dia foi mais simples. Após algumas reformas, passou a evocar um caráter eclético por causa dos mestres italianos e os altares que imitam mármore.

Saímos um pouco da rota para visitar o Convento Santa Face Pio XII, mas infelizmente não demos sorte, o mesmo estava fechado.

Durante o percurso ainda passamos pela Fonte da Bica da Glória.

Seguimos em frente e por fim chegamos a Taubaté já no final da tarde.


Passamos pela charmosa Estação de Trem da cidade, infelizmente com sinais de completo abandono. Já cansados da longa caminhada chegamos ao terceiro pórtico do dia na Praça Dom Epaminondas ao lado da Catedral de São Francisco. Registramos nossa passagem, descansamos um pouco e para nossa sorte a missa terminou enquanto descansávamos. Aproveitamos esse momento para conhecer a Catedral.

O primeiro edifício da Catedral foi erguido em 1640 e com o passar dos anos as suas dimensões foram ampliadas sendo que por volta de 1800 ela foi concluída.

Ainda falta muito a conhecer e ver em Taubaté. Nossa próxima caminhada já está marcada e não faltará ânimo!

Bom, esse foi o resumo de mais um dia na Rota.

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda e Wilma.

15 fevereiro 2015

Trilha do Pico do Lopo – Extrema MG

Enquanto alguns caiam na folia do Carnaval juntamos uma turma que estava mais interessada em curtir a natureza. Caímos na estrada rumo à cidade de Extrema no sul de Minas.

Chegamos cedo à cidade e já seguimos para a Serra do Lopo onde encontramos com alguns amigos que já estavam por lá nos aguardando. Galera reunida e preparada para entrar na mata rumo ao cume da montanha.

Passamos pela Plataforma de Voo onde se tem uma vista privilegiada da região. Depois de algumas fotos entramos na trilha, percorremos por alguns barrancos, pedras escorregadias, árvores caídas, subidas e descidas.


Depois de uma boa caminhada chegamos à Pedra das Cabras. Mais uma parada para muitas fotos e para curtir um visual que encanta os olhos. Voltamos à trilha e depois de 40 minutos chegamos à Pedra das Flores, essa por sinal é ainda mais bonita com vários jardins naturais formados nas ranhuras e fendas da pedra.

Depois de outra pausa para as fotos tomamos o caminho para o cume da montanha. Fizemos uma pequena escalada entre as fendas tomando todo cuidado para ninguém se machucar.

Lá no cume aproveitamos o tempo aberto para mais uma sessão de fotos a 1780 m de altitude.

Curtimos o vento e o visual era de um mar verde abaixo de nós. As montanhas pareciam ondas em várias tonalidades cada uma com seu tamanho e formato como se estivessem em constante movimento como as ondas do mar.

Olhar o horizonte em 360° sem ver mais nenhuma barreira a sua frente não tem preço!

O tempo muda muito rápido na serra. Resolvemos não correr o risco de pegar chuva na volta durante a trilha, descemos rapidamente do cume e seguimos o mesmo caminho de volta até onde deixamos nossos carros.


Depois de descer a serra, como ninguém é de ferro, paramos em um restaurante bem no centro de Extrema ao lado da Igreja de Santa Rita para comer aquela típica comida mineira. Logo após o almoço fomos até o Parque Municipal da Cachoeira Salto Grande, mas não deu para curtir muito por lá. O Parque estava cheio demais, tinha gente em cada pedra naquela cachoeira.

Para encerrar o dia, seguimos para um Alambique próximo ao parque, mas o mesmo estava tão cheio quanto o Parque da Cachoeira.

Demos o dia por encerrado quando começou a chuva.

Retornamos para casa em segurança e com a certeza de que pulamos o carnaval da melhor maneira possível.

Valeu pessoal!

Até a próxima aventura!

11 janeiro 2015

Trilha da Vida

Começamos 2015 fazendo mais uma trilha do Passaporte Trilhas de São Paulo e para isso, escolhemos a Trilha da Vida. Essa trilha é a menor de todas do passaporte, porém, não menos importante. Particularmente, a considero a mais importante e deveria ser a primeira trilha de qualquer aventureiro antes de se embrenhar pelo mato desbravando novos horizontes.

Não podemos dar muitos detalhes sobre essa trilha para não tirar toda surpresa e conhecimento que ela revela ao longo dos passos dados durante o pequeno trajeto.

Seu nome poderia ser: “Trilha da Consciência” ou “Trilha da Vida, Morte e Renascimento”.

O caminho todo é feito com os olhos vendados e em silêncio. Os participantes são guiados por monitores do parque.


É uma experiência e tanto. Cada participante faz a sua própria descoberta, por isso não dá para revelar o que acontece dentro dela.

Tenha uma experiência única. Faça essa trilha e descubra esses segredos. Certamente alguma coisa vai mudar em você.

Depois da trilha ainda andamos pelas dependências do parque, revimos os amigos, fizemos novos e aproveitamos mais um pouco daquela tranquilidade peculiar que só a natureza nos oferece gratuitamente.

Bom, esse foi só o nosso começo de 2015. Esse ano promete!

Valeu pessoal!

Até a próxima aventura!

30 dezembro 2014

Fotos do Calendário 2015

JANEIRO
 FEVEREIRO
 MARÇO
 ABRIL
 MAIO
 JUNHO
 JULHO
 AGOSTO
 SETEMBRO
 OUTUBRO
 NOVEMBRO
 DEZEMBRO

10 dezembro 2014

Confraternizações Ação Natural Trilheiros

Dia 03/12  Confraternizamos com o pessoal que faz a Rota Franciscana.


Dia 10/12 Confraternizamos com todos participantes do Grupo Ação Natural Trilheiros. Bom pelo menos com todos que compareceram né!


Tudo é um bom motivo para aproveitar o tempo com essa Família chamada Ação Natural Trilheiros!

Foi muito bom passar esse ano com vocês! 

Fizemos novos amigos, percorremos novas e antigas trilhas, caminhamos pacas na rota, rimos, brincamos e nos divertimos muito!!!!

Foi sensacional!

Valeu galera!

Acabou 2014, mas 2015 promete!

Preparem-se!

06 dezembro 2014

Trilha Cachoeira da Fumaça – Paranapiacaba

Dia 6, reunimos o pessoal para mais uma trilha, a última programada pelo grupo nesse ano.

Chegamos cedo a Rio Grande da Serra e logo fomos para o ponto de ônibus tradicional dos trilheiros e aventureiros de Paranapiacaba, mas antes realizamos a entrega do Troféu Reconhecimento. Esse troféu foi uma ideia que surgiu para prestigiar o amigo que mais participou das trilhas organizadas pelo Grupo Ação Natural Trilheiros e esse ano foi o Marcos Tsuda com 98% de presença nas trilhas marcadas.

Parabéns, Marcos Tsuda! Obrigado pela parceria e companheirismo o ano todo! Você é o Cara!


Depois da entrega, pegamos o ônibus e seguimos para o início da trilha.

Tinha chovido na noite anterior e não deu outra, tinha mais barro e lama na trilha do que das outras vezes que estivemos por lá e isso aumentou bastante o desafio de ficar em pé ou não atolar na lama.

O caminho foi tranquilo como sempre. Passamos por corredeiras e pequenas piscinas naturais. Subimos e descemos os barrancos no meio da mata e cruzamos o rio por diversas vezes acompanhando a trilha.

O dia estava um pouco nublado, mas muito agradável, só dificultou um pouco a vista do alto do Mirante de onde se vê toda entrada do Porto de Santos, as montanhas da serra e parte de Cubatão.

Seguimos em frente e chegamos ao cume da Cachoeira da Fumaça. Enquanto alguns ficaram tomando lanche por lá o restante do grupo desceu até a base da cachoeira.


A trilha é bem íngreme e escorregadia proporcionando boas risadas em cada escorregão.

Já lá embaixo, tomamos aquele banho revigorante e contemplamos mais uma vez a beleza daquela cachoeira. Arrisco-me a dizer que é uma das mais bonitas da região.

Um dos melhores momentos da trilha foi cantar “Parabéns Pra Você”, para duas aniversariantes que estavam na trilha: Val e Fabiana. Foi muito divertido e inesquecível cantar parabéns para vocês embaixo da cachoeira! Felicidades meninas!

Depois de revigorados, encaramos toda a subida até o cume novamente e nos juntamos com todos que não desceram.

Mais uma pausa para o lanche e refizemos todo o caminho de volta. Encarando toda aquela lama e barro novamente.

Foi mais um dia divertido como todos os outros quando nosso grupo se reúne.


Valeu pessoal! Mais um ano termina e nosso saldo continua positivo!

No decorrer do ano fizemos novos amigos que certamente ficarão presentes por uma vida inteira, conhecemos novos caminhos e destinos.

Caminhamos por muitas terras e cidades.

Conhecemos muitas culturas e vivemos muitas histórias. E isso não tem preço e ninguém rouba da gente!

Parabéns a todos por mais um ano de aventuras!

Que venha 2015 com muito mais!

Até a próxima pessoal! 

29 novembro 2014

15º Etapa Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Dia 29 retomamos nossa rota em Aparecida ao lado da Basílica e seguimos em frente para mais um trecho rumo a Pindamonhangaba passando por Roseira.

Começamos a caminhada cedo e logo em seguida paramos no Mirante das Pedras. Do Mirante avistamos o Porto Itaguaçu e parte do Rio Paraíba do Sul.

Voltamos à caminhada e não demorou muito para chegarmos ao Porto Itaguaçu. O Porto foi criado no local onde os pescadores encontraram a imagem em 1717. Embarcamos na Balsa e navegamos pelos pontos, que segundo a história, indicam os lugares exatos onde encontraram a imagem sem a cabeça e mais abaixo do rio onde resgataram a cabeça da santa.

Passamos ainda pela Capela de São Geraldo de 1926 que compõe o conjunto arquitetônico religioso do Porto de Itaguaçu, local onde foi construído o primeiro oratório da imagem.

Continuamos a caminhada rumo à cidade de Roseira.


O povoado que deu origem ao município de Roseira surgiu em torno da Capela Nossa Senhora do Rosário, hoje Nossa Senhora da Piedade, por volta do século XVIII às margens do Caminho Real. Entre 1780 e 1840 o município foi um centro produtor e exportador de açúcar, aguardente, milho, feijão, arroz, mandioca e fumo. A partir de 1840 os engenhos deram lugar às fazendas de café e em 1920, à pecuária leiteira. Em 1877 foi inaugurada a Estação Ferroviária e com ela nascia à cidade. Em 1963 foi criado o município de Roseira.

A origem do nome da cidade deriva do Bairro Roseira. Segundo a tradição o nome Roseira vem das rosas silvestres de cor branca brava e da rosinha trepadeira denominada “mariquinha”, encontradas às margens do Caminho Real.

Roseira é uma cidade bem pacata e pequena do interior Paulista. Chega a ser gostoso ouvir aquele sotaque caipira dos moradores da cidade.

Assim que chegamos à cidade tivemos que aguardar a liberação da ponte por causa de um acidente que fechou a entrada. Após a perícia liberar o caminho, seguimos para o pórtico na Praça Sant’Ana ao lado da Igreja Matriz.


Registramos nossa passagem e fomos conhecer a Igreja da cidade. A Matriz foi construída em 1878. Sua construção se deve ao Major Victoriano de Barros que ofereceu suas terras para a construção da Estação Ferroviária Central e prometeu que construiria uma Igreja no entorno da estação.

Fomos conhecer a Estação de Roseira, mas precisava de autorização para tal. Cinco minutinhos de conversa com o pessoal e conseguimos a liberação da empresa logística que administra a Estação para podermos conhecê-la e fotografá-la.

Outro destaque é a Rua Major Victoriano por suas quatro estátuas simbolizando as estações do ano confeccionadas pelo artista Djalma Leite e patrocinadas pela Usina Vigor e pela Cooperativa de Laticínios de Roseira.

Atravessamos a cidade e seguimos para a rodovia em direção ao próximo pórtico em Pindamonhangaba.

No caminho passamos por muitos sítios, fazendas e entradas de indústrias, tendo sempre do lado esquerdo a movimentada Rodovia Presidente Dutra e do lado direito as montanhas da Serra da Mantiqueira com seu visual de encantar os olhos.


Enfim, saímos da área rural e adentramos na cidade pelos bairros afastados do centro. O movimento ia crescendo à medida que chegávamos mais próximos do pórtico.

Chegamos à Praça Monsenhor Marcondes e registramos nossa passagem no segundo pórtico já com o Sol baixo anunciando o final de mais um dia de caminhada.

Tivemos um bom dia de caminhada, o Sol não estava tão forte, mas foi o suficiente para judiar um pouco do corpo com o mormaço fazendo os caminhantes se hidratar o tempo todo.

Finalizamos nossa caminhada com aquela bebida gelada no único lugar que conseguimos achar aberto no caminho, embora não tivesse a tradicional escurinha!

Não preciso dizer que foi mais uma caminhada descontraída e animada. Como sempre, com esse grupo não tem mau tempo!

Valeu pessoal! Mais um ano de nossas longas caminhadas terminaram. Que venham as caminhadas de 2015!

Caminhantes: Alexandre, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Rosangela e Wilma.

Até a próxima pessoal!

20 novembro 2014

Trilha da Ferradura – Paranapiacaba

Tem coisa melhor que juntar um bando de doidos e ir para Paranapiacaba fazer uma das trilhas mais difíceis que tem por lá?

Pleno feriado da Consciência Negra, em vez de ficar em casa mofando, juntamos a turma e seguimos para mais uma aventura.

Chegamos cedo por lá e não demorou muito e o nosso pequeno grupo já estava na mata iniciando a trilha pelo caminho que leva ao Lago de Cristal e à Cachoeira Escondida. O percurso nesse trecho é relativamente fácil sem exigir muito esforço físico, mas tem bastante lama como na entrada da Cachoeira da Fumaça. Como dizem: “quem está na trilha é pra se sujar!” Não é?


Passamos pelos tubos de concreto, uma das referências da trilha e logo chegamos ao Lago de Cristal. Mais uns metros barranco abaixo virando à direita, e pronto, chegamos à Cachoeira Escondida. Essa cachoeira é pouco frequentada talvez pelo desnível entre ela e o Lago de Cristal, exigindo do aventureiro um pouco mais de esforço.

Foi nosso primeiro ponto de parada. Não tem como ir a uma cachoeira como aquela e não ficar alguns momentos por lá curtindo o visual ou embaixo dela.

Seguindo em frente, descemos as pedras rumo ao Vale da Morte e à Garganta do Diabo, nomes bem sugestivos para o caminho.

Foi um caminho difícil com pedras de todos os tamanhos e formatos, não é exagero dizer que é o trecho mais “punk” da trilha. Foi um dos mais difíceis que já percorri em uma trilha. Ora desviando de um lado para outro cruzando o rio aqui e ali para achar o melhor caminho, ora escalando as pedras e fazendo contorcionismo para escolher um melhor trecho. Haja pernas!


Enfim chegamos ao Vale da Morte. Eita lugar bonito! Certamente não merecia esse nome.

Em cima de uma pequena cachoeira na entrada do Vale da Morte pudemos avistar a trilha que desce a Cachoeira da Fumaça. O rio vem descendo e criando outras duas cachoeiras menores seguindo pela encosta da montanha até se juntar no vale com as águas que descem do Lago de Cristal e da Cachoeira Escondida escorrendo para a Garganta do Diabo. Mesmo fotografando aquela imagem não dá para descrevê-la com a perfeição que merece. É simplesmente magnífica!

Pensamos em seguir para a Garganta do Diabo que estava a cerca de 600 m de onde estávamos. Seriam 1.200 m ao todo por cima de mais pedras, mas a hora não permitiria nossa ida e retorno antes que anoitecesse. Já que não iríamos acampar na região seria arriscado demais ter que sair da trilha somente com as luzes das lanternas.

Pegamos o caminho para o topo da Cachoeira da Fumaça e lá fomos nós. Subida e mais subida, quando você pensa que naquela curva ao lado daquela árvore vai ser mais tranquilo, engano seu! Tem mais subida pela frente. Escadas naturais feitas de raízes ajudavam na escalada, as forças das pernas já tinham sumido há tempos e meio que você vai em frente numa espécie de piloto automático esperando que aquele perrengue termine logo.


Até que finalmente chegamos ao topo da Cachoeira da Fumaça. A sensação foi uma mistura de alívio e conquista. Fazer essa trilha foi um verdadeiro teste de resistência, foi bem mais puxado que imaginamos, e claro que mais um banho de cachoeira foi muito bom para recarregar as energias. Fazer uma hidromassagem natural nas pernas depois de tudo que enfrentamos, não tem preço!

Faltavam mais ou menos 4 km para voltar ao início da trilha, então seguimos amassando barro e pisando em muita lama até a saída na Rodovia.

Vale pequeno desabafo. Eu não me conformo como tantas pessoas que vão para a mata fazer as trilhas e dizem: “que curtem a natureza”, conseguem deixar tanto lixo no caminho. É no mínimo revoltante. Poxa, se a pessoa é capaz de levar uma lata, um pacote de salgadinho ou bolacha cheio e pesado o caminho todo, por que o infeliz não é capaz de trazer de volta a lata, garrafa e o saquinho que envolvia o lanche vazios? Falta muita cultura e educação em todo lugar. Definitivamente essas pessoas não podem ser chamadas de trilheiros, não mesmo!

Por fim, terminamos! Foram aproximadamente 10 horas de trilha com muitas cachoeiras, muitas pedras no caminho, subidas quase intermináveis, escalaminhadas e o melhor de tudo é que sobrevivemos!

Há! É claro que eu volto!

Valeu pessoal pela disposição! (bota disposição nisso).

Até a próxima!

15 novembro 2014

Trilha da Cachoeira da Pedra Furada

Feriadão em pleno sábado de trilha.

Juntamos a galera e seguimos para Biritiba Mirim, divisa com Bertioga para fazermos mais uma trilha.

Chegamos cedo ao ponto de encontro e lá fomos nós. Caminhamos pela Rodovia por 3,5 km até a entrada da trilha. O dia parecia firme e estava muito bom para caminhada, sem sol forte e sem chuva.


Entramos na trilha e percebemos que havia chovido na noite anterior. Embora o caminho estivesse encharcado, a trilha não estava escorregadia. Seguimos mata adentro rumo a uma das mais belas cachoeiras que eu conheço. Não por ser grande, porque de fato não é! Mas pela sua singularidade. O rio vem em seu leito normal e seria natural passar por cima das pedras e fazer a cachoeira, porém a corredeira do rio escorre por entre as pedras como se fosse um ralo gigante e no meio das pedras a dois metros de acabar o paredão a água ressurge fazendo uma cachoeira sem igual.


É simplesmente mágico!

Ficamos lá alguns momentos tomando banho nas águas escuras do rio, trocando ideias e admirando o visual.

Fizemos o caminho inverso para a volta e no meio do percurso começou um temporal. Foi muita chuva na trilha e na rodovia até voltarmos ao ponto de encontro inicial.


Foi um dia que vale ser repetido, com muito entusiasmo e muita diversão o tempo todo! Rimos muito e aproveitamos bem!

Valeu pessoal pela presença em mais uma trilha!

Em breve teremos outras!


Até a próxima!

01 novembro 2014

14ª Etapa Rota Franciscana – Rota Sabedoria

Dia 01 de novembro começamos a última rota que falta para concluir todo Programa da Rota Franciscana – Frei Galvão. Seguimos para Guaratinguetá que sempre foi o destino final das rotas: Alegria, Conhecimento, Equilíbrio e Esperança para começarmos a rota Sabedoria.

Chegamos a Guaratinguetá bem cedo, tomamos nosso café por lá e registramos pela última vez nossos cartões no pórtico da Praça Santo Antônio ao lado da linda Catedral da cidade.

Guaratinguetá: palavra de origem Tupi Guarani – GUARÁ=GARÇA, TINGA=BRANCA, ETA=MUITO, que significa “MUITAS GARÇAS BRANCAS”.


A igreja foi o marco inicial da cidade construída em 1630 em pau-a-pique e coberta de sapé. Em 1651 o povoado é elevado a Vila. No século XVIII a cidade se destaca como uma das principais vilas da Capitania do Vale do Paraíba. Em 1739 nasce Frei Galvão canonizado em 2007. No século XIX atingiu o apogeu do período do café. Em 1844 foi elevada a categoria de cidade. Hoje o desenvolvimento turístico atrai turistas de todos os seguimentos: religioso, rural, industrial e comercial. Podemos aproveitar as belezas das encostas da Serra da Mantiqueira, a vida rural até o caminho do mar, bem como a arquitetura e cultura que fundem o passado e o presente quando passamos pelos casarões antigos ao longo da cidade.

Visitamos a Catedral pela última vez com o grupo na rota e seguimos mais uma vez para a Casa do Frei Galvão, local de seu nascimento. A casa possui relíquias e quadros, imagens e pequenos pertences que mostram a história do primeiro santo brasileiro. Bem ao lado da casa do Frei Galvão está o Solar Rangel de Camargo que não é aberto para visitação, infelizmente. A casa foi erguida em 1886 em taipa e pau-a-pique e atualmente é habitada pela sexta geração de descendentes do Capitão João Baptista Rangel. O local centralizou a política oposicionista durante a Revolução de 1932 e foi ocupada por tropas constitucionalistas e federais. Ainda guarda mobiliário e documentos do império e da Primeira República. Seguimos em frente e passamos pelo Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves, prédio que foi moradia do próprio Conselheiro em 1891 e em 1932 sediou a Cruz Vermelha e tropas federais. Também estava fechado. Durante a caminhada passamos pela Estação da Estrada de Ferro de Guaratinguetá construída em 1914 em estilo inglês. A estação foi escolhida como uma das sete maravilhas da cidade. Ainda passamos em frente à Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves considerada um Monumento Histórico de 1902.


A caminhada foi a mais curta se comparada com os outros trechos de todas as rotas do programa, mas foi sem dúvida a mais exaustiva de todas. O sol estava com toda a força sobre nossas cabeças, estávamos sendo fritados por ele e cozinhados com o calor que subia do asfalto, nem as sombras das casas e das poucas árvores no caminho aliviaram a situação, nossas forças e ânimos foram drenados nesse pequeno trecho. Foi sofrido.

Enfim chegamos a Aparecida.

A história da cidade está ligada diretamente a imagem de Nossa Senhora da Conceição que em 1717 apareceu no Rio Paraíba do Sul. Os milagres atribuídos à imagem levaram a construção de uma capela em 1745. Com o desenvolvimento da localidade, em 1842 foi criada a freguesia subordinada a Guaratinguetá que em 1928 finalmente se desmembrou e em 1959 foi emancipada. O número crescente de fiéis implicou na construção de um templo maior em 1888, hoje ela é conhecida como Basílica Velha.


Já na chegada a cidade, passamos pela Estação Ferroviária que hoje é o Espaço Cultural, mas estava fechado. Seguindo em frente, passamos pela Igreja de São Benedito, palco de festas tradicionais e religiosas do Vale do Paraíba. Subimos em direção ao segundo pórtico do dia localizado em frente à Basílica Velha. Registramos nossa passagem por lá, entramos na igreja por alguns momentos saindo do sol que continuava castigando nossos corpos. Cada sombra ou local coberto durante o percurso era mais que bem-vindo e disputado.

Logo em seguida entramos no Memorial Redentorista. O memorial abriga um pequeno museu, a Capela Memorial Redentorista e outra Capela em homenagem ao Padre Vitor conhecido como Apóstolo do Rádio.

Seguimos para a passarela que liga a Basílica Velha à Basílica nova de Nossa Senhora Aparecida, também conhecida como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Este é o segundo maior templo católico do mundo, menor apenas que a Basílica de São Pedro no Vaticano.

Dentro da Basílica nova, passamos pela Sala das Velas e subimos na Torre com vista panorâmica de 360 graus de toda região. Lá de cima avistamos toda a cidade de Aparecida, parte de Guaratinguetá, o vale do rio Paraíba do Sul, Central de Apoio ao Turista, o Mirante, o Cruzeiro, as torres da Basílica Velha, o longo tapete de barracas da feira de artesanato e as montanhas da Serra da Mantiqueira.

O sol não deu trégua em momento algum, posso dizer que foi um teste de resistência. O dia de fato estava muito lindo para fazer as fotos, mas estava difícil ficar andando embaixo daquela quentura toda.

Um dos melhores momentos do dia foi o lanche trazido pela Wilma. Show, Wilma! Você precisa ir mais vezes!

Alguns membros do nosso grupo ainda subiram ao Cruzeiro de teleférico. Então o tempo virou, começou uma chuva de raios e trovões. O vento forte levantava nuvens de poeira gigantescas no Mirante ao lado do Cruzeiro fazendo com que fosse interrompido temporariamente o funcionamento do teleférico preservando a segurança dos passageiros. Só depois de algumas horas nossos amigos conseguiram retornar para a base. Reunimos o grupo e lá fomos nós procurar um local para tomar um lanche e recarregar as energias para encarar a volta para casa embaixo de muita chuva.

Apesar do desgaste físico, concluímos mais um trecho da rota. Como sempre dizemos: cada rota tem sua própria história para ser lembrada e esta certamente não será esquecida!

Valeu pessoal por mais um dia juntos! Estamos chegando ao final, falta pouco agora!

Até a próxima!

Caminhantes: Alexandre, Andrea, Argeu, Cris, Marco Lasinskais, Marcos Roberto, Marcos Tsuda, Marilice, no apoio Mônica Gavarron e Wilma Custódio.

27 setembro 2014

Trilha das Sete Praias e Ruínas da Lagoinha em Ubatuba

Nada como começar o dia reunindo a turma para fazer mais uma trilha. Posso dizer que essa trilha é uma das mais bonitas do litoral norte paulista e tinha tudo para ser perfeito, mas algo muito chato aconteceu e quebrou o clima logo cedo. As 6:00 da manhã dois amigos de trilha foram surpreendidos por um arrastão realizado por três motoqueiros logo que saíram da estação do metrô ao lado do nosso ponto de encontro. Ainda bem que só levaram bens materiais, graças a Deus nada foi feito contra a integridade física deles. Isso é no mínimo revoltante! Hoje não temos liberdade ou segurança alguma, somos reféns de dois tipos de bandidos: os armados e os que sentam atrás das mesas em plenários lavando as mãos como se não pudessem fazer nada pelo povo. Vivo em um país lindo, mas tenho muita vergonha de ser brasileiro.



Depois do susto e momentos de revolta, juntamos o grupo no ônibus contratado e seguimos para a trilha.

Depois de algumas horas na estrada, começamos nossa trilha seguindo para as Ruínas da Lagoinha. Uma construção do século XIX conhecida como Solar do Capitão Romualdo e que era sede da fazenda produtora de café e cana-de- açúcar. Foi construída com argila, areia da praia com conchas, pedras e óleo de baleia. Foi uma das primeiras casas que tinham janelas que abriam para fora mostrando os vidros, o que era muito raro na época. Segundo a história, o Capitão Romualdo e sua esposa não tiveram filhos, tinham muitos escravos e os tratavam com respeito. O casal tinha o hábito de deixar seus escravos sentarem à mesa com eles durante as refeições. Com a abolição da escravatura pela Lei Áurea os escravos não foram embora por gratidão, mas após a morte do Capitão a sua esposa enlouqueceu e foi internada. Como a fazenda não tinha herdeiros, caiu no esquecimento. Outra ruína que visitamos foi a da primeira Fábrica de Vidros do Brasil. A Fábrica pertencia ao Capitão Romualdo e sua intenção era produzir vidros e garrafas para sua cachaçaria e abastecer a grande procura por vidros na região, mas foi impedido de construir já que na época todas as garrafas e vidros vinham da Europa e a distribuição era feita pela Coroa Portuguesa.



Após visitar as Ruínas, seguimos para Praia da Lagoinha e iniciamos a trilha rumo à Praia Fortaleza. Pelo caminho passamos pelas praias do Oeste, Peres, Bonete, Grande Bonete, Deserta, do Cedro e finalizamos na praia Fortaleza. A maioria dessas praias não é muito frequentada, algumas completamente desertas, o que é um ótimo convite para um final de semana acampando por lá. O dia estava nublado, mas mesmo assim o visual foi de encantar os olhos. Cada praia com suas características, uma com pedras e rochas no caminho, outras com areia fofa exigindo um pouco mais das pernas na sua travessia, outras quase escondidas na encosta da montanha. Ficamos impressionados em ver algumas casas construídas no meio das montanhas e dá para imaginar a mão-de-obra que foi trazer todo aquele material de construção para um lugar sem nenhuma estrada ou rua, o único caminho era o mar.



Ao todo foram aproximadamente 13 km de caminhada do ponto de partida nas Ruínas até a Praia Fortaleza, subindo e descendo as montanhas por trilhas e praias paradisíacas. Não faltaram mergulhos ao longo do caminho. Não tinha como não aproveitar aquele mar convidando os aventureiros.

Depois da chegada em Fortaleza ainda conseguimos um prêmio extra, conversei com o nosso motorista que gentilmente aceitou meu pedido de nos levar à Gruta que Chora na praia do Lázaro, esse trecho não estava previsto e foi perfeito fechar a trilha na gruta.

Posso dizer que foi um dia ímpar com muitas emoções diferentes.

A galera sempre animada, já pensando na próxima aventura.

Obrigado a todos pela participação!


Até a próxima pessoal!